quinta-feira, 10 de outubro de 2013

RELAÇÃO CANDIDATO VAGA UNICAMP 2014

Relação candidatos-vaga
Quadro comparativo 2013/2014
  Cursos
Vagas
Inscritos
Relação C/V
2013
2014
2013
2014
Variação
2013
2014
%
Administração (Noturno)*
-
180
-
1841
-
-
-
10.2
Administração Pública (Noturno)*
-
60
-
328
-
-
-
5.5
Arquitetura e Urbanismo (Noturno)
30
30
2913
3135
222
7.6
97.1
104.5
Artes Cênicas (Integral)
25
25
503
614
111
22.1
20.1
24.6
Artes Visuais (Integral)
30
30
450
502
52
11.6
15.0
16.7
Ciência da Computação (Noturno) 
50
50
1069
1185
116
10.9
21.4
23.7
Ciências Biológicas (Integral)
45
45
1619
1734
115
7.1
36.0
38.5
Ciências Biológicas -  Licenciatura (Noturno)
45
45
438
402
-36
-8.2
9.7
8.9
Ciências do Esporte (Integral)
60
60
319
482
163
51.1
5.3
8.0
Ciências Econômicas (Integral)
70
70
1723
1712
-11
-0.6
24.6
24.5
Ciências Econômicas (Noturno)
35
35
690
777
87
12.6
19.7
22.2
Ciências Sociais (Integral)
55
55
414
582
168
40.6
7.5
10.6
Ciências Sociais (Noturno)
55
55
391
427
36
9.2
7.1
7.8
Comunicação Social - Midialogia (Integral)
30
30
1339
1393
54
4.0
44.6
46.4
Curso 51 - Ingresso para:
Engenharia Física (Integral)
Física (Integral)
Física: Física Médica e Biomédica (Integral)
Matemática (Integral)
Matemática Aplicada e Computacional (Integral)
155
155
842
1115
273
32.4
5.4
7.2
Dança (Integral)
25
25
205
226
21
10.2
8.2
9.0
Educação Física (Integral)
50
50
371
440
69
18.6
7.4
8.8
Educação Física (Noturno)
50
50
327
358
31
9.5
6.5
7.2
Enfermagem (Unicamp) (Integral)
40
40
496
451
-45
-9.1
12.4
11.3
Engenharia Agrícola (Integral)
70
70
452
557
105
23.2
6.5
8.0
Engenharia Ambiental (Noturno)
60
60
832
721
-111
-13.3
13.9
12.0
Engenharia Civil (Integral)
80
80
4151
4140
-11
-0.3
51.9
51.8
Engenharia de Alimentos (Integral)
80
80
776
801
25
3.2
9.7
10.0
Engenharia de Alimentos (Noturno)
35
35
360
303
-57
-15.8
10.3
8.7
Engenharia de Computação (Integral)
90
90
2046
2033
-13
-0.6
22.7
22.6
Engenharia de Controle e Automação (Noturno)
50
50
1068
1012
-56
-5.2
21.4
20.2
Engenharia de Manufatura (Integral)
60
60
387
400
13
3.4
6.5
6.7
Engenharia de Produção (Integral)
60
60
2059
2174
115
5.6
34.3
36.2
Engenharia de Telecomunicações (Integral)
50
50
172
489
317
184.3
3.4
9.8
Engenharia Elétrica (Integral)
70
70
1383
1449
66
4.8
19.8
20.7
Engenharia Elétrica (Noturno)
30
30
542
511
-31
-5.7
18.1
17.0
Engenharia Mecânica (Integral)
140
140
3653
3930
277
7.6
26.1
28.1
Engenharia Química (Integral)
60
60
2684
2814
130
4.8
44.7
46.9
Engenharia Química (Noturno)
40
40
982
957
-25
-2.5
24.6
23.9
Estatística (Integral)
70
70
481
413
-68
-14.1
6.9
5.9
Estudos Literários (Integral)
20
20
176
202
26
14.8
8.8
10.1
Farmácia (Integral)
40
40
859
823
-36
-4.2
21.5
20.6
Filosofia (Integral)
30
30
229
288
59
25.8
7.6
9.6
Física - Licenciatura (Noturno)
40
40
276
250
-26
-9.4
6.9
6.3
Fonoaudiologia (Integral)
30
30
284
285
1
0.4
9.5
9.5
Geografia (Integral)
20
20
182
214
32
17.6
9.1
10.7
Geografia (Noturno)
30
30
220
198
-22
-10.0
7.3
6.6
Geologia (Integral)
20
20
621
616
-5
-0.8
31.1
30.8
Gestão de Comercio Internacional (Noturno)**
60
-
782
-
-
-
13.0
-
Gestão de Empresas (Noturno)**
60
-
752
-
-
-
12.5
-
Gestão de Políticas Públicas (Noturno)**
60
-
323
-
-
-
5.4
-
Gestão do Agronegócio (Noturno)**
60
-
176
-
-
-
2.9
-
História (Integral)
40
40
776
884
108
13.9
19.4
22.1
Letras - Licenciatura (Integral)
30
30
379
424
45
11.9
12.6
14.1
Letras - Licenciatura (Noturno)
30
30
359
339
-20
-5.6
12.0
11.3
Licenciatura Integrada Química/Física (Noturno)
30
30
152
111
-41
-27.0
5.1
3.7
Linguística (Integral)
20
20
97
167
70
72.2
4.9
8.4
Matemática - Licenciatura (Noturno)
60
60
344
409
65
18.9
5.7
6.8
Medicina (Unicamp) (Integral)
110
110
13998
15989
1991
14.2
127.3
145.4
Música Erudita: Contrabaixo
2
2
1
4
3
300.0
0.5
2.0
Música Erudita: Cravo
2
-
1
-
-
-
0.5
-
Música Erudita: Flauta
1
2
7
10
3
42.9
7.0
5.0
Música Erudita: Oboé
1
-
0
-
-
-
-
-
Música Erudita: Percussão
2
2
9
6
-3
-33.3
4.5
3.0
Música Erudita: Piano
2
3
21
20
-1
-4.8
10.5
6.7
Música Erudita: Trombone
1
1
3
1
-2
-66.7
3.0
1.0
Música Erudita: Trompete
1
2
5
8
3
60.0
5.0
4.0
Música Erudita: Viola
2
2
9
7
-2
-22.2
4.5
3.5
Música Erudita: Violino
2
2
17
14
-3
-17.6
8.5
7.0
Música Erudita: Violoncelo
2
2
12
11
-1
-8.3
6.0
5.5
Música Erudita: Voz
2
2
17
24
7
41.2
8.5
12.0
Música Popular: Bateria
3
3
35
36
1
2.9
11.7
12.0
Música Popular: Contrabaixo
3
3
26
25
-1
-3.8
8.7
8.3
Música Popular: Guitarra
3
3
60
59
-1
-1.7
20.0
19.7
Música Popular: Piano
3
3
17
25
8
47.1
5.7
8.3
Música Popular: Saxofone
3
3
7
8
1
14.3
2.3
2.7
Música Popular: Violão
3
3
47
42
-5
-10.6
15.7
14.0
Música Popular: Voz
2
2
30
45
15
50.0
15.0
22.5
Música: Composição (Integral)
7
7
48
40
-8
-16.7
6.9
5.7
Música: Licenciatura (Integral)
15
15
96
99
3
3.1
6.4
6.6
Música: Regência (Integral)
3
3
21
24
3
14.3
7.0
8.0
Nutrição (Integral)
60
60
635
766
131
20.6
10.6
12.8
Odontologia (Integral)
80
80
1483
1517
34
2.3
18.5
19.0
Pedagogia - Licenciatura (Integral)
45
45
292
217
-75
-25.7
6.5
4.8
Pedagogia - Licenciatura (Noturno)
45
45
311
324
13
4.2
6.9
7.2
Química (Integral)
70
70
760
892
132
17.4
10.9
12.7
Química Tecnológica (Noturno)
40
40
296
349
53
17.9
7.4
8.7
Sistemas de Informação (Integral)
45
45
272
247
-25
-9.2
6.0
5.5
Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (Noturno)
45
45
318
222
-96
-30.2
7.1
4.9
Tecnologia em Construção de Edifícios (Noturno)
50
50
315
180
-135
-42.9
6.3
3.6
Tecnologia em Controle Ambiental (Integral)
40
40
104
466
362
348.1
2.6
11.7
Tecnologia em Controle Ambiental (Noturno)
50
50
166
221
55
33.1
3.3
4.4
Totais
3320
3320
62563
67516
4953
7.9
18.8
20.3
 
Enfermagem (Famerp) (Integral)
60
60
235
341
106
45.1
3.9
5.7
Medicina (Famerp) (Integral)
64
80
4605
5961
1356
29.4
72.0
74.5
Totais
124
140
4840
6302
1462
30.2
39.0
45.0
 
Total Geral
3444
3460
67403
73818
6415
9.5
19.6
21.3
* Novos cursos para ingresso a partir do Vestibular Unicamp 2014.
** Os cursos de Gestão deixaram de ser oferecidos a partir do Vestibular Unicamp 2014.
No caso de Música, houve remanejamento de vagas devido ao número de inscritos, conforme previsto na GR 47/2013 (Art. 7º).
- See more at: http://www.comvest.unicamp.br/estatisticas/2014/cv_fase1.html#sthash.kcZMZ9ON.dpuf

http://www.comvest.unicamp.br/estatisticas/2014/cv_fase1.html

domingo, 6 de outubro de 2013

No Brasil, agricultura familiar representa 77% dos empregos no setor agrícola

Relatório lançado nesta quinta-feira (26) afirmou que a agricultura familiar é uma das principais atividades geradoras de novas fontes de trabalho na América Latina e Caribe. Na América do Sul, a participação da atividade nos empregos agrícolas é significativa, oscilando nos países analisados entre 53% (Argentina) e 77% (Brasil).
Os dados são do resumo executivo do relatório “Perspectivas da Agricultura e do Desenvolvimento Rural nas Américas 2014: uma visão para a América Latina e Caribe”. O documento foi lançado durante o Encontro de Ministros da Agricultura das Américas em Buenos Aires, Argentina, e produzido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).
Na América Central, a agricultura familiar representa mais de 50% dos empregos no setor agrícola em todos os países, com exceção da Costa Rica (36%). No Panamá representa 71% e em Honduras 77%.
Depois de crescer por dois anos consecutivos (2010-2011), o valor das exportações agrícolas na América Latina e Caribe diminuiu 1,8% em 2012, mas as importações continuaram na tendência crescente mostrada a partir de 2009, com 10% de crescimento no ano passado. A queda do valor em 2012 foi explicada pela redução em 20% das exportações de café – principalmente Brasil e Colômbia – e de oleaginosas, que produzem óleos e gorduras – com queda na Argentina e Paraguai.
De acordo com a secretária executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, apesar da desaceleração agrícola da região em 2013, em 2014 se esperam condições econômicas que possam promover o crescimento econômico e agrícola regional.
“Essas tendências deverão ser sustentadas por políticas voltadas não só para melhorar o desempenho da agricultura comercial, mas também aumentar a inclusão exitosa da agricultura familiar nas cadeias de valor”, disse Bárcena.
A partir de 2014, a produção e as exportações agrícolas na região receberão o impulso da recuperação da demanda global, que por sua vez será incentivada pelo crescimento dos países em desenvolvimento e expansão de sua classe média, sempre e quando não existam os efeitos adversos de condições meteorológicas extremas ou por um dólar mais fraco.
A CEPAL, a FAO e o IICA estimam que na próxima década os preços agrícolas vão cair em termos reais, de modo que devem ser tomadas medidas para aumentar o investimento, a produtividade e a eficiência da agricultura. Dessa forma, o setor pode conseguir enfrentar da melhor maneira os riscos climáticos e econômicos que têm efeitos mais duradouros sobre os preços.
Sobre o Brasil, o documento também observou aumento nas exportações de milho em 2012 – 20 milhões de toneladas, quase o dobro em comparação a 2011. A Argentina exportou pouco mais de 16 milhões no mesmo período, e pela primeira vez foi superada pelo Brasil no envio desse produto.
De acordo com o relatório, o Brasil se manteve como principal exportador de carne de ave na América Latina e Caribe em 2012, ao gerar quase 89% das transações, e é previsto que em 2021 aumente seu domínio para quase 92%. O país também lidera as exportações de carne de porco e bovina – 71,6% e 51,7%, respectivamente.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

SITUAÇÃO DO SANEAMENTO NO BRASIL

SITUAÇÃO DO SANEAMENTO NO BRASIL
* Atendimento em água potável: quando consideradas as áreas urbanas e rurais do País, a distribuição de água atinge 81,1% da população.
* O atendimento em coleta de esgoto: chega a 46,2% da população brasileira.
* Do esgoto gerado, apenas 37,9% recebem algum tipo de tratamento. 
A região com maior índice de esgoto tratado é a Centro-Oeste, com 43,1%.
• Crescimento das ligações: entre 2009 e 2010, houve um crescimento de 2,2 milhões de ramais de água e de 2,4 milhões de ramais de esgoto no País.
• Consumo de água por habitante no Brasil: apresentou crescimento de 7,1% em 2010 com relação a 2009: o consumo diário por habitante alcançou os 159 litros. A região com menor consumo é a Nordeste, com 117 litros por habitante por dia; já a região com maior consumo é a Sudeste, com 186 litros por habitante por dia.
• Perda de água: a média de perda de água (faturamento) diminuiu 1,2 ponto percentual em 2010 em relação a 2009, atingindo 35,9%.
• Investimentos: em 2010, os investimentos do governo em água e esgotos atingiram R$ 8,9 bilhões.
Fonte: Instituto Trata Brasil

domingo, 29 de setembro de 2013

LISTA REVISÃO ENEM PARTE 1

Começa a fase de revisão voltada para as provas, trabalhando questões dos anos anteriores.

Dividi em duas partes, nessa primeira parte ficaram as questões sobre quadro natural, questão ambiental e geopolítica.

Na segunda parte terá as questões relacionadas a parte econômica, urbanização e população.

Lista e gabarito no mesmo arquivo.

Para baixar CLIQUE AQUI


domingo, 22 de setembro de 2013

domingo, 15 de setembro de 2013

Conflitos na Síria e intervenção dos EUA

Em guerra desde que os ventos da Primavera Árabe sopraram em seu território, a Síria corre o risco de se transformar em um novo Iraque, com a possível ação armada dos EUA.


Cenas da destruição causada pela guerra, em Serekaniye, na Síria.*
A notícia de que foram utilizadas armas químicas por parte do exército da Síria, em 21 de agosto de 2013, em Gouta, no subúrbio da capital Damasco, foi transmitida por diversos veículos de comunicação do mundo ocidental, aumentando o alerta sobre os conflitos armados que ocorrem no país. A preocupação aumentou após o atual presidente dos EUA, Barack Obama, anunciar a intenção de bombardear o país árabe, com o objetivo de derrubar o presidente sírio Bashar Al-Assad, apontado como responsável pelo uso das bombas com gás sarín.
Para o vestibulando, o interesse em conhecer mais sobre o conflito está relacionado a duas possibilidades: as ações de intervenção armada dos EUA no Oriente Médio e os conflitos políticos e militares decorrentes do que ficou conhecido como Primavera Árabe.
Começaremos pela segunda possibilidade. A Primavera Árabe foi o nome dado a uma onda de revoltas que ocorreu no Norte da África e Oriente Médio a partir de dezembro de 2010. Apesar de ter iniciado no inverno do Hemisfério Norte, a menção à primavera é feita em alusão à Primavera de Praga, ocorrida em 1968. O evento que iniciou as revoltas que sacudiram – e ainda sacodem – os países das duas regiões foi a imolação de um jovem tunisiano contra o governo de seu país. A partir daí, uma série de revoltas tomou conta dos países, resultando na queda de vários governos, como na própria Tunísia. Mas os casos mais emblemáticos ocorreram no Egito, com o fim do governo de Hosni Mubarak, e na Líbia, com a queda e a morte de Muammar Gadaffi.
A Síria não ficou de fora dessa onda de protestos. Em março de 2011, a população síria saiu às ruas das cidades do país, pedindo o fim do regime político comandado por Bashar Al-Assad. A não aceitação das reivindicações e a repressão efetuada pelas forças militares de Al-Assad aumentaram as tensões políticas, levando a oposição a empreender uma luta armada contra o governo.
Bashar Al-Assad chegou ao poder em 2000, após a morte de seu pai, Hafez al-Assad, que havia iniciado seu comando no país durante a década de 1970. Os dois representam os alauítas na Síria, uma minoria que professa o islamismo e compõe cerca de 10% da população. A organização política que sustenta o poder dos Al-Assad é o partido Baath, a renascença, que tem como parte de sua doutrina o nacionalismo árabe e o anti-imperialismo. Essa postura levou o país a se opor às políticas dos EUA no Oriente Médio, como também às ações do Estado de Israel, país que havia tomado do estado sírio as colinas de Golã, em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias.
O governante sírio Bashar Al-Assad
O governante sírio Bashar Al-Assad.**
Bashar Al-Assad pretendeu em seu governo iniciar medidas de abertura política, como a libertação de presos políticos, mas que se mostraram muito limitadas. Com a manutenção de limitações à participação política da população, os eventos da Primavera Árabe insuflaram a oposição ao regime. A luta iniciou-se pelos direitos de autodeterminação do povo sírio. Porém, os desdobramentos dos conflitos militares entre as forças de oposição e as forças militares do governo de Al-Assad passaram a envolver uma série de países, com interesses na Síria e no Oriente Médio.
Os países ocidentais, principalmente os EUA, França e Reino Unido, declararam apoio às forças de oposição, denominadas pela imprensa de forças rebeldes. Elas estão organizadas principalmente naCoalizão Nacional Síria da Oposição e das Forças Revolucionárias (CNSOFR), formada por diversas organizações. O governo dos EUA inclusive chegou a reconhecer, em dezembro de 2012, a CNSOFR como representante legítima da Síria, pretendendo deslegitimar o governo de Al-Assad, e criou ainda o Grupo de Apoio Sírio (Syrian Support Group, SSG, em inglês), uma entidade destinada a angariar recursos financeiros e apoio não letal para apoiar o Exército Livre Sírio (ELS), a principal organização da CNSOFR.
O ELS foi formado principalmente por desertores das Forças Armadas Sírias, que passaram para a oposição ao regime. Porém, especialistas apontam um grande número de mercenários que combatem no ELS, contratados principalmente pela empresa de segurança estadunidense Acadmi (antiga Blackwater), que conta com antigos combatentes das guerras nos Balcãs, Afeganistão e Iraque, por exemplo.
Mas há também na Coalização forças ligadas a grupos islâmicos, cujos guerreiros, os mujahidin, estariam combatendo pelo jihad, a guerra santa muçulmana. Os grupos islâmicos estão organizados na Frente Síria de Libertação Islâmica, próximos à Irmandade Muçulmana; a Frente Islâmica Síria, que defende a instalação de um Estado teocrático no país; e a Frente Al-Nusra, ligada à Al-Qaeda e cujo objetivo é formar um novo califado islâmico no Oriente Médio.
Existem ainda grupos curdos que atuam no norte do país e buscam a soberania em relação à Síria.
O impasse dos EUA em dar apoio armado mais consistente aos chamados rebeldes ocorre justamente pelo receio de armas caírem nas mãos das forças islâmicas contrárias aos estadunidenses. Tal situação poderia levar a uma continuidade da guerra mesmo após a queda de Al-Assad. Por outro lado, Al-Assad afirma que o apoio dos EUA à oposição é uma forma de fortalecer a própria Al-Qaeda.
Mapa político da Síria, indicando seus vizinhos
Mapa político da Síria, indicando seus vizinhos
A similitude com os demais países que tiveram manifestações da Primavera Árabe manifesta-se na Síria com a interferência de outros países na resolução dos conflitos. Foi o apoio das forças ocidentais que levaram à queda de Gadaffi, por exemplo. Além dos EUA, apoiam os opositores sírios de Al-Assad a Turquia, Reino Unido, França, Arábia Saudita, Qatar e Israel. O apoio desses países acontece de várias formas, principalmente através do envio de armas e na facilidade de transporte delas através das fronteiras.
Apesar do isolamento do governo sírio, fortalecido após o apoio dado ao grupo islâmico libanês Hezbollah, em 2008, Al-Assad tem sido defendido pela Rússia, China, além do Irã, Líbano e Iraque.
A referência ao último país serve de gancho para falarmos sobre a segunda possibilidade de como o caso sírio pode ser retratado no vestibular. Pelo que foi exposto acima, a situação de intervenção dos EUA e países europeus no conflito traz à lembrança as invasões organizadas após o 11 de setembro de 2001, no Afeganistão e no Iraque. O fracasso na tentativa de troca de governos nesses países é latente, sendo que no Afeganistão o conflito ainda se desenrola, mais de dez anos após seu início, e com sérios reveses para os EUA.
EUA e Reino Unido pretendem não cometer o mesmo erro ocorrido com o Iraque, quando invadiram o país sem aval da ONU e utilizaram a argumentação de que Saddam Hussein detinha armas de destruição em massa, o que se mostrou como uma informação falsa pouco tempo depois. A tentativa de comprovação de uso de armas químicas, com gás sarín, por parte do exército de Al-Assad, em 21 de agosto de 2013, é um exemplo de como o governo de Barack Obama tenta justificar um ataque aéreo à Síria. Sem a comprovação, não há como acusar o governante sírio de crime contra a humanidade, única forma de obter o aval da maioria dos países da ONU para o ataque à Síria.