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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quem ganha a Líbia?

Há um ano, líderes como Berlusconi estavam com Kaddafi. Hoje festejam a “vitória”. Por Antonio Luiz M. C. Costa. Foto: Mahmud Turki/AFP

Repete-se há seis meses que “a queda de Kaddafi é iminente”, mas com grande parte de Trípoli nas mãos dos revoltosos, inclusive o complexo do governo e a principal base militar nas vizinhanças da cidade, em Zuara, pode-se finalmente acreditar nessa frase sem correr o sério risco de superestimar a competência dos rebeldes.

Risco que continua alto. Na noite de 22 de agosto, todas as mídias anunciaram a captura de Saif al-Islam, filho e principal porta-voz de Muammar Kaddafi, supostamente confirmada pelo Tribunal Penal Internacional, mas ele apareceu em um hotel cheio de jornalistas, dirigindo seu próprio carro, para assegurar que controlava a cidade e “escorraçaria as ratazanas”. Muhammad, o filho mais velho também “capturado”, escapou à prisão, segundo os rebeldes. Cidades como Sirte, no litoral, e Sabha, no Fezã, continuam fiéis a Kaddafi e podem continuar a luta por mais alguns dias. É incerto se seu líder se deixará capturar. Vale lembrar que “Kaddafi foge para a Venezuela” (ou algum outro país) é outra das “barrigas” mais repetidas dos últimos meses.

Em todo caso, o regime que dominou a Líbia por 42 anos foi derrotado. Menos pela Primavera Árabe, neste caso pouco mais que pretexto, do que pela intervenção direta dos EUA e seus aliados, sob a folha de figueira do mandato da ONU para “proteger os civis” por meio de uma zona de exclusão aérea. Foram decisivos o fornecimento de armas (proibido pela resolução da ONU, que determinou embargo para ambas as partes), os ataques diretos dos navios, aviões e helicópteros da Otan às tropas e instalações civis e militares de Kaddafi (redobrados durante a ofensiva a Zawiya e Trípoli).

E também a participação discreta, em terra, de conselheiros e instrutores militares da SAS (Special Air Service, força especial do exército britânico) e de espiões- do MI-6 no planejamento das ofensivas militares, bem como de forças especiais da França, Catar e Jordânia, como anotou o jornal britânico Guardian. Mercenários britânicos, franceses, árabes e da Europa Oriental, recrutados com ajuda da CIA, do serviço secreto britânico e de companhias ocidentais de “segurança” engrossaram o inexperiente, indisciplinado e escasso contingente revoltoso. Sem tudo isso, a rebelião, ao que tudo indica, teria sido destroçada há meses.

Mas quem venceu? “Os rebeldes” é uma resposta que, além de ingênua, não quer dizer muita coisa. A oposição a Kaddafi é um saco de gatos que inclui monarquistas pró-ocidentais do antigo regime, militantes da Irmandade Muçulmana e ex-combatentes da Al-Qaeda (como reconheceram comandantes da Otan), socialistas e empresários, além de muitas figuras importantes do regime teoricamente deposto. E, ao mesmo tempo, não inclui todas as regiões e grupos tribais da Líbia. Os conflitos internos foram brutais mesmo durante a luta, como mostrou o assassinato do ex-ministro do Interior de Kaddafi e comandante militar rebelde Abdul Fatah Younis, em 28 de julho, supostamente por rebeldes islamitas. Deixados a si mesmos, os rebeldes estariam prontos para outra rodada de guerra civil.

Nos primeiros dias da ocupação de Trípoli, o principal porta-voz do governo provisório rebelde, como notou Jonathan Rugman da revista Foreign Affairs, foi o secretário britânico do Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell. A vitória, por enquanto, pertence aos norte-americanos e europeus, que tentarão colher os louros na forma de petróleo. Os rebeldes deram várias indicações de que os premiarão com contratos e concessões e punirão as empresas de países que se recusaram a apoiá-los e romper com Trípoli, inclusive o Brasil. Abdeljalil Mayouf, diretor de informação da petroleira líbia Arabian Gulf Oil Company (Agoco), sob controle rebelde, foi explícito: “Não temos problemas com países ocidentais, como as companhias italianas, francesas e britânicas. Mas podemos ter algumas questões políticas com Rússia, China e Brasil”.

Talvez não interesse nem mesmo às potências ocidentais abrir um precedente de ruptura de contratos com empresas privadas. Nicolas Sarkozy convidou “nossos amigos chineses, russos, brasileiros e indianos” (além dos 22 países do Grupo de Contato formado pela Otan, Japão e alguns países árabes) para a conferência sobre reconstrução da Líbia, que deverá ocorrer em 1º de setembro em Paris. Segundo o jornal Valor Econômico, o presidente do Conselho Nacional de Transição dos rebeldes líbios (e ex-ministro da Justiça de Kaddafi), Mustafa Abdel Jalil, garantiu ao embaixador brasileiro que os contratos com empresas brasileiras (Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Petrobras, principalmente), no valor total de 5 bilhões de dólares, serão cumpridos. Pode ser que outros gatos do saco pensem diferentemente. Ninguém sabe qual a composição final do novo governo e, se houver eleições livres, como prometido, ninguém hoje é capaz de adivinhar o resultado. Mas não se aposte em novos grandes negócios com países de fora da Otan.

Não que esses países já não estivessem lá bem instalados, desde a reconciliação do regime de Kaddafi com as potências ocidentais nos anos 1990. Empresas petrolíferas europeias como a italiana Eni, a francesa Total, a austríaca OMV e a britânica British Petroleum operavam na Líbia. Eram notórios os laços do país- com o Reino Unido, que iam muito além da amizade de Saif al-Islam com Anthony Giddens e Tony Blair e seu patrocínio à London School of Economics. Os EUA também não perdiam a oportunidade de fazer negócios: em agosto de 2009, uma delegação de senadores dos EUA liderada pelo ex-candidato republicano John McCain (com os correligionários Lindsay Graham e Susan Collins, além do independente Joseph Lieberman) visitou Kaddafi para oferecer equipamentos militares “não letais”, e assessorias dos EUA planejavam com o regime a privatização do sistema bancário.

Por outro lado, conforme revelou mensagem de novembro de 2007 da embaixada estadunidense em Trípoli, vazada pelo WikiLeaks, as petroleiras reclamavam que a Líbia era “um lugar difícil para operar”, devido à burocracia, aos impostos altos e à disposição de Kaddafi de jogar uma empresa contra outra para extrair o máximo de lucros para o país (ainda que uma parte fosse para os bolsos da família). Agora a concorrência ficará menor e esses problemas provavelmente deixarão de incomodá-las. Claro que podem surgir outros, como descobriram as petroleiras anglo-americanas no Iraque.

No primeiro momento, ao menos, a queda de Trípoli também proporcionará uma bem-vinda lufada de oxigênio político a governos ocidentais assediados por crises econômicas, inquietação social, eleições iminentes ou tudo isso junto, como certamente esperavam Barack- Obama, Nicolas Sarkozy e David Cameron ao dar início à intervenção. Mas o investimento saiu muito mais caro e demorado que o orçado, e o retorno, nesse aspecto, será provavelmente tão efêmero quanto aquele da execução de Osama bin Laden, muito mais simples.

Mas, se o aspecto político-eleitoral tem relativamente pouco peso, o geopolítico-estratégico pode ser ainda mais importante do que o econômico-petrolífero. -Assim como as invasões do Afeganistão e Iraque foram tentativas de isolar o Irã e garantir bases permanentes dos EUA na Ásia -Central e no Golfo Pérsico, a Líbia deverá servir para consolidar o Africom, o novo comando das forças do Pentágono- na África (exceto Egito, que continuou sob a “jurisdição” do Centcom), anuciado em 2007 e ativado em outubro de 2008 (com sede, por enquanto, em Stuttgart, na Alemanha). Também servirá à Europa, em tese, para controlar o fluxo de imigrantes provenientes da África.

Autoritarismo (pior que o de Kaddafi) à parte – e mesmo tendo servido, na guerra Irã-Iraque, aos interesses dos EUA –, Saddam Hussein foi, em seus melhores tempos, uma referência do nacionalismo árabe laico e do anti-imperialismo no Oriente Médio. Kaddafi teve um papel semelhante na África e foi um dos criadores da União Africana, que por sua vez serviu de modelo para a Unasul sul-americana. Como em Bagdá, a mudança de regime em Trípoli visa substituir uma relação ambígua e desconfortável por uma segura plataforma de operações contra possíveis novos incômodos e de vigilância dos recursos africanos disputados com os BRICS, inclusive o integrante mais fraco do grupo, a África do Sul.

Não é à toa que o venezuelano Hugo Chávez e seu aliado nicaraguense Daniel Ortega foram os críticos mais duros da intervenção e continuaram a se declarar amigos de Kaddafi até o fim. A postura da Venezuela na América do Sul é análoga, em muitos aspectos, à que era a da Líbia na África (e a do Brasil, até certo ponto, à da África do Sul). Se, no fim das contas, a mudança de regime em Trípoli se mostrar proveitosa do ponto de vista -ocidental, os EUA podem se sentir tentados a repetir a experiência em Caracas.

Assim, uma leitura possível é que as velhas potências do Atlântico Norte tenham vencido a primeira batalha de uma nova Guerra Fria, que as opõe aos BRICS. Se consolidarão essa vitória, só o tempo dirá: Kabul e Bagdá mostraram que uma invasão bem-sucedida pode ser apenas o começo de uma longa dor de cabeça. As mineradoras que esperavam grandes lucros do Afeganistão e as petroleiras que sonhavam torná-lo um caminho alternativo para os oleodutos da Ásia Central já devem ter tirado seus cavalinhos da chuva, e as empreiteiras e petroleiras anglo-americanas que esperavam ver o Iraque transformado em paraíso neoliberal enfrentam hoje o inferno do terrorismo, do fundamentalismo e dos conflitos étnicos e sectários, ao lado de um governo precário e dominado por xiitas simpáticos ao Irã.

Os EUA parecem dispostos a tentar aproveitar algumas das lições aprendidas a duras penas. Por exemplo, provavelmente- tentarão preservar a máquina governamental líbia e buscar acordos e compromissos com ex-partidários e ex-funcionários de Kaddafi, em vez da perseguição implacável que promoveram ao Taleban e ao Partido Baath, a ponto de tornar o Afeganistão e o Iraque ingovernáveis e a pacificação impossível. Mas não depende só de Obama – por um lado, seu governo tem de lidar com uma oposição líbia arrogante e sedenta de vingança e com sua própria oposição republicana, idem.

E quanto à Primavera Árabe? Apesar de algumas análises triunfalistas, é pouco provável que os acontecimentos de Trípoli façam diferença. Mesmo que deles surja algo que se possa chamar de democracia, não servem de modelo. Uma intervenção da Otan nos mesmos termos certamente não acontecerá no Iêmen ou no repressivo Bahrein, cujos regimes, embora mais impopulares que o de Kaddafi, são aliados dos EUA. E é muito improvável que aconteça na Síria, onde os interesses petrolíferos são menores, a população é bem maior e a oposição, ao que tudo indica, não é tida como tão confiável por Washington e Tel-Aviv. Se houver um caminho para a mudança nesses países, seus povos terão de encontrá-lo sem o apoio interessado do Ocidente, talvez contra ele.

A queda de Kaddafi pode, porém, ter efeitos nos vizinhos Tunísia e Egito. Em tese, um regime pró-ocidental em Trípoli, com bases da Otan, deveria desencorajar governos antiocidentais nesses países, ao mesmo tempo que a reconstrução pode oferecer empregos a seus trabalhadores e aliviar a crise econômica e a tensão social crescentes, à medida que sobem os preços dos alimentos. Mas um quadro caótico como o do Iraque e do Afeganistão pode abrir oportunidades a movimentos armados radicais em Túnis e no Cairo, ou ao menos a governos eleitos mais hostis ao Ocidente.

O mundo árabe continua em um estado fluido, no qual mesmo imprevistos de menor porte podem ter desdobramentos imprevisíveis e incontroláveis. E imprevistos não faltarão, como mostram os últimos incidentes em Gaza e na fronteira entre Israel e Egito, às vésperas da ofensiva diplomática palestina para obter reconhecimento de seu Estado pela ONU. Os ataques em Eilat demonstraram que o Cairo não controla inteiramente seu território, mas a resposta de Israel, ainda que violenta, foi relativamente contida. Benjamin Netanyahu convenceu seu gabinete a aprovar uma trégua e certa cooperação indireta com o Hamas para evitar uma escalada, argumentando que o país não tem legitimidade para uma operação em grande escala em Gaza. Não se brinca com fogo quando a gasolina está vazando por toda parte.

sábado, 12 de março de 2011

TSUNAMI - animação mostra como ocorre o fenômeno

O tsunami no Japão trouxe este fenômeno a mídia novamente. Algumas coisas devem ficar claras:
  • é um fenômeno de origem geológica
  • o homem não tem influência
  • Não da para prever os tremores que originaram o tsunami, mas da para prever a hora da chegada das ondas na costa.
no link tem uma animação que mostra a formação de um tsunami. Para ver clique aqui

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Explosões em Hiroshima e Nagazaki inauguraram era nuclear - RESUMÃO

José Renato Salatiel

Há 65 anos, entre os dias 6 e 9 de agosto de 1945, duas bombas atômicas devastaram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagazaki, pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e dando início à era nuclear. Foi a primeira e única vez na história em que esse tipo de bomba foi usado em uma guerra.

Estima-se que 140 mil pessoas tenham morrido em Hiroshima e outras 70 mil em Nagazaki, sem contar os que morreram nas décadas seguintes em decorrência de contaminação radioativa.

As bombas foram desenvolvidas pelo Projeto Manhattan, criado em 1942 nos Estados Unidos pelos maiores cientistas da época. Foram construídos três artefatos. O primeiro deles foi testado em 16 de julho de 1945 no deserto de Alamogordo, próximo à base de Los Alamos, no Estado do Novo México.

Menos de um mês depois, o presidente Harry Truman (1945 a 1953) autorizou o uso das outras duas bombas contra os japoneses. Na ocasião, os alemães já haviam se rendido aos soviéticos, mas o Império do Japão ainda resistia no Pacífico.

As cidades foram escolhidas principalmente por terem sido pouco afetadas pelos ataques dos Aliados, o que permitiria testar seus efeitos destrutivos. Após os ataques, o Imperador Hiroíto aceitou a rendição do Japão, pondo fim à guerra.

No período que se seguiu, por quase 50 anos, Estados Unidos e a União Soviética travaram uma disputa ideológica e estratégica que ficou conhecida como Guerra Fria. O auge da tensão foi nos anos de 1960. A partir dos anos 1970 uma série de tratados diminuiu progressivamente os arsenais.

Hoje, o maior risco são os programas nucleares de países como Paquistão, Irã e Coreia do Norte. Teme-se também uma nova corrida armamentista na região do Oriente Médio, uma das mais conflituosas do mundo.


Para ver a matéria completa clique aqui



terça-feira, 1 de junho de 2010

Terremotos e Vulcões

O Brasil, como diz a música de Jorge Benjor (País tropical), é um país abençoado por Deus. O conhecimento geográfico-geológico contribui para o perfeito entendimento dessa benção. Existem inúmeras pesquisas que abordam as grandes catástrofes naturais que assolaram o planeta. O Brasil, “graças a Deus” não figura nessa triste listagem. Dos 20 maiores desastres naturais da história a grande maioria ocorreu na Ásia (veja lista na figura 1).

DATA

TIPO

LOCAL

MORTOS
Milhares

1138

Terremoto

Síria, Aleppo

230

1556

Terremoto

China, Shaanxi

830

1737

Terremoto

Índia, Calcutá

300

1755

Terremoto

Portugal, Lisboa

100

1815

Erupção

Indonésia, vulcão Tambora

92

1883

Erupção/Tsunami

Indonésia, Krakatoa

36

1887

Inundação

China

1.000

1902

Erupção

Martinica, Monte Pelée

35 a 40

1908

Terremoto/Enchentes

Itália, Messina

70 a 100

1920

Terremoto

China, Gansu

200

1923

Terremoto/Incêndio

Japão, Kanto

143

1948

Terremoto

Turcomenistão

110

1970

Ciclone

Paquistão/Bangladesh

300

1976

Terremoto

China, Tangshan

255

1991

Ciclone

Bangladesh

138

2003

Terremoto

Irã, Bam

31

2004

Terremoto/Tsunami

Ásia/África

295

2005

Terremoto

Paquistão

86

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_dos_maiores_desastres_naturais)

Quais os motivos de tamanha “sorte” do Brasil?

Pode-se dizer que a localização do território brasileiro no globo e, principalmente, na placa tectônica sul-americana é um fator decisivo, tomando-se por base o período geológico holocênico.

As maiores catástrofes registradas – leva-se em consideração o número de vítimas fataiss – são em sua grande maioria terremotos (veja lista abaixo). O fato do Brasil localizar-se no centro na placa tectônica, longe portanto das bordas instáveis tectonicamente, inibe a ocorrência de grandes abalos.

Os dez tremores mais letais da humanidade

1. Shensi (1556) – Chinaè 830 mil mortos;

2. Calcutá (1737) – Índia è300 mil mortos;

3. Tangshan (1976) – China è 250 mil mortos;

4. Kansu (1920) – China è 200 mil mortos;

5. Kwanto, (1923) – Japão è143 mil mortos;

6. Messina (1908) – Itália è 120 mil mortos;

7. Chihli (1290) – China è 100 mil mortos;

8. Shemakha (1667) – Azerbaijão è80 mil mortos;

9. Lisboa (1755) – Portugal è 70 mil mortos;

10.Yungay (1970) – Peru è 66 mil mortos.

Também em relação ao vulcanismo a situação brasileira é confortável. Os últimos registros de atividade vulcânica no Brasil remontam ao período compreendido entre o mioceno (20 milhões de anos) e, possivelmente, e o plioceno (2 milhões de anos), relacionando-se a formação de Fernando de Noronha, Trindade e Martin Vaz.

Os países que mais apresentam problemas com o vulcanismo moderno são: os EUA (Alaska e Havaí), a Islândia, a Indonésia, o Equador, a Itália e o México. Outros países como Filipinas, Colômbia, Rússia e Costa Rica também sofrem/sofreram sobressaltos. Observe:

· Itália (79 d.C) è Vesúvio;

· Indonésia (1815): è Tambora;

· Indonésia (1883): è Krakatoa,

· Caribe (1902): è Monte Pelado;

· Alaska (1912): è Katmai;

· EUA (1980);è Monte Santa Helena;

· México (1982): è El Chicón;

· Havaí (1983): è Kilauea;

· Colômbia (1985): è Nevado del Ruiz;

· Filipinas (1991): è Pinatubo;

· Ilha de Montserrat (1995): è Soufrière;

· México (1997): è Popocatépeti.

O Brasil também não está na rota das grandes tormentas climáticas – furacões (tufões), tornados e ciclones.

Em suma, o histórico geológico, a localização, a estabilidade tectônica, os estudos modernos sobre a dinâmica interna/externa do planeta não trazem preocupações para os brasileiros. As grandes catástrofes brasileiras são de outra ordem, e nisso a geologia não pode ajudar.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Sites consultados:

www.guiadoscuriosos.ig.com.br

www.library.com.br

www.mundoestranho.abril.com.br

www.wikipedia.org

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sismos não são as únicas manifestações da crosta terrestre


Imóvel, imutável. É assim que muitos imaginam a crosta terrestre. Nada está mais longe da verdade do que a idéia de uma crosta estável, pois a superfície da Terra está em constante atividade e as erupções vulcânicas e os sismos não são suas únicas manifestações.

Estudando o planeta, descobrimos que, comparando a Terra a um ovo, sua crosta está mais para aquela frágil membrana que se encontra entre a casca e a clara do que para a sua casca. Tal qual uma caixa craniana, a crosta terrestre é formada por um conjunto de placas unidas (não é, portanto, uma estrutura uniforme). Essas placas são de dois tipos, continental e oceânica, sendo esta última bastante delgada.

A intensa atividade do manto (magma) é capaz de romper e deslocar as placas da crosta a uma velocidade de 1 cm ao ano, lenta demais para a nossa percepção, tanto que, os atuais continentes começaram a ser definidos nos últimos 200 milhões de anos a partir da fragmentação de uma massa continental (pangéia). Como as placas oceânicas, que foram criadas nas áreas de separação continental, estão em expansão contínua, os continentes se afastam e "atropelam" as placas oceânicas mais antigas, numa constante renovação dos assoalhos oceânicos.

Sabendo que o oceano Atlântico se expande a partir da Dorsal Mesoatlântica (margem construtiva), as regiões banhadas por ele possuem atividade sísmica e vulcânica baixa. Por isso o Brasil está relativamente livre dessas manifestações.

Por outro lado, o oceano Pacífico tem suas margens pressionadas pelo oeste da América e pelo leste da Ásia, definindo uma faixa, o Cinturão de Fogo Circumpacífico (margem destrutiva), com fossas submarinas, ilhas vulcânicas e intensa atividade tectônica (sismos e vulcanismo).

Nos pontos em que as placas continentais colidem, suas rochas são comprimidas, dobradas e acabam formando montanhas. As mais altas possuem idade inferior a 65 milhões de anos e resultam da colisão entre as placas continental e oceânica (cordilheira dos Andes e Montanhas Rochosas) e da colisão entre placas continentais (Himalaia, Alpes, Atlas e Cárpatos)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Terremoto no Haiti

Terremoto arrasa país mais pobre das Américas

O terremoto que atingiu o Haiti no dia 12 de janeiro de 2010 foi a pior tragédia em 200 anos de história do país, o mais pobre do Hemisfério Ocidental. Estimativas apontam que os mortos podem chegar a 200 mil. Setenta e cinco mil já foram enterrados em valas comuns, segundo o governo. Três milhões de pessoas, quase um terço da população de 9 milhões de habitantes, foram afetadas.

Entre os mortos estão 20 brasileiros: 18 militares que atuavam na missão de paz, Luiz Carlos da Costa, a segunda maior autoridade
civil da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, e a fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

Setenta por cento dos prédios da capital Porto Príncipe foram destruídos, incluindo o palácio presidencial. A infraestrutura da cidade, que já era precária, foi afetada, prejudicando os serviços de ajuda humanitária e de socorro aos feridos.

A República do Haiti s
itua-se na ilha Hispaniola, sobre uma falha entre as placas tectônicas do Caribe e América do Norte, o que provoca abalos sísmicos com frequência. O terremoto atingiu grau 7 na escala Richter, considerado “muito forte”.

Em 1804, o Haiti foi o segundo país das Américas a conquistar independência das colônias europeias, atrás somente dos Estados Unidos (1776). Foi também a primeira nação negra livre do mundo e a primeira a libertar os escravos.