domingo, 30 de outubro de 2011

LISTA REVISÃO UNESP 1ª FASE

LISTA DE EXERCÍCIOS ESPECIAL PARA A UNESP.

LISTA CLIQUE AQUI

GABARITO CLIQUE AQUI

e vamos que vamo!!!!


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Futuro da Palestina


Autoridade Nacional propõe reconhecimento na ONU



Sem sucesso em acordos de paz com Israel, a Autoridade Nacional Palestina decidiu mudar de estratégia e propor na 66ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) o reconhecimento do Estado Palestino nas fronteiras pré-1967, situando a capital na parte oriental de Jerusalém. A proposta é recusada por Israel e Estados Unidos.

Mesmo que seja aprovada, uma resolução em favor da Palestina não garantirá o fim dos conflitos com os israelenses. As negociações de paz estão paralisadas há um ano devido à resistência de Israel em desocupar territórios árabes.



Mas ser aceito como o 194º. Estado da ONU teria um efeito político importante para os palestinos. Eles teriam acesso, por exemplo, a tribunais internacionais, onde poderiam abrir processos contra o governo israelense por conta das áreas invadidas.

Há décadas árabes e judeus disputam as mesmas terras no Oriente Médio. No século 19, colonos judeus foram incentivados a migrarem da Europa para a Palestina. O objetivo era constituir o Estado de Israel. Os árabes, contudo, já habitavam a região há séculos.


Durante a perseguição nazista, na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o fluxo migratório de judeus se intensificou. Em 1947, a ONU propôs a divisão da Palestina, formando dois Estados independentes. Jerusalém, cidade considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos, foi colocada sob controle internacional, para evitar conflitos. Os árabes não aceitaram o acordo e, no ano seguinte, Israel se tornou um Estado independente.

A tensão entre Israel e países árabes culminou na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Ao fim dos combates, os israelenses assumiram o controle da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, então pertencentes à Jordânia; da Faixa de Gaza e da Península do Sinai, domínios do Egito; e das Colinas de Golã, território da Síria.



Os árabes que viviam nessas terras foram expulsos ou se retiraram para campos de refugiados. Os judeus, estimulados pelo governo, começaram a criar assentamentos em Gaza e na Cisjordânia. Nos anos seguintes, ocorreram guerras, massacres e atentados terroristas. A Península do Sinai foi finalmente devolvida ao Egito em 1982, e a Faixa de Gaza, entregue aos árabes em 2005.


Em 23 de setembro, o presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas, entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma carta com o pedido de inclusão da Palestina como membro pleno da organização, nas fronteiras definidas antes das ocupações. Países como o Brasil já reconheceram o Estado Palestino.

A reivindicação tem respaldo na Resolução 242 da ONU, de 1967, que determina a desocupação das áreas palestinas. O documento, contudo, nunca foi seguido por Israel.

Votação

Israel não aceita a proposta, pois ela significaria a dissolução dos assentamentos da Cisjordânia, onde vivem cerca de 300 mil judeus (e 2,5 milhões de palestinos), além de abrir mão de Jerusalém Oriental, dividindo novamente a capital. Haveria riscos, de acordo com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de expor o país à ação de radicais islâmicos.

Em maio, quando o presidente americano, Barack Obama, pediu para que as negociações de paz se pautassem pelas fronteiras traçadas em 1967, Netanyahu considerou o pedido "irreal" e "indefensável".

Agora, o governo americano, principal aliado de Israel, deve ser o maior obstáculo para a admissão do Estado Palestino na ONU. Isso porque a proposta deve ser antes aprovada por nove dos 15 países membros do Conselho de Segurança, sem sofrer nenhum veto. Cinco membros permanentes têm poder de veto: Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússiae China. Washington sinalizou que, se preciso, vetará a medida para pressionar os palestinos a retomarem as negociações com Israel.

Por outro lado, se a candidatura palestina receber aprovação do Conselho, deverá ser votada na Assembleia Geral, onde precisará do voto de dois terços dos 193 países membros.Uma decisão da ONU como esta poderá isolar ainda mais Israel no cenário internacional. Hoje, revoltas em curso em países como Síria e Egito, junto com o apoio de países ocidentais à causa palestina, fortalecem os árabes na geopolítica do Oriente Médio.

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

sábado, 22 de outubro de 2011

Unesp publica locais de prova da 1ª fase do vestibular 2012

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) divulgou nesta sexta-feira (21) os locais de prova da primeira fase do vestibular 2012. A consulta pode ser realizada pelo site da Vunesp. Foram recebidas 91.884 inscrições e são oferecidas 6.629 vagas. O número de inscritos é 14,4% superior ao do ano passado.

As provas da primeira fase serão aplicadas em 6 de novembro. Os exames de habilidades, destinados aos cursos da capital (arte-teatro, artes visuais e música) e de Bauru (arquitetura e urbanismo, design e educação artística), acontecem entre os dias 5 e 16 de dezembro, apenas para os candidatos convocados para a segunda fase.

Os exames da segunda fase serão realizados nos dias 18 e 19 de dezembro, e a divulgação do resultado final está prevista para 27 de janeiro de 2012. As matrículas dos convocados em primeira chamada acontecerão nos dias 8 e 9 de fevereiro.

O candidato poderá optar pela utilização da nota da parte objetiva da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010 ou 2011 para composição da nota do exame de conhecimentos gerais.

Vagas

No total, são oferecidas 6.629 vagas em 156 opções de cursos. Os cursos da Unesp são ministrados em 19 cidades; confira:

  • Araçatuba (155 vagas);
  • Araraquara (775 vagas);
  • Assis (405 vagas);
  • Bauru (995 vagas);
  • Botucatu (550 vagas);
  • Franca (400 vagas);
  • Guaratinguetá (310 vagas);
  • Ilha Solteira (270 vagas);
  • Itapeva (40 vagas);
  • Jaboticabal (280 vagas);
  • Marília (475 vagas);
  • Presidente Prudente (640 vagas);
  • Rio Claro (490 vagas);
  • Rosana (40 vagas);
  • São José do Rio Preto (460 vagas);
  • São José dos Campos (80 vagas);
  • São Paulo (144 vagas);
  • São Vicente (40 vagas);
  • Tupã (80 vagas).

Outras informações podem ser obtidas no manual do candidatos ou pelos sites da Vunesp e daUnesp.

http://vestibular.uol.com.br/

fonte

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fatecs de São Paulo recebem inscrições para o vestibular

São oferecidas 11.360 vagas em cursos de graduação tecnológica. Lista de beneficiados com isenção ou redução da taxa é divulgada

As Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado de São Paulo abriram nesta segunda-feira o período para inscrições em seu vestibular, que selecionará estudantes para o primeiro semestre de 2012. Os interessados podem se cadastrar até as 15h do dia 8 de novembro, exclusivamente pela internet, no site do processo seletivo.

Nesta segunda-feira, o Centro Paula Souza, mantenedor das Fatecs, divulgou a lista dos beneficiados com isenção ou redução da taxa de inscrição do vestibular, que é de R$ 70. Os nomes dos candidatos que tiveram o benefício podem ser consultados em página do site do processo seletivo das Fatec.

Nesta edição do vestibular, são oferecidas 11.360 vagas, em 52 unidades que oferecem 61 cursos de graduação tecnológica gratuitos. Houve um crescimento de 1.110 vagas em relação ao mesmo período do ano anterior (10.250).

O Sistema de Pontuação Acrescida concede bônus de 3% a estudantes afrodescendentes e de 10% a oriundos da rede pública. Caso o aluno esteja nas duas situações, recebe 13% de bônus. O manual do candidato com todas as informações sobre o processo seletivo está disponível no site do vestibular das Fatecs.

A prova está agendada para o dia 4 de dezembro e terá duração de quatro horas.


Unesp 2012 tem 91.884 inscritos; número aumentou 14,4% em relação ao ano passado

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) registrou 91.884 inscrições para as 6.629 vagas do vestibular 2012 - são 13,9 candidatos para cada vaga. Esse número é 14,4% superior ao do ano passado. As inscrições terminaram na última sexta-feira (7).

Antes do término das inscrições, a assessoria de imprensa divulgou que o processo seletivo já havia recebido mais de 121 mil cadastros. No entanto, até quinta-feira (6), 51.371 candidatos já tinham efetuado o pagamento da taxa, requisito para continuar no processo.

No total, são oferecidas 6.629 vagas em 156 opções de cursos. Os cursos da Unesp são ministrados em 19 cidades; confira:

  • Araçatuba (155 vagas);
  • Araraquara (775 vagas);
  • Assis (405 vagas);
  • Bauru (995 vagas);
  • Botucatu (550 vagas);
  • Franca (400 vagas);
  • Guaratinguetá (310 vagas);
  • Ilha Solteira (270 vagas);
  • Itapeva (40 vagas);
  • Jaboticabal (280 vagas);
  • Marília (475 vagas);
  • Presidente Prudente (640 vagas);
  • Rio Claro (490 vagas);
  • Rosana (40 vagas);
  • São José do Rio Preto (460 vagas);
  • São José dos Campos (80 vagas);
  • São Paulo (144 vagas);
  • São Vicente (40 vagas);
  • Tupã (80 vagas).

Provas

As provas da primeira fase serão aplicadas em 6 de novembro. Os exames de habilidades, destinados aos cursos da capital (arte-teatro, artes visuais e música) e de Bauru (arquitetura e urbanismo, design e educação artística), acontecem entre os dias 5 e 16 de dezembro, apenas para os candidatos convocados para a segunda fase.

Os exames da segunda fase serão realizados nos dias 18 e 19 de dezembro, e a divulgação do resultado final está prevista para 27 de janeiro de 2012. As matrículas dos convocados em primeira chamada acontecerão nos dias 8 e 9 de fevereiro.

O candidato poderá optar pela utilização da nota da parte objetiva da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010 ou 2011 para composição da nota do exame de conhecimentos gerais.

Outras informações podem ser obtidas no manual do candidatos ou pelos sites da Vunesp e daUnesp.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Dica para o ENEM

Para fazer uma boa redação no Enem é preciso estar atento ao noticiário, afirmam professores


Faltando menos de um mês para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011, ainda é possível se preparar para fazer uma boa redação no exame. Professores ouvidos pelo UOL Vestibular destacam a importância da leitura, da atenção ao noticiário e do treino com temas pedidos nas edições anteriores da prova.

"O candidato deve estar atento a tudo que acontece. Deve manter-se informado, ler principalmente os editoriais dos jornais, pois eles dissertam sobre os temas atuais. É sempre bom dar uma olhada nos temas que já cairam no Enem, porque o exame tem se mantido fiel a assuntos atuais", afirmou Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do Curso e Colégio Objetivo.

A professora orienta que a leitura das atualidades não deve ser feita somente com o objetivo de se manter informado, mas também de desenvolver uma posição e argumentação sobre os temas. "É preciso analisar criticamente a informação, não recebê-la de forma passiva. O estudante deve ser contestador, isso que ajuda a formar um texto crítico", disse. Ela lembra que o candidato deverá ter uma opinião formada sobre o assunto, para poder se posicionar como cidadão e sugerir uma intervenção para o problema apresentado.

Para Francisco Platão Savioli, supervisor de gramática, texto e redação do Anglo Vestibulares, os estudantes devem treinar com os temas dos anos anteriores e pedir para alguém de casa ler a redação e apontar possíveis erros e falhas. Ele também orienta seus alunos a analisar artigos de jornal da seguinte maneira: "Peço que os alunos tentem perceber qual é a questão posta em debate, qual é o posionamento do articulista ou do redator, que argumentos ele usa para sustentar a posição dele e rebater os argumentos contrários. Com isso, ele vai se familiarizando com o texto dissertativo, aumenta o repertório de informações e aumenta a capacidade de argumentar e raciocinar".

Outro método que pode ajudar o candidato nessa etapa final de estudos é proposto pela professora do Objetivo: "Acho interessante pegar editoriais de jornal e ler atentamente. Depois, o aluno deve fazer uma cópia integral do texto e conferir se ele não deixou nada de fora. Tem que ser uma cópia atenta, tem que se envolver no assunto. Não existem bons escritores que não sejam leitores atentos. Também é um exercício excelente para aprender a pontuar. Ele programa o cérebro para aplicar aquilo que ele leu".

No dia do exame

Para Maria Aparecida, é importante lembrar que no dia do exame o candidato terá que responder 90 questões, além de elaborar a redação. Segundo ela, o ideal é ler pelo menos o tema proposto primeiro e depois fazer as questões. "O estudante vai para as questões já pensando no que ele pode fazer no texto. Pensando em como aproveitar as próprias questões para fazer a redação", orientou.


fonte: UOL vestibulares

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Cartões de confirmação do Enem começam a ser entregues

Os cartões de confirmação de inscrição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), de 2011 começam a ser entregues aos 5,3 milhões de candidatos a partir desta semana.

Média nacional no Enem 2010 sobe 2%
Enem 2011 terá 5,3 milhões de candidatos em todo o país

A operação de distribuição pelas cidades do interior teve início nesta terça-feira e, na próxima semana, chegará às capitais, segundo informou os Correios.

O cartão de confirmação traz as informações sobre o local onde o candidato irá fazer a prova e os horários. O documento precisa ser, obrigatoriamente, apresentado no dia do exame.

As provas serão aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro.

Segundo os Correios, a entrega dos cartões não será afetada pela greve dos funcionários porque, no caso do Enem, foi preparada uma "operação especial" com logística específica.

Além dos cartões, os Correios são responsáveis pela distribuição das provas do Enem, com apoio das polícias estaduais e das Forças Armadas.


http://www1.folha.uol.com.br/saber/982030-cartoes-de-confirmacao-do-enem-comecam-a-ser-entregues.shtml

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

MUDANÇAS EM CUBA

Pacote deve permitir compra de casa própria e viagens ao exterior

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Casa própria, carro e viagens ao exterior fazem parte do sonho de consumo de trabalhadores de todo o mundo. Em Cuba, desde a revolução socialista de 1959, bens e turismo eram restritos ou inacessíveis à população. Agora, um conjunto de medidas anunciadas pelo governo deve mudar o cotidiano dos cubanos.


As reformas econômicas em Cuba são as primeiras em mais de meio século de socialismo. Elas não significam, entretanto, uma abertura política e econômica do mesmo tipo realizado na antiga União Soviética, em 1991.

As propostas do Partido Comunista, que governa a ilha, foram aprovadas pela Assembleia Nacional no dia 1º. de agosto. O objetivo das Diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução é estimular a economia do país, afetada pela crise de 2008.

O plano possui 313 itens que tiveram o aval do presidente Raúl Castro em abril, no congresso partidário. Raúl substituiu o irmão, Fidel Castro, no cargo. Fidel foi afastado em fevereiro de 2008 depois de 49 anos no poder, por causa de problemas de saúde.

As medidas devem reduzir a interferência do Estado na economia – um dos pilares do socialismo – e estimular a iniciativa privada.

Elas incluem um “enxugamento” na máquina estatal, com a demissão de mais de um milhão de funcionários públicos e o corte gradual de subsídios, como alimentos e energia elétrica. Atualmente, 85% do contingente de trabalhadores estão na folha de pagamento do governo cubano.

O Estado, que hoje controla quase que totalmente a economia do país, também deve diminuir a participação em áreas como agricultura, transporte, construção civil e comércio, abrindo espaço para empresas. A previsão é de que as medidas sejam implantadas no prazo de cinco anos.

Viagens

As primeiras intervenções na economia já foram feitas no sistema de câmbio. Cuba possui duas moedas: o peso, com o qual são pagos os salários dos cubanos, e o peso conversível, usado principalmente por estrangeiros.

O peso conversível foi criado em 1994 e atrelado ao dólar até 2005. Em abril, o governo desvalorizou em 8% a moeda, que retornou à taxa original. Dessa forma, ficará mais barato viajar a Cuba, reaquecendo o turismo.

As mudanças mais emblemáticas, porém, devem afetar a vida do cidadão comum. Pela primeira vez, será permitido ao cubano comercializar imóveis e carros. Em Cuba, a propriedade privada, base do capitalismo, foi abolida pela revolução. Tudo pertence ao Estado. As famílias vivem por gerações na mesma casa: quando uma pessoa se casa, vai morar com a família do noivo ou da noiva. Somente é permitida a troca de imóveis, não a comercialização, fato que alimenta um comércio paralelo.

Também devem ser facilitadas as viagens ao exterior, que hoje dependem de uma difícil e burocrática aprovação do governo. O custo de tirar um passaporte e pagar as despesas de todo o processo é proibitivo para um trabalhador comum. Além disso, opositores do regime têm as autorizações para deixar o país sistematicamente negadas. É o caso do dissidente Guillermo Fariñas e da blogueira Yoani Sanchéz, que não puderam viajar para receber prêmios internacionais.

Socialismo

A Revolução Cubana depôs em 1º. de janeiro de 1959 o ditador Fulgencio Batista, que ocupava o cargo de presidente há 25 anos com o apoio dos Estados Unidos. No auge da Guerra Fria, nos anos 1960, a ilha passou a sofrer embargos do governo americano.

A situação econômica de Cuba começou a se deteriorar no começo dos anos 1990 com o fim da União Soviética, principal parceiro comercial. Nos anos seguintes, houve uma melhora, graças a intercâmbios com a China e aVenezuela.

Cuba é o único Estado socialista da América Latina, e um dos poucos que restam no mundo, ao lado da China e da Coreia do Norte. O país possui 11,4 milhões de habitantes e ocupa a 51ª posição no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que mede o grau de desenvolvimento dos países (à frente do Brasil, por exemplo, que está em 73º lugar).

Os serviços cubanos são conhecidos pela qualidade nas áreas de saúde e educação (a taxa de analfabetismo é quase zero). Por outro lado, a população sofre com a perseguição política, a falta de direitos civis e a censura.

Direto ao ponto volta ao topo
A Assembleia Nacional cubana aprovou no começo do mês uma série de medidas econômicas que visam estimular a economia no país, diminuindo a participação do Estado e incentivando a iniciativa privada.

Entre as principais mudanças está a permissão para que os cubanos comprem casa própria e carro e façam viagens ao exterior, algo inédito em mais de meio século de comunismo. Atualmente, é quase impossível para um cidadão comum sair do país como turista – as despesas com a emissão de vistos são caras e as autorizações são negadas aos opositores do regime.

O Estado também irá cortar gradualmente subsídios como alimentos e energia elétrica, e realizar demissões no setor público, que emprega 85% dos trabalhadores. A situação econômica de Cuba começou a complicar com o fim da União Soviética, principal parceiro comercial da ilha.

As reformas não significam, entretanto, uma abertura política e econômica do mesmo tipo realizado na antiga União Soviética em 1991. Cuba é um dos poucos países socialistas que restam no mundo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Lista Clima e Vegetação

Lista sobre clima e vegetação
para baixar clique aqui

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CONSULTE A NOTA DO ENEM 2010 DAS ESCOLAS BRASILEIRAS

O site do UOL tem uma ferramenta de pesquisa que você pode ver a nota do ENEM de qualquer escola do Brasil.

Basta clicar no link
http://noticias.uol.com.br/educacao/infografico/nota-enem-2010/


Enem "reprova" 63,64% das escolas; 99% delas são públicas

http://noticias.uol.com.br//educacao/2011/09/12/enem-reprova-6364-das-escolas-em-2010-99-delas-sao-publicas.jhtm

Mais da metade das escolas foi “reprovada” no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010: exatas 63,64% de todas as que tiveram a nota das provas objetivas divulgadas não conseguiram atingir a nota média de 511,21. Ou seja: se o que estivesse em jogo fosse a aprovação ou a reprovação, elas não “passariam de ano”.

No total, 12.532 das 19.689 escolas com médias objetivas divulgadas pelo MEC tiraram nota menor que 511,21. Delas, 12.105 –99,4%– são das redes públicas de ensino. Outras 4.211 unidades tiveram menos de 2% de todos os alunos e menos de 10 estudantes participando das provas objetivas e de redação e, por isso, não entram na conta.

É possível dizer que o desempenho da rede pública pirou em relação a 2009. Naquele ano, as unidades geridas por Estados, municípios e União representaram 96,35% das que ficaram abaixo da então média de 501,58 pontos. Todas as comparações são feitas com escolas de ensino médio regular, excluindo a EJA (Educação de Jovens e Adultos), que não teve os dados de 2010 divulgados.

Comparação de desempenho no Enem



Prova objetiva20092010
Nota média501,58511,21
Maior nota730,02722,68
Menor nota356,60367,77
Escolas abaixo
da média
66,37% (11.975)63,64% (12.532)
Quantas públicas abaixo da média?96,35% (11.538)99,4% (12.105)
Quantas privadas abaixo da média?3,65% (437)0,06% (427)
Escolas acima
da média
33,63% (6066)36,36% (7157)
Quantas públicas acima da média?31,26% (1896)33,16% (2373)
Quantas privadas acima da média?68,74% (4170)66,84% (4784)
Escolas com notas divulgadas (EMR)

18.04119.689

A situação pode ser ainda pior, já que em 9.176 dessas escolas abaixo da média (mais de 70% delas) a participação dos alunos não chegou à metade do total de matriculados. Ou seja: sendo o Enem voluntário, a tendência é que estudantes em tese mais “preparados” façam a prova, mesmo que, como mostra o resultado, não estejam exatamente bem qualificados. Além disso, há escolas que colocam somente seus melhores alunos para prestar o exame.

Como ler os dados?

Por conta da TRI (Teoria de Resposta ao Item), quanto mais longe da média a escola estiver, muito melhor (ou muito pior) será o desempenho dela. Isso quer dizer que a proficiência de uma unidade que tirou 511,22 (0,1 acima da média) não é muito diferente de outra que teve nota 511,20 (0,1 abaixo). No entanto, uma escola 600 saiu-se bem melhor do que uma 400.

Para chegar à nota da prova objetiva por escola, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) calcula as menções nos exames de linguagens e códigos, matemática, ciências humanas e ciências exatas e da natureza de todos os alunos e tira uma média.

Como a nota média é só da objetiva, é possível que, no ranking geral, a escola tenha conseguido uma posição maior, já que a nota da redação pode ter compensado a menção final. É como um aluno que tem duas avaliações em um bimestre: se ele obtiver uma nota ruim na primeira prova, pode compensar na segunda.

Mas, segundo o Inep, não é possível comparar as notas de redação, já que a correção delas não está em TRI.

Como escolher escola

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado para avaliar a qualidade do ensino médio. Desde 2006, o MEC (Ministério da Educação) tem divulgado a nota do Enem por escola, com dados da prova do ano anterior. E esse indicador tem sido bastante utilizado como critério de escolha da escola -- principalmente entre as particulares.

A recomendação é que os pais prestem atenção nos seguintes quesitos: taxa de participação, fazer a comparação entre escolas semelhantes e considerar outros fatores, além da nota do Enem.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ABERTAS INSCRIÇÕES PARA UNESP 2012

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) recebe a partir das 10h desta segunda-feira (5) as inscrições para o vestibular 2012. São oferecidas 6.629 vagas em 156 opções de cursos. Os interessados devem se cadastrar pela internet, até as 16h do dia 7 de outubro. Será cobrada uma taxa no valor de R$ 110.

Os cursos da Unesp são ministrados em 19 cidades; confira:

  • Araçatuba (155 vagas);
  • Araraquara (775 vagas);
  • Assis (405 vagas);
  • Bauru (995 vagas);
  • Botucatu (550 vagas);
  • Franca (400 vagas);
  • Guaratinguetá (310 vagas);
  • Ilha Solteira (270 vagas);
  • Itapeva (40 vagas);
  • Jaboticabal (280 vagas);
  • Marília (475 vagas);
  • Presidente Prudente (640 vagas);
  • Rio Claro (490 vagas);
  • Rosana (40 vagas);
  • São José do Rio Preto (460 vagas);
  • São José dos Campos (80 vagas);
  • São Paulo (144 vagas);
  • São Vicente (40 vagas);
  • Tupã (80 vagas).

Provas

As provas da primeira fase serão aplicadas em 6 de novembro. Os exames de habilidades, destinados aos cursos da capital (arte-teatro, artes visuais e música) e de Bauru (arquitetura e urbanismo, design e educação artística), acontecem entre os dias 5 e 16 de dezembro, apenas para os candidatos convocados para a segunda fase.

Os exames da segunda fase serão realizados nos dias 18 e 19 de dezembro, e a divulgação do resultado final está prevista para 27 de janeiro de 2012. As matrículas dos convocados em primeira chamada acontecerão nos dias 8 e 9 de fevereiro.

O candidato poderá optar pela utilização da nota da parte objetiva da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2010 ou 2011 para composição da nota do exame de conhecimentos gerais.

Outras informações podem ser obtidas no manual do candidatos ou pelos sites da Vunesp e daUnesp.

http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/09/05/unesp-abre-inscricoes-para-6629-vagas-do-vestibular-2012.jhtm

domingo, 4 de setembro de 2011

Lista setor primário Brasileiro

Lista sobre o Setor primário no Brasil.

Clique AQUI

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quem ganha a Líbia?

Há um ano, líderes como Berlusconi estavam com Kaddafi. Hoje festejam a “vitória”. Por Antonio Luiz M. C. Costa. Foto: Mahmud Turki/AFP

Repete-se há seis meses que “a queda de Kaddafi é iminente”, mas com grande parte de Trípoli nas mãos dos revoltosos, inclusive o complexo do governo e a principal base militar nas vizinhanças da cidade, em Zuara, pode-se finalmente acreditar nessa frase sem correr o sério risco de superestimar a competência dos rebeldes.

Risco que continua alto. Na noite de 22 de agosto, todas as mídias anunciaram a captura de Saif al-Islam, filho e principal porta-voz de Muammar Kaddafi, supostamente confirmada pelo Tribunal Penal Internacional, mas ele apareceu em um hotel cheio de jornalistas, dirigindo seu próprio carro, para assegurar que controlava a cidade e “escorraçaria as ratazanas”. Muhammad, o filho mais velho também “capturado”, escapou à prisão, segundo os rebeldes. Cidades como Sirte, no litoral, e Sabha, no Fezã, continuam fiéis a Kaddafi e podem continuar a luta por mais alguns dias. É incerto se seu líder se deixará capturar. Vale lembrar que “Kaddafi foge para a Venezuela” (ou algum outro país) é outra das “barrigas” mais repetidas dos últimos meses.

Em todo caso, o regime que dominou a Líbia por 42 anos foi derrotado. Menos pela Primavera Árabe, neste caso pouco mais que pretexto, do que pela intervenção direta dos EUA e seus aliados, sob a folha de figueira do mandato da ONU para “proteger os civis” por meio de uma zona de exclusão aérea. Foram decisivos o fornecimento de armas (proibido pela resolução da ONU, que determinou embargo para ambas as partes), os ataques diretos dos navios, aviões e helicópteros da Otan às tropas e instalações civis e militares de Kaddafi (redobrados durante a ofensiva a Zawiya e Trípoli).

E também a participação discreta, em terra, de conselheiros e instrutores militares da SAS (Special Air Service, força especial do exército britânico) e de espiões- do MI-6 no planejamento das ofensivas militares, bem como de forças especiais da França, Catar e Jordânia, como anotou o jornal britânico Guardian. Mercenários britânicos, franceses, árabes e da Europa Oriental, recrutados com ajuda da CIA, do serviço secreto britânico e de companhias ocidentais de “segurança” engrossaram o inexperiente, indisciplinado e escasso contingente revoltoso. Sem tudo isso, a rebelião, ao que tudo indica, teria sido destroçada há meses.

Mas quem venceu? “Os rebeldes” é uma resposta que, além de ingênua, não quer dizer muita coisa. A oposição a Kaddafi é um saco de gatos que inclui monarquistas pró-ocidentais do antigo regime, militantes da Irmandade Muçulmana e ex-combatentes da Al-Qaeda (como reconheceram comandantes da Otan), socialistas e empresários, além de muitas figuras importantes do regime teoricamente deposto. E, ao mesmo tempo, não inclui todas as regiões e grupos tribais da Líbia. Os conflitos internos foram brutais mesmo durante a luta, como mostrou o assassinato do ex-ministro do Interior de Kaddafi e comandante militar rebelde Abdul Fatah Younis, em 28 de julho, supostamente por rebeldes islamitas. Deixados a si mesmos, os rebeldes estariam prontos para outra rodada de guerra civil.

Nos primeiros dias da ocupação de Trípoli, o principal porta-voz do governo provisório rebelde, como notou Jonathan Rugman da revista Foreign Affairs, foi o secretário britânico do Desenvolvimento Internacional, Andrew Mitchell. A vitória, por enquanto, pertence aos norte-americanos e europeus, que tentarão colher os louros na forma de petróleo. Os rebeldes deram várias indicações de que os premiarão com contratos e concessões e punirão as empresas de países que se recusaram a apoiá-los e romper com Trípoli, inclusive o Brasil. Abdeljalil Mayouf, diretor de informação da petroleira líbia Arabian Gulf Oil Company (Agoco), sob controle rebelde, foi explícito: “Não temos problemas com países ocidentais, como as companhias italianas, francesas e britânicas. Mas podemos ter algumas questões políticas com Rússia, China e Brasil”.

Talvez não interesse nem mesmo às potências ocidentais abrir um precedente de ruptura de contratos com empresas privadas. Nicolas Sarkozy convidou “nossos amigos chineses, russos, brasileiros e indianos” (além dos 22 países do Grupo de Contato formado pela Otan, Japão e alguns países árabes) para a conferência sobre reconstrução da Líbia, que deverá ocorrer em 1º de setembro em Paris. Segundo o jornal Valor Econômico, o presidente do Conselho Nacional de Transição dos rebeldes líbios (e ex-ministro da Justiça de Kaddafi), Mustafa Abdel Jalil, garantiu ao embaixador brasileiro que os contratos com empresas brasileiras (Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Petrobras, principalmente), no valor total de 5 bilhões de dólares, serão cumpridos. Pode ser que outros gatos do saco pensem diferentemente. Ninguém sabe qual a composição final do novo governo e, se houver eleições livres, como prometido, ninguém hoje é capaz de adivinhar o resultado. Mas não se aposte em novos grandes negócios com países de fora da Otan.

Não que esses países já não estivessem lá bem instalados, desde a reconciliação do regime de Kaddafi com as potências ocidentais nos anos 1990. Empresas petrolíferas europeias como a italiana Eni, a francesa Total, a austríaca OMV e a britânica British Petroleum operavam na Líbia. Eram notórios os laços do país- com o Reino Unido, que iam muito além da amizade de Saif al-Islam com Anthony Giddens e Tony Blair e seu patrocínio à London School of Economics. Os EUA também não perdiam a oportunidade de fazer negócios: em agosto de 2009, uma delegação de senadores dos EUA liderada pelo ex-candidato republicano John McCain (com os correligionários Lindsay Graham e Susan Collins, além do independente Joseph Lieberman) visitou Kaddafi para oferecer equipamentos militares “não letais”, e assessorias dos EUA planejavam com o regime a privatização do sistema bancário.

Por outro lado, conforme revelou mensagem de novembro de 2007 da embaixada estadunidense em Trípoli, vazada pelo WikiLeaks, as petroleiras reclamavam que a Líbia era “um lugar difícil para operar”, devido à burocracia, aos impostos altos e à disposição de Kaddafi de jogar uma empresa contra outra para extrair o máximo de lucros para o país (ainda que uma parte fosse para os bolsos da família). Agora a concorrência ficará menor e esses problemas provavelmente deixarão de incomodá-las. Claro que podem surgir outros, como descobriram as petroleiras anglo-americanas no Iraque.

No primeiro momento, ao menos, a queda de Trípoli também proporcionará uma bem-vinda lufada de oxigênio político a governos ocidentais assediados por crises econômicas, inquietação social, eleições iminentes ou tudo isso junto, como certamente esperavam Barack- Obama, Nicolas Sarkozy e David Cameron ao dar início à intervenção. Mas o investimento saiu muito mais caro e demorado que o orçado, e o retorno, nesse aspecto, será provavelmente tão efêmero quanto aquele da execução de Osama bin Laden, muito mais simples.

Mas, se o aspecto político-eleitoral tem relativamente pouco peso, o geopolítico-estratégico pode ser ainda mais importante do que o econômico-petrolífero. -Assim como as invasões do Afeganistão e Iraque foram tentativas de isolar o Irã e garantir bases permanentes dos EUA na Ásia -Central e no Golfo Pérsico, a Líbia deverá servir para consolidar o Africom, o novo comando das forças do Pentágono- na África (exceto Egito, que continuou sob a “jurisdição” do Centcom), anuciado em 2007 e ativado em outubro de 2008 (com sede, por enquanto, em Stuttgart, na Alemanha). Também servirá à Europa, em tese, para controlar o fluxo de imigrantes provenientes da África.

Autoritarismo (pior que o de Kaddafi) à parte – e mesmo tendo servido, na guerra Irã-Iraque, aos interesses dos EUA –, Saddam Hussein foi, em seus melhores tempos, uma referência do nacionalismo árabe laico e do anti-imperialismo no Oriente Médio. Kaddafi teve um papel semelhante na África e foi um dos criadores da União Africana, que por sua vez serviu de modelo para a Unasul sul-americana. Como em Bagdá, a mudança de regime em Trípoli visa substituir uma relação ambígua e desconfortável por uma segura plataforma de operações contra possíveis novos incômodos e de vigilância dos recursos africanos disputados com os BRICS, inclusive o integrante mais fraco do grupo, a África do Sul.

Não é à toa que o venezuelano Hugo Chávez e seu aliado nicaraguense Daniel Ortega foram os críticos mais duros da intervenção e continuaram a se declarar amigos de Kaddafi até o fim. A postura da Venezuela na América do Sul é análoga, em muitos aspectos, à que era a da Líbia na África (e a do Brasil, até certo ponto, à da África do Sul). Se, no fim das contas, a mudança de regime em Trípoli se mostrar proveitosa do ponto de vista -ocidental, os EUA podem se sentir tentados a repetir a experiência em Caracas.

Assim, uma leitura possível é que as velhas potências do Atlântico Norte tenham vencido a primeira batalha de uma nova Guerra Fria, que as opõe aos BRICS. Se consolidarão essa vitória, só o tempo dirá: Kabul e Bagdá mostraram que uma invasão bem-sucedida pode ser apenas o começo de uma longa dor de cabeça. As mineradoras que esperavam grandes lucros do Afeganistão e as petroleiras que sonhavam torná-lo um caminho alternativo para os oleodutos da Ásia Central já devem ter tirado seus cavalinhos da chuva, e as empreiteiras e petroleiras anglo-americanas que esperavam ver o Iraque transformado em paraíso neoliberal enfrentam hoje o inferno do terrorismo, do fundamentalismo e dos conflitos étnicos e sectários, ao lado de um governo precário e dominado por xiitas simpáticos ao Irã.

Os EUA parecem dispostos a tentar aproveitar algumas das lições aprendidas a duras penas. Por exemplo, provavelmente- tentarão preservar a máquina governamental líbia e buscar acordos e compromissos com ex-partidários e ex-funcionários de Kaddafi, em vez da perseguição implacável que promoveram ao Taleban e ao Partido Baath, a ponto de tornar o Afeganistão e o Iraque ingovernáveis e a pacificação impossível. Mas não depende só de Obama – por um lado, seu governo tem de lidar com uma oposição líbia arrogante e sedenta de vingança e com sua própria oposição republicana, idem.

E quanto à Primavera Árabe? Apesar de algumas análises triunfalistas, é pouco provável que os acontecimentos de Trípoli façam diferença. Mesmo que deles surja algo que se possa chamar de democracia, não servem de modelo. Uma intervenção da Otan nos mesmos termos certamente não acontecerá no Iêmen ou no repressivo Bahrein, cujos regimes, embora mais impopulares que o de Kaddafi, são aliados dos EUA. E é muito improvável que aconteça na Síria, onde os interesses petrolíferos são menores, a população é bem maior e a oposição, ao que tudo indica, não é tida como tão confiável por Washington e Tel-Aviv. Se houver um caminho para a mudança nesses países, seus povos terão de encontrá-lo sem o apoio interessado do Ocidente, talvez contra ele.

A queda de Kaddafi pode, porém, ter efeitos nos vizinhos Tunísia e Egito. Em tese, um regime pró-ocidental em Trípoli, com bases da Otan, deveria desencorajar governos antiocidentais nesses países, ao mesmo tempo que a reconstrução pode oferecer empregos a seus trabalhadores e aliviar a crise econômica e a tensão social crescentes, à medida que sobem os preços dos alimentos. Mas um quadro caótico como o do Iraque e do Afeganistão pode abrir oportunidades a movimentos armados radicais em Túnis e no Cairo, ou ao menos a governos eleitos mais hostis ao Ocidente.

O mundo árabe continua em um estado fluido, no qual mesmo imprevistos de menor porte podem ter desdobramentos imprevisíveis e incontroláveis. E imprevistos não faltarão, como mostram os últimos incidentes em Gaza e na fronteira entre Israel e Egito, às vésperas da ofensiva diplomática palestina para obter reconhecimento de seu Estado pela ONU. Os ataques em Eilat demonstraram que o Cairo não controla inteiramente seu território, mas a resposta de Israel, ainda que violenta, foi relativamente contida. Benjamin Netanyahu convenceu seu gabinete a aprovar uma trégua e certa cooperação indireta com o Hamas para evitar uma escalada, argumentando que o país não tem legitimidade para uma operação em grande escala em Gaza. Não se brinca com fogo quando a gasolina está vazando por toda parte.