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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PROVA DA FUVEST 2012 COMENTADA... POR MIM!

Olá rapaziada, pela primeira vez resolvi fazer um comentário mas completo sobre uma prova. Vou comentar questão por questão a parte de Geografia da Fuvest. Por falta de tempo e prática para diagramar vou apenas fazer os comentários seguindo a prova V, que está disponível para baixar em vários sites.

Em geral achei a prova tranqüila quando comparada a do ano passado. É a primeira vez que faço comentário assim por escrito, espere que fique bom.

PROVA V

Questão 1: alternativa D

Foi uma questão interpretativa, com duas charges que tinham em comum o tema do desmatamento. Na primeira a parte verde da bandeira está sendo desmatada e na outra o código de barra feito de troncos de árvore. Questão fácil.

Questão 2: alternativa A

Mostra a nova orientação do crescimento urbano, com o surgimento de novos centros. Porém algumas alternativas podiam confundir o aluno, mas lendo com calma dava para eliminar todas as outras alternativas. Não cresce no sentido da conurbação, nem para sudeste.

Questão 3: alternativa D

O texto cita a escravidão por dívida, realidade por imigrantes latinos, principalmente bolivianos e peruanos que vem para o Brasil ilegalmente para trabalhar, concentrando-se no setor têxtil. Eles vêm com a viagem paga e ficam presos as confecções, onde tem uma relação de escravidão por dívida.

Em alguns colégios usei um vídeo que mostrava essa relação.

Questão 4: alternativa C

Questão de analise de gráfico. No primeiro mapa, São Paulo é alto e o Nordeste é baixo, ALFABETIZAÇÃO. No último gráfico a região escura tem q ser a mais alta, IDH.

Questão 5: alternativa B

Analisar as afirmações com base nos mapas de renda per capita e bolsões de pobreza.

Afirmação 1 -> correta, concentração de terra sempre foi e será causador de pobreza.

Afirmação 2 e 4-> corretas, mostram que ter alta renda per capita não exclui a possibilidade de existir bolsões de pobreza já que a renda per capita esconde a concentração de renda.

Afirmação 3 -> biodiversidade não garante renda e muito menos distribuição de renda.

Questão 6: alternativa E

Questão mais específica sobre a União Européia, onde os presidentes questionam o Acordo de Schengen que livre circulação de pessoas. Nível difícil

Questão 7: alternativa C

A afirmação errada é a 2, pois como se trata de um deserto frio é uma área de alta pressão e NÃO de baixa pressão. A única alternativa que não contem a afirmação 2 é a letra C. Assim matava a questão por eliminação.

Questão 8: alternativa E

O mapa mostra as áreas de cultivo, ao analisar o mapa vemos que não é feito este cultivo em nenhuma área equatorial ou tropical, o que já elimina 3 alternativas. Restando a escolha entre arroz e trigo, arroz é plantado em áreas tropicais e equatoriais.

Questão 9: alternativa B

A Índia e seu crescimento astronômico são tema recorrente em questões. Assim como a China a Índia tem como grande atrativo uma enorme disponibilidade de mão-de-obra tanto desqualificada como qualificada. Ela deve se tornar a 6ª maior economia em poucos anos.

Questão 10: alternativa A

Quanto mais antiga é uma formação, mas tempo ela sofreu erosão. Erosão sempre procura uniformizar, aplainar. Por isso as rochas mais antigas tendem a ser mais aplainadas.

Duas questões ainda cobravam algum conhecimento em geografia:

Questão 17: alternativa D -> sai de São Paulo áreas de Floresta tropical e vão para uma área onde predomina o Cerrado. Arbustos esparsos, áreas de campos, e estação seca.

Questão 45: alternativa D -> a única correlação correta é a Serra do Mar com Mata Atlântica.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto

by Nina Crintzs

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.

Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.

Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem. Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se a partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.

O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você ta esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença se morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.

O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.

A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.

O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer? Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que tem o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.

O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.

Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.

Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.

Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

Vida de Parlamentar na Suécia



Quem dera o Brasil fosse próximo disso

quarta-feira, 14 de julho de 2010

IDEB é alguns pensamentos soltos

O IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi criado em 2007 para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante em avaliações do Inep e em taxas de aprovação. Assim, para que o Ideb de uma escola ou rede cresça é preciso que o aluno aprenda, não repita o ano e frequente a sala de aula.

Para que pais e responsáveis acompanhem o desempenho da escola de seus filhos, basta verificar o Ideb da instituição, que é apresentado numa escala de zero a dez. Da mesma forma, gestores acompanham o trabalho das secretarias municipais e estaduais pela melhoria da educação.

O índice é medido a cada dois anos e o objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, tenha nota 6 em 2022 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos
Os cálculos são feitos bianualmente tendo iniciado a primeira medição em 2005. Após a primeira análise, já houve mais duas medições, em 2007 e 2009.

Todavia, fica evidente a necessidade de uma análise crítica a respeito do índice.

Ensino Fundamental – Anos finais
2005 - 3,5
2007 - 3,8
2009
- 3,9

Ensino Médio
2005 - 3,4
2007 - 3,5
2009 - 3,6

Fonte: http://portal.mec.gov.br

Pensamentos Soltos


Vi no Blog do Italogeo uma post sobre esse assunto, e foi de lá que tirei inspiração pra falar disso aqui. Na verdade o que está aqui foi um comentário que fiz no blog do parceiro. Quer ver o post lá clica aqui

Existe em muitas escolas a coação de professores para aprovarem certa quantidade de alunos, vale ressaltar que no Estado de São Paulo usa-se a progressão continuada.
No ensino fundamental o aluno só é reprovado por milagre, o resultado é uma quantidade imensa de alunos chegando ao ensino médio com defasagens absurdas, sem a menor condição de acompanhar um Ensino com um mínimo de qualidade.
Trabalhei com EJA e recebia alunos que passaram por todo o ensino fundamental sem saber ler e escrever. Não conseguia ler um texto. COMO QUE TAXA DE APROVAÇÃO PODE SERVIR DE INDICADOR NUM ESTADO QUE NÃO SE REPROVA.

Tem eleição este ano!!!! se liga ai JOW!