segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Por que está chovendo tanto no norte e nordeste e tão pouco no sul do Brasil?

Variação na temperatura nos oceanos muda a dinâmica das chuvas

Enchentes no Maranhão, seca no Rio Grande do Sul. Será que o clima está ficando louco? Segundo Lincoln Muniz Alves, climatologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o que está acontecendo no primeiro semestre de 2009 não é nenhuma anomalia. "Há uma variabilidade natural do clima, tem ano que chove mais, tem ano que é mais seco. Já observamos volume de chuvas semelhante no norte e nordeste em 1995, 2000 e 2008", diz o especialista. Ele explica que os meses entre janeiro e maio são mesmo de chuva no norte e no nordeste do país. Porém, dois fenômenos climáticos aumentaram o volume de precipitação neste ano. O primeiro é o La Niña, caracterizado por um esfriamento da superfície do mar no Oceano Pacífico equatorial e que favorece as chuvas no norte e a seca no sul. Ou seja, além de ser um dos fatores responsáveis pelas enchentes no nordeste, esse fenômeno também causou a estiagem no Rio Grande do Sul.

Para piorar a situação, ainda estamos sofrendo o impacto do aquecimento das águas do Atlântico Sul e o resfriamento do Atlântico Norte. Essa diferença de temperatura faz com que o principal sistema que causa chuvas na região se desloque mais para o sul e acabe sobre o norte e nordeste do Brasil. O climatologista diz que não há uma explicação para essas mudanças na temperatura das águas, "a própria dinâmica do clima e dos oceanos faz com que um ano seja mais frio ou mais quente". Porém, apesar dessas variações serem naturais, Lincoln conta que um dado preocupa os pesquisadores: os extremos climáticos estão se tornando mais frequentes no sul do país. "Isso pode ser um indício de que o aquecimento global está atuando em algumas regiões", alerta o climatologista.


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

HUMOR

O QUE É UMA FRENTE FRIA?

Fenômeno que surge na Argentina atinge as regiões Sul e Sudeste do Brasil em uma média de três a cinco vezes por mês

Seja no inverno ou no verão, as previsões do tempo frequentemente anunciam a chegada ou a aproximação de uma "frente fria", preparando-nos para enfrentar alguns dias com temperaturas mais baixas e, de vez em quando, acompanhados de chuva. Mas você sabe exatamente o que isso significa? "Frente fria é uma zona de transição entre uma massa de ar quente e outra de ar frio, que geralmente se forma em regiões de grande contraste térmico", esclarece Amanda Sabatini Dufek, professora de Meteorologia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Na América do Sul, essa área de contraste coincide com as regiões sul e noroeste da Argentina, onde se formam as frentes frias que percorrem o litoral do continente. “Elas são tipicamente configuradas na direção noroeste-sudeste e apresentam uma trajetória de sudoeste para nordeste”, diz a meteorologista.

Mais sobre meteorologia

No Brasil, as frentes frias atingem as regiões Sul e Sudeste o ano inteiro, cerca de três a cinco vezes ao mês. "Esse número é ligeiramente maior durante a primavera", afirma Amanda Sabatini A professora explica que a passagem de uma frente fria dura em média três dias, provocando significativas alterações no clima. "Elas estão associadas ao aumento das nuvens, à presença de chuva, às variações na direção do vento e à forte mudança de temperatura", diz. "Após a sua passagem, geralmente observa-se a entrada de massas de ar frio que, dependendo de sua trajetória e intensidade, provocam quedas bruscas de temperatura e ocasionalmente geadas em locais serranos, principalmente nos meses de outono e inverno".

As frentes frias avançam com uma velocidade média de 10m/s e podem ser previstas com até 15 dias de antecedência. "A previsão do tempo, incluindo as frentes frias, é feita por meio de diagnósticos de imagens de satélite, cartas de superfícies, dados observados e modelos numéricos atmosféricos", explica a meteorologista. As chances de acerto de uma previsão são de 70% para cinco dias e 95% para as 48 horas que precedem o fenômeno.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fenômeno LA NIÑA

La Niña é o fenômeno oposto ao El Niño: enquanto que este é devido ao aumento da temperatura do oceano Pacífico, a La Nina ocorre devido à diminuição da temperatura ocasionada pelo aumento da força dos ventos alísios.

Explicando melhor: ao aumentar a intensidade dos ventos alísios, o fenômeno de ressurgência (afloramento das águas profundas do oceano – mais frias e com mais nutrientes) das águas do Pacífico tende a se intensificar e ocorre a diminuição da temperatura da superfície oceânica.

Além disso, a corrente atmosférica tende a “empurrar” as águas mais quentes com maior força, fazendo com que ela se acumule mais a oeste do que ocorreria normalmente.

Ao contrário do que seria de se esperar pela afirmativa de La Niña ser o contrário do El Niño, os efeitos causados nas correntes atmosféricas são praticamente os mesmos: a maior concentração de águas quentes a oeste do Pacífico gera uma área onde a evaporação também é maior. Intensificando o processo da célula de circulação de Walker (o ar quente sobe na região de águas mais quentes, ao mesmo tempo em que o ar mais frio desce na região oposta, gerando um ciclo).

A diferença principal, além da variação de temperatura, é que no fenômeno do El Niño a variação média costuma chegar facilmente a 4ºC ou 5ºC enquanto que na ocorrência do fenômeno La Nina a variação de temperatura mal chega aos 4ºC.

A La Niña costuma ocorrer em períodos alternados com o El Niño, em intervalos que variam de 3 a 7 anos e pode durar de dois a sete anos. Mas, na maioria das vezes foi registrada uma duração média de nove a doze meses.

Outra diferença é que nas últimas décadas o fenômeno do El Niño vem se intensificando enquanto que a La Niña vem ocorrendo com menos freqüência. O ultimo registro da La Niña foi em 1998/1999.

Seus efeitos sobre o Brasil divergem daqueles causados pelo El Niño: na região norte ocorre chuvas mais abundantes e aumento da vazão dos rios. O mesmo ocorre no nordeste, enquanto que na região sul ocorrem secas prolongadas; nas regiões centro-oeste e sudeste os efeitos são pouco previsíveis podendo variar de ocorrência para ocorrência.

Na Colômbia costumam ocorrer chuvas abundantes e enchentes. No oeste do Chile e da Argentina ocorre diminuição da precipitação de outubro a dezembro, e no Uruguai e no Peru ocorrem secas intensas.

Embora os efeitos mais intensos sejam nas regiões próximas à Linha do Equador e regiões subtropicais, os efeitos da La Niña (e do El Niño) podem ser percebidos em diversas partes do mundo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Golpe de Estado em Honduras

Crise relembra instabilidade política do século 20

O golpe de Estado que depôs o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, no último dia 28 de junho, isolou o país diplomaticamente e reviveu um clima de precariedade política que marcou a América Central durante todo o século 20. Neste período, a região foi palco de golpes militares e laboratórios de regimes comunistas, à sombra dos Estados Unidos.

A crise começou com a tentativa do presidente deposto de fazer, sem apoio político ou amparo legal, um referendo popular para tentar mudar a Constituição do país, com o objetivo de permitir a reeleição presidencial.

Zelaya foi eleito em 2005 por um partido de centro-direita, mas durante o governo deu uma guinada e se aliou ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para obter concessões com a importação de petróleo venezuelano.

Chávez se mantém há dez anos n
o poder, autorizado por sucessivas consultas à população. Com as proximidades das eleições gerais em Honduras, marcadas para novembro deste ano, Zelaya quis usar da mesma estratégia para mudar uma cláusula pétrea (que não pode ser alterada) da Constituição, que restringe o cargo a apenas um mandato, de quatro anos.

Sem apoio do partido que o elegeu
e com minoria no Congresso hondurenho, o plebiscito de Zelaya também foi proibido pela Suprema Corte, com respaldo do Ministério Público e do Exército. Numa situação inusitada, o presidente foi detido na manhã do dia 28 de junho pelos militares, ainda vestindo pijama, e levado para um vôo com destino à Costa Rica.

Roberto Micheletti, ex-líder do Congresso, assumiu o governo interino até as próxima
s eleições, enquanto Zelaya foi impedido de voltar ao país, sob ameaça de prisão, a menos que seja anistiado.

República das bananas

Honduras é um dos países mais pobres da América Central, com 7,79 milhões de habitantes concentrados numa área pouco maior que o Estado de Pernambuco. O país passou por uma sucessão de golpes de Estado durante o século passado, que incluiu 25 anos de regime militar até a redemocratização, no começo dos anos de 1980.

Esta fragilidade política foi caracterizada, pejorativamente, pelo termo "república das bananas", em referência ao principal produto de exportação da América Central. Na defesa dos interesses econômicos de empresas como a United Fruit Company, os Estados Unidos mantiveram forte influência sobre a região, depondo governos quando era conveniente.

Honduras, em especial, é um aliado histórico de Washington, com governos de tradição conservadora. Durante a Guerra Fria, serviu de base para a CIA, o serviço secreto norte-americano, prepara
r a tentativa frustrada de invasão à Cuba.

Nos anos de 1980, já convertida numa espécie de campo de treinamento militar, Honduras abrigou grupos de contra-revolucionários para combater, na Nicarágua, a Revolução Sandinista, uma guerrilha comunista que destituiu a ditadura da família Somoza (apoiada pelos Estados Unidos) em 1979.

Com este contexto histórico nada positivo, o atual presidente norte-americano, Barack Obama, tem feito esforços para se manter nos bastidores da batalha diplomática que visa devolver a estabilidade ao governo hondurenho, delegando a mediação à Costa Rica. A relutância do governo interino de Honduras em devolver Zelaya ao cargo, porém, vem dificultando as negociações.

Clima tenso

O golpe de Estado teve, de imediato, duas consequências que serão também fatores essenciais para o desdobramento da crise.

Internamente, o país foi dividido politicamente, com as ruas de Tegucigalpa, capital honduren
ha, tomadas por protestos de simpatizantes e opositores ao presidente deposto. Os confrontos entre militares e manifestantes já deixaram dois mortos no aeroporto da capital. O Exército também decretou toque de recolher a partir das 22 horas.

Ao romper com a tradição e se aproximar de Chávez, Zelaya teria desagradado elites hondurenhas. Como as leis do país não possibilitavam a alternativa de um impechament, a única saída para esses grupos foi recorrer ao golpe de Estado.


Externamente, como era de se esperar, a medida não encontrou respaldo, e o governo que assumiu foi considerado ilegítimo e condenado por todos os países das Américas, até antagônicos como Venezuela e Estados Unidos.

O país foi suspenso da Organização dos Estados Americanos (OEA), numa decisão raras vezes adotada. Outros países que sofreram a mesma sanção foram Cuba, em 1962, por seu alinhamento com a ex-União Soviética, e Haiti, em 1991, depois também de um golpe de Estado.

Como resultado, Honduras começou a sofrer pressão política e econômica, com suspensão provisória de transações comerciais, isolamento diplomático e cortes em linhas de créditos e ajuda financeira de bancos internacionais. Sem o petróleo venezuelano, cujo suprimento foi cortado por Chávez em represália à destituição do aliado, as reservas no país garantiriam o abastecimento por apenas uma semana.

O país vive hoje um impasse: sem condições políticas internas para repor o presidente eleito ao cargo, atendendo os apelos da comunidade internacional, e ao mesmo tempo sem apoio para perpetuar um governo sem legitimidade. Uma possível saída, que consta na pauta de discussão entre Zelaya e Micheletti, é a antecipação das eleições presidenciais. Será mais uma tentativa de salvar uma democracia de saúde tão frágil em Honduras.

José Renato Salatiel

RESUMÃO

  • 28/06/2009 Golpe de Estado depôs Manuel Zalaya, presidente de Honduras
Causas
  • • Para se reeleger, Zelaya queria mudar a Constituição com um referendo popular.
  • • Constituição de Honduras não permite a reeleição.
  • • Congresso, Suprema Corte e Ministério Público se opuseram. Zelaya insistiu.
  • Diante do impasse, o Exército interveio, depondo Zelaya.

Desdobramentos
  • Maioria dos países americanos opôs-se ao golpe e faz pressões diplomáticas pela volta de Zelaya.
  • •Procura-se solução negociada entre o atual presidente, Roberto Micheletti e os partidários de Zelaya, com a mediação de Óscar Arias, presidente da Costa Rica e prêmio Nobel da Paz.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

MEC divulga 40 modelos de questões do Enem 2009

Uma grande dúvida dos vestibulandos de hoje é saber como será o "novo ENEM". O MEC deu uma ajudinha e divulgou 40 questões no modelo ENEM 2009, são dez questões para cada uma das quatro áreas: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

De acordo com o Inep, a mudança do Enem o aproxima das diretrizes curriculares nacionais e dos currículos praticados nas escolas, mas sem abandonar o modelo de avaliação centrado nas competências e habilidades.

No site http://www.enem.inep.gov.br/ você encontra as questões.

Lembrando que a contagem de pontos do ENEM terá regra complexas, então usar estas questões como simulado não te dará uma nota precisa, apenas te mostrara quantas sua porcentagem de acerto.

Muito bom para quem teve as férias prolongadas...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

RETROSPECTIVA

Estes foram os temas principais pintaram aqui no blog no primeiro semestre

Como Funcionam os créditos de carbono?

Coréia do Norte Desafia o Mundo com Armas Nucleares

Placas Tectônicas

GM e o Pesadelo Americano

Imigrantes e o Trabalho Escravo

Querra do Afeganistão

Entenda o Haiti

Chuva Ácida

De Volta a Ativa!!!

Chega de férias no bolg, já basta as aulas que devido ao medo da "nova gripe" foram estendidas.

ainda esta semana uma postagem sobre a Crise em Honduras!!!