segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NOTA DE CORTE FUVEST 2011 - primeira fase

COD

NOME

VAGAS

CONV.

CORTE

200

Administração-Ribeirão Preto

105

339

44

201

Arquitetura-FAU

150

484

53

202

Arquitetura-São Carlos

45

169

50

203

Artes Cênicas-Bacharelado

15

57

49

204

Artes Cênicas-Licenciatura

10

35

41

205

Artes Visuais

30

94

37(*)

207

Biblioteconomia

35

134

32

208

Ciências Contábeis-Ribeirão Preto

45

158

35

209

Ciências da Informação e da Documentação-Ribeirão Preto

40

225

22

210

Ciências Sociais

210

680

37

211

Curso Superior do Audiovisual

35

123

59

212

Design

40

136

50

213

Direito

560

1787

56

214

Economia, Administração, Ciências Contábeis e Atuária

590

1983

48

215

Economia Empresarial e Controladoria-Ribeirão Preto

70

222

38

216

Economia-Piracicaba

40

134

43

217

Economia-Ribeirão Preto

45

143

43

218

Editoração

15

57

50

219

Filosofia

170

544

29

220

Geografia

170

554

31

221

Gestão Ambiental-USP Leste, SP

120

402

32

222

Gestão Ambiental-Piracicaba

40

127

33

223

Gestão de Políticas Públicas-USP Leste, SP

120

405

29

224

História

270

908

36

225

Jornalismo

60

221

54

226

Lazer e Turismo-USP Leste, SP

120

426

26

227

Licenciatura em Educomunicação

30

97

27

228

Letras

849

2764

24

229

Marketing-USP Leste, SP

120

439

39

230

Música

35

106

24(*)

231

Música-Ribeirão Preto

30

46

22(*)

232

Pedagogia

180

732

24

233

Pedagogia-Ribeirão Preto

50

169

22

234

Publicidade e Propaganda

50

180

52

235

Relações Internacionais

60

214

57

236

Relações Públicas

50

185

45

237

Têxtil e Moda-USP Leste, SP

60

203

40

238

Turismo

30

106

36

299

Humanas

250

827

44

400

Ciências Biológicas

120

404

49

401

Ciências Biológicas-Piracicaba

30

101

44

402

Ciências Biológicas-Ribeirão Preto

40

138

47

404

Ciências da Atividade Física-USP Leste, SP

60

110

22

405

Ciências dos Alimentos-Piracicaba

40

131

27

406

Educação Física e Esporte

100

326

33

407

Educação Física-Ribeirão Preto

60

205

25

408

Enfermagem

80

283

36

409

Enfermagem-Ribeirão Preto

80

291

29

410

Engenharia Agronômica-Piracicaba

200

642

35

411

Engenharia Florestal-Piracicaba

40

138

34

412

Farmácia-Bioquímica

150

527

46

413

Farmácia-Bioquímica - Ribeirão Preto

80

254

44

414

Fisioterapia

25

91

41

415

Fisioterapia-Ribeirão Preto

40

143

39

416

Fonoaudiologia

25

96

33

417

Fonoaudiologia-Bauru

40

229

28

418

Fonoaudiologia-Ribeirão Preto

30

104

24

419

Gerontologia-USP Leste, SP

60

165

22

420

Licenciado em Enfermagem-Ribeirão Preto

50

136

22

421

Medicina

275

988

70

422

Ciências Médicas-Ribeirão Preto

100

354

69

423

Medicina Veterinária

80

258

47

424

Medicina Veterinária-Pirassununga

60

200

39

425

Nutrição

80

291

38

426

Nutrição e Metabolismo-Ribeirão Preto

30

102

36

427

Obstetrícia-USP Leste, SP

60

201

26

428

Odontologia

133

461

40

429

Odontologia-Bauru

50

157

41

430

Odontologia-Ribeirão Preto

80

266

39

431

Psicologia

70

246

52

432

Psicologia-Ribeirão Preto

40

139

47

434

Terapia Ocupacional

25

87

36

435

Terapia Ocupacional-Ribeirão Preto

20

72

33

436

Zootecnia-Pirassununga

40

143

28

499

Biológicas

250

760

43

600

Ciências Biomoleculares-São Carlos

40

136

47

601

Ciências da Natureza-USP Leste, SP

120

223

22

602

Computação

230

794

41

603

Engenharia Aeronáutica-São Carlos

40

135

64

604

Engenharia Ambiental-São Carlos

40

140

49

605

Engenharia Bioquímica-Lorena

40

137

41

606

Engenharia Civil-São Carlos

60

208

57

607

Engenharia de Alimentos-Pirassununga

100

317

37

608

Engenharia de Biossistemas-Pirassununga

60

152

22

609

Engenharia de Materiais-Lorena

40

129

37

610

Engenharia de Materiais e Manufatura-São Carlos

50

160

46

611

Engenharia Elétrica e Computação-São Carlos

250

883

45

612

Engenharia Industrial Química-Lorena

80

263

38

613

Engenharia na Escola Politécnica

750

2576

58

614

Engenharia Química-Lorena

80

270

50

615

Engenharia-São Carlos

150

485

57

616

Física/Meteorologia/Geofísica/Astronomia/Estatística/Matemática/Matemática Aplic

455

1527

33

617

Física Médica-Ribeirão Preto

40

130

33

618

Geologia

50

179

47

619

Informática Biomédica-Ribeirão Preto

40

129

29

620

Informática-São Carlos

40

132

31

621

Licenciatura em Ciências Exatas-São Carlos

50

141

22

622

Licenciatura em Geociências e Educação Ambiental

40

109

22

623

Licenciatura em Matemática/Física

260

608

22

624

Matemática Aplicada-Ribeirão Preto

45

154

22

625

Matemática-São Carlos

95

319

22

626

Oceanografia

40

144

40

627

Química Ambiental

30

94

32

628

Química-Bacharelado - Ribeirão Preto

60

197

37

629

Química-Bacharelado e Licenciatura

60

203

47

630

Química-Licenciatura

30

101

28

631

Química-Licenciatura - Ribeirão Preto

40

125

22

632

Química(Bacharelados)-São Carlos

60

199

39

699

Exatas

250

798

47

Pisa: melhores salários a professores dão mais resultados que turmas menores

O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009, divulgado na semana passada pela OCDE (Organização para a Cooperação Econômica Europeia), chegou à conclusão, depois da análise dos resultados, que sistemas considerados de sucesso gastam muito dinheiro em educação e tendem a priorizar o salário docente à formação de classes menores.

De acordo com a pesquisa, o melhor desempenho dos estudantes está relacionado aos salários mais altos dos professores e não a turmas com menos alunos. Para a OCDE, os sistemas que fazem isso comprovam pesquisas que “afirmam que aumentar a qualidade do professor é uma rota mais efetiva para melhorar os resultados dos estudantes do que criar turmas menores”.

Recursos

Dentro dos países, afirma o Pisa, escolas com melhores recursos geralmente têm desempenho melhor por tenderem a ter mais estudantes “sócio-economicamente favorecidos”. Alguns locais, diz a pesquisa, têm grande relação entre os recursos e o ambiente demográfico e sócio-econômico da região onde as escolas se encontram.

“Se a maioria ou todas as escolas tiverem o mínimo de recursos necessários para permitir um ensino efetivo, recursos materiais adicionais podem fazer mínima diferença nos resultados”, diz o relatório.

E no Brasil?

Para Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, também no Brasil o foco no professor é sempre a variável mais importante. “Mas só o foco no professor não vai surtir os efeitos necessários. Claro que o primeiro passo é esse. Investir em formação continuada. Só que esse passo não vai ser suficiente pra resolver o déficit educacional brasileiro”, afirma.

“O grande caminho agora é incentivar a renda das famílias. Quanto maior a renda, maior a escolaridade”, diz Cara.


site: UOL Educação

domingo, 5 de dezembro de 2010

Mec define data das inscrições do Sisu 2011

Previstas 80 mil vagas em disputa no Sisu 2011

O MEC divulgou a data prevista para o início das inscrições no Sisu 2011 – Sistema de Seleção Unificada (SiSU). A escolhida seria para 20/01/2011, quinta-feira. A previsão é de que sejam oferecidas pelo menos 80 mil vagas em instituições públicas de ensino superior pelo sistema, segundo o MEC.

O número de instituições que usarão o SiSU como vestibular em 2011 não está confirmado. Na última etapa foram 35 instituições. Também não há definição se os estudantes poderão usar a nota do Enem 2009 no SiSU, além da nota do Enem 2010.

Pelo SiSU, o estudante faz até duas opções de curso e instituição, em ordem de preferência, e pode alterá-las até o fim do período de inscrições, quando haverá três chamadas subsequentes.

Quem for aprovado em primeira opção será automaticamente retirado da lista. Já aqueles que forem aprovados em segunda opção poderão continuar tentando uma vaga em uma faculdade que oferecer a primeira opção feita.

Anote então em seu calendário: Dia 20/01/2011 começam as inscrições para o Sisu 2011.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

DICAS PARA PROVAS DISCURSIVAS

Reportagem da UOL vestibulares, vale a pena dar uma lida.

Cinco cuidados para uma boa resposta
Sueli de Britto Salles
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

O que significa escrever bem? Seria essa habilidade avaliada apenas na prova de redação? A grande preocupação de alunos e professores com as provas de redação em concursos e vestibulares faz com que, muitas vezes, crie-se um véu de esquecimento sobre a importância da boa escrita nas questões discursivas. Essa é uma falha grave e precisa ser corrigida.

Assim como nas provas de redação, todos os tipos de questões que precisam de respostas escritas (ou seja, as que não são objetivas, como os testes) avaliam o candidato em suas habilidades de leitura, interpretação e produção de texto. Isso acontece porque não basta que o candidato tenha conhecimento do assunto questionado: a pergunta precisa ser bem compreendida para que a produção da resposta esteja adequada ao que foi solicitado.

A dificuldade na elaboração de respostas discursivas é um problema que acompanha a maioria dos estudantes em todo o período escolar. Para lidar com este problema, observemos algumas de suas possíveis causas.

Resposta excessivamente objetiva

Perguntas orais, normalmente, recebem respostas curtas, diretas. Assim, diante da pergunta: "Qual a capital da Argentina?", comumente se responde apenas: "Buenos Aires". Entretanto, esse excesso de objetividade não é adequado para provas escritas, pois nesse caso a resposta não passará de palavras soltas que, isoladamente, não possuem sentido. A primeira dica importante para responder às questões discursivas de qualquer disciplina, é a visão da resposta como um pequeno texto, que deve possuir sentido completo.

Reprodução

Tema certo, resposta errada

No nervosismo decorrente da prova, o candidato lê a pergunta e, feliz por conhecer o assunto e ansioso por responder logo, passando para a próxima questão, registra seu pensamento de qualquer jeito, sem reler o que escreveu. Resultado: muitas vezes expõe muitos dados ligados ao tema, mas não responde ao que foi perguntado.

Reprodução

Pergunta objetiva, resposta prolixa

Na insegurança de dar uma resposta curta e errar, o candidato opta por escrever tudo que sabe sobre o assunto, inclusive a resposta esperada, mas sem destacá-la. O problema, porém, é que o avaliador não saberá se o candidato realmente sabe a resposta ou está arriscando colocar vários dados para ver se algum preenche o solicitado. Resultado: prejuízo na nota.

Reprodução

Resposta incompleta

Algumas perguntas são divididas em tópicos. Em alguns casos, isso vem marcado claramente (item a, b, c...), mas em outros não, ou seja, durante a redação da pergunta encontram-se várias solicitações. Em ambos os casos, o candidato deve ficar atento para responder a todas essas solicitações, criando um texto com todas as informações necessárias.

Reprodução

Excesso de abstrações em questão dissertativa

As questões dissertativas, normalmente, trazem um tema polêmico, que deve ser analisado de modo crítico, num espaço relativamente longo (cerca de quinze linhas). O problema é que, por ter mais espaço que o normal para responder uma pergunta, o candidato pode cair em divagações abstratas, ou perder-se na hora de organizar o conjunto de informações de que dispõe sobre o tema.

Reprodução

E não se esqueça de revisar os aspectos gramaticais, como ortografia, acentuação, regência, concordâncias e sintaxe, garantindo que todas as frases estejam corretas e bem construídas. Vale a pena gastar um pouco mais de tempo com a elaboração das respostas para garantir o máximo de pontuação em cada uma delas. Uma resposta bem elaborada pode valer muito mais do que duas com notas parciais.
Sueli de Britto Salles é mestra em língua portuguesa, leciona em cursos universitários e participa de bancas corretoras de redações em vestibulares.

FUVEST 2011 anula questão

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, divulgou nesta quarta-feira (1º) a anulação da questão V-57 da primeira fase do processo seletivo 2011, aplicada no último domingo (28).

O enunciado da questão refere-se ao livro "O Cortiço", de Aluísio de Azevedo. Segundo a assessoria de imprensa, a anulação aconteceu em razão de equívoco na formulação da alternativa A, considerada correta pela Banca Examinadora.

Olha a questão ai:


— Não entra a polícia! Não deixa entrar! Aguenta! Aguenta!
— Não entra! Não entra! repercutiu a multidão em coro.
E todo o cortiço ferveu que nem uma panela ao fogo.
— Aguenta! Aguenta!
Aluísio Azevedo, O cortiço, 1890, parte X.
O fragmento acima mostra a resistência dos moradores de um cortiço à entrada de policiais no local. O romance de Aluísio Azevedo
a) representa as transformações urbanas do Rio de Janeiro no período posterior à abolição da
escravidão e o difícil convívio entre ex-escravos, imigrantes e poder público.


b) defende a monarquia recém-derrubada e demonstra a dificuldade da República brasileira de manter a tranquilidade e a harmonia social após as lutas pela consolidação do novo regime.

c) denuncia a falta de policiamento na então capital brasileira e atribui os problemas sociais existentes ao desprezo da elite paulista cafeicultora em relação ao Rio de Janeiro.


d) valoriza as lutas sociais que se travavam nos morros e na periferia da então capital federal e as considera um exemplo para os demais setores explorados da população brasileira.


e) apresenta a imigração como a principal origem dos males sociais por que o país passava, pois os novos empregados assalariados tiraram o trabalho dos escravos e os marginalizaram.

Nos outros cadernos de prova, a mesma questão aparece como K-88, Q-27, X-73 e Z-42. O exame da primeira fase terá, portanto, 89 questões.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Censo 2010 - variação populacional

A site da folha trouxe uma ferramenta que da para verificar a vaariação populacional dos Estados e Municípios brasileiros.

para ver clique aqui

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

G 20 - Entenda o que é a "guerra cambial"

O G20, grupos das vinte maiores economias do mundo, se reúne esta semana, entre os dias 10 e 12 de novembro, em Seul, capital da Coreia do Sul. O principal assunto do encontro será a chamada "guerra cambial". A disputa monetária vem afetando sobretudo países emergentes, como o Brasil.

"Guerra cambial" é um conjunto de medidas econômicas adotada por governos para desvalorizar suas moedas. Os países fazem isso porque, com a moeda nacional "fraca", os produtos para exportação ficam mais baratos no mercado internacional e, assim, ganham competitividade.

Para entender como isso acontece e como prejudica países como o Brasil, vamos primeiro analisar as estratégias dos dois maiores protagonistas da "guerra cambial": os EUA e a China. Não por acaso, são também, atualmente, as duas maiores potências econômicas mundiais.

Os economistas entendem que a disputa se iniciou quando os Estados Unidos colocaram mais dólares em circulação no mercado. Somente no dia 3 de novembro, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), anunciou a "injeção" de US$ 600 bilhões (R$ 1 trilhão) nos mercados até 2011.

É a mesma coisa, por exemplo, se um país tivesse uma safra muito grande de milho numa determinada estação. Com mais milho na praça, o produto seria desvalorizado, isto é, seu preço iria cair nas feiras livres e supermercados. Com a moeda acontece o mesmo. Com mais dólares em circulação, o dinheiro americano se desvaloriza frente às outras moedas, como o real.

O governo americano adotou essa medida porque precisava exportar mais para recompor sua economia, afetada pela crise financeira internacional de 2008. Como o mercado interno não dava conta disso, pois as pessoas estão desempregadas ou poupando mais do que gastando, a solução foi apelar para o mercado externo.

Para isso, é preciso tornar os preços mais competitivos (principalmente em relação aos chineses). Daí as medidas para "enfraquecer" a moeda.

Desse modo, um brasileiro que pagava três vezes mais por um produto americano, em dólar, hoje, com a moeda americana a menos de R$ 2, paga, o mesmo produto, bem mais barato, ou seja, este se torna mais atrativo para o consumidor.

China

Mas o grande vilão da história, dizem os especialistas, é a China. O país desvalorizou primeiro sua moeda, o yuan, por meio do câmbio fixo. Câmbio fixo significa que a cotação da moeda local é controlada pelo Estado. Ou seja, é o governo que determina o quanto vale o dinheiro em relação ao dólar. É o contrário do que acontece na maioria dos países, onde se adota o chamado câmbio livre, que é quando a cotação é definida pelas operações no mercado financeiro.

Soma-se a isso o fato da China ser o maior exportador mundial e está criado um problema e tanto. A reação dos demais países, como os Estados Unidos, foi o que deu início à "guerra cambial".

Recentemente, até o presidente Lula reclamou da "guerra cambial" travada entre a China e os Estados Unidos. E ele não está sozinho nessa queixa. A desvalorização da moeda americana prejudica as economias de outros países, tanto no mercado externo (pois os produtos ficam mais caros e perdem na concorrência com os estrangeiros) quanto no interno, pois as importações ficam mais baratas.

Imagine um empresário brasileiro que vende uma câmera digital por R$ 300 no mercado nacional. Aí chega ao Brasil um produto chinês que custa US$ 90, o que dá pouco mais de R$ 150 - a metade do que custa o mesmo artigo brasileiro. Mesmo que o empresário reduza os custos de produção para tentar tornar seu eletrônico mais competitivo com o chinês, ele não irá conseguir. Sua única opção será demitir funcionários. Fazendo isso, ele cria um "efeito dominó": com mais gente desempregada, cai o consumo e outras empresas também vendem menos.

Para evitar um estrago maior, alguns governos promoveram intervenções cambiais (isto é, na moeda) e fiscais (em tributos). O objetivo é frear a queda do dólar e do yuan. Países emergentes, com economias estáveis e, por isso, atrativas para investidores, ficam mais vulneráveis à "guerra cambial".

O governo brasileiro, entre outras medidas, elevou de 2% para 4% (e depois, para 6%) o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Este imposto é cobrado sobre investimentos estrangeiros em rendas fixas, como títulos do governo. Na prática, o ajuste visa a conter a enxurrada de dólares no país.

Negociações

Porém, a solução definitiva, segundo economistas, depende da manutenção do câmbio livre com algumas medidas de controle por parte dos governos. Isso vai depender de negociações entre os líderes mundiais. A China, por exemplo, teria que valorizar mais a sua moeda.

Para discutir estas propostas, o G20 reúne, em seu quinto encontro, presidentes e ministros da Fazenda do mundo todo. Representando o Brasil, estarão presentes, além de Lula, a presidente eleita, Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda Guido Mantega.

O G20 foi criado em 1999 com o objetivo de propor soluções em conjunto para a economia mundial. O primeiro encontro foi realizado em Berlim, capital da Alemanha. Juntos, os países membros representam 90% do PIB (Produto Interno Bruto) e 80% do comércio globais, assim como dois terços da população mundial.

A Coreia do Sul é o primeiro país asiático e o único que não faz parte do G8 (grupos das oito maiores economias do mundo) a sediar a cúpula. Ao final do evento, a presidência do G20 será passada para a França.

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

terça-feira, 23 de novembro de 2010

ENEM para prejudicados será dia 15/12

Novo Enem para prejudicados por erro em caderno amarelo será em 15/12, uma quarta-feira

(Ministério da Educação) anunciou nesta terça-feira (23) que a nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010 para alunos prejudicados pelos erros no caderno amarelo será no dia 15 de dezembro, uma quarta-feira, às 13h. Até o momento, foram identificados 2.817 estudantes que tiveram problemas (0,1% do total). Eles serão notificados pelo ministério.

Os candidatos que quiserem refazer as provas do primeiro dia (ciências humanas e ciências da natureza) receberão um novo cartão de confirmação e uma declaração de comparecimento para justificar eventual ausência por causa do Enem. As normas de segurança continuam as mesmas: o aluno deverá estar uma hora antes do início do exame no local de prova e deverá levar uma caneta esferográfica preta, o novo cartão e um documento de identidade com foto.

No mesmo dia, já estão marcadas as provas da primeira fase da UFPI (Universidade Federal do Piauí), o segundo dia do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), os exames de aptidão da UFBA (Universidade Federal da Bahia), e da UFSJ (Universidade Federal de São João Del-Rei) e a segunda fase para vagas remanescentes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Problemas na prova

O Enem 2010 foi marcado por uma série de erros na prova: os cabeçalhos das folhas de respostas estavam trocados e havia cadernos amarelos com questões repetidas ou faltantes. Para solucionar o primeiro caso, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) abriu a possibilidade de o estudante solicitar a correção invertida do gabarito, caso fosse necessário. O prazo se encerrou no dia 19 de novembro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Veja locais de prova da primeira fase da Fuvest

22/11/2010 09h40 - Atualizado em 22/11/2010 09h49

Vestibular acontece no domingo, dia 28, em 112 locais.
Candidatos devem responder a 90 questões.

Do G1, em São Paulo

A Fuvest divulgou, nesta segunda-feira (22), a lista dos locais onde será realizada a primeira fase do vestibular 2011. A prova acontece no domingo (28), em 112 locais, sendo 60 na Grande São Paulo, 49 no interior o estado, além de pontos em Curitiba, Brasília e Belo Horizonte. Para saber onde vai fazer o exame, o aluno deve usar o número de inscrição.

Segundo a Fuvest, foram feitas mais de 132 mil inscrições para as 10.752 vagas disputadas.

No domingo, os candidatos terão cinco horas para responder a 90 questões de português, história, geografia, matemática, química, física, biologia, inglês e algumas questões interdisciplinares. Cada questão terá cinco alternativas e apenas uma será correta.

A chegada aos locais de prova deve acontecer até as 12h30. As provas começam às 13h. É permitido levar documento de identidade, caneta azul ou preta, lápis e borracha. É proibido levar equipamentos de telecomunicação.

Mais informações podem ser obtidas no site www.fuvest.br.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

LOCAIS DE PROVA UEM vestibular 2011

A UEM realiza seu vestibular entre os dias 12 e 14 de dezembro.

Locais de prova no menu do candidato. No site da instituição, para acessa-lo clique aqui.

A previsão é que o resultado final seja divulgado no dia 14 de janeiro de 2011.

Concorrência

Medicina é a graduação mais disputada com 143,1 candidatos para cada vaga. Em seguida, aparecem os cursos de arquitetura com 46 c/v, direito (noturno) com 34,4 c/v, direito (matutino) com 29,3 c/v e odontologia com 29 c/v. Confira a relação completa aqui.

No total, a instituição recebeu 18.591 inscrições para 2.216 vagas. A concorrência geral é de 10,4 c/v. No sistema de cotas a relação é de 9,1 candidatos para cada vaga. O processo anterior havia registrado 15.111 inscrições.

Dicas para Prova da Unicamp 2010

É importante ter consciência de que, para escrever sobre determinado tema, é preciso primeiramente conhecê-lo. É extremamente difícil elaborar um texto sobre um assunto do qual se tenha pouco conhecimento.

Para desenvolver de forma efetiva a capacidade de produzir textos escritos, torna-se imprescindível a leitura sistemática dos mais diversos materiais sobre o tema a ser abordado.

No momento da elaboração propriamente dita, a anotação em um rascunho de todas as ideias que forem surgindo constitui um recurso fundamental. Nessa etapa do processo de escrita não deve haver nenhum tipo de preocupação quanto à sequência ou organização dessas ideias.

Essa etapa funciona como uma espécie de brainstorming ou "tempestade cerebral". Esse procedimento permite avaliar o grau de conhecimento sobre o tema.

Selecionando as ideias

É preciso, a seguir, analisar com atenção todas as ideias levantadas aleatoriamente e eliminar aquelas que não parecerem apropriadas ao texto a ser elaborado.

A partir daí, devem-se organizar as ideias consideradas relevantes de maneira coerente, em parágrafos articulados entre si. É necessário concatenar o exposto no parágrafo anterior com o parágrafo subsequente, por meio de organizadores ou conectores textuais, como as conjunções e os advérbios, buscando a construção do sentido do texto.

O desenvolvimento das ideias deve seguir a articulação lógica entre as três partes fundamentais do texto, que no caso da dissertação correspondem à introdução, ao desenvolvimento e à conclusão.

A coerência

Até esse ponto, realiza-se somente um esboço da redação, já que o texto não está concluído. Daqui em diante, é necessário verificar se as ideias levantadas se encontram concatenadas, isto é, se estão encadeadas de forma lógica e coerente, tomando-se o cuidado de se eliminar qualquer tipo de contradição.

É importante examinar, ainda, as palavras e expressões selecionadas para a elaboração do texto, observando a necessidade de trocar aquelas consideradas inadequadas, impróprias ou pouco expressivas, com o objetivo de se atingir a tão necessária propriedade vocabular.

Esse trabalho de adequação do vocabulário deve obrigatoriamente suceder a etapa de articulação das ideias abordadas, uma vez que de nada adianta trocar termos e expressões impróprias em caso de ainda ser necessário mexer na estrutura do texto ou mesmo reescrevê-lo.

Há que se ressaltar, também, o fato de que antes de se finalizar a elaboração do texto e passá-lo a limpo, é preciso fazer uma revisão gramatical, verificando a ortografia, a acentuação gráfica e a sintaxe.

Por fim, ainda que às vezes a nota de uma redação não chegue a ficar comprometida pela ausência do título, é importante não esquecê-lo, pois esse elemento aparentemente secundário do texto geralmente contribui para uma melhor compreensão do direcionamento adotado na exploração do tema.


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desde 2006, bloco abrange da Patagônia ao Caribe

Em 2006, as fronteiras do Mercosul (Mercado Comum do Sul) foram redesenhadas e abertas ao Caribe. Com a entrada da Venezuela o bloco passou a ter um território de 12,7 milhões de km², 250 milhões de habitantes e PIB aproximado de US$ 1 trilhão.

Há muita controvérsia quanto à consolidação e à ampliação do bloco original e a sua extensão por todo o continente sul-americano, da Patagônia, no extremo sul, ao Caribe, na extremidade oposta. Para compreendê-los, é importante relembrar brevemente a história desse bloco econômico.

Tratado de Assunção

Em 1991, o Tratado de Assunção, assinado pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai definiu os objetivos do Mercosul: um bloco econômico nos moldes de uma União Aduaneira, através da eliminação progressiva das tarifas alfandegárias entre os países-membros e da adoção de uma tarifa externa comum (TEC) para a comercialização com os outros países não pertencentes ao bloco.

Até 1995, o Mercosul funcionou apenas como uma Zona de Livre Comércio. A partir desse ano foi oficializada a constituição da União Aduaneira. Quatro anos mais tarde, surgiram graves divergências entre Brasil e Argentina, os mais importantes membros do grupo. A crise econômica, sobretudo na Argentina, levou-a a suspender algumas tarifas externas comuns. Conseqüentemente, ocorreu uma sensível queda das relações comerciais dentro do bloco.

Conflitos de interesses

Em 2006, a Argentina manifestou-se contra a implantação de fábricas de pasta de celulose no Uruguai, próximas ao seu território. O argumento do governo argentino é que essas fábricas comprometerão a qualidade das águas do rio Uruguai, divisa natural entre os dois países.

O Uruguai, nesse mesmo ano, sinalizou um possível rompimento com o Mercosul e cogitou estabelecer com os Estados Unidos um Tratado de Livre Comércio (TLC). Isto o colocaria, de fato, fora do Mercosul. O governo uruguaio denunciou as desvantagens comerciais que o país tem acumulado nas relações com Brasil e Argentina e aventou a possibilidade de firmar acordos bilaterais mais rentáveis com outros países.

Apesar da ameaça, o rompimento não foi efetivado. Os uruguaios assinaram com os norte-americanos apenas um acordo de intenções TPPI (Tratado de Promoção e Proteção de Investimentos) que poderá aumentar as exportações uruguaias para os Estados Unidos. Como não se trata de um acordo bilateral de livre comércio, não precisará desvincular-se do Mercosul.

Para evitar que isso ocorra, o governo brasileiro tem manifestado a intenção de discutir um programa de cooperação capaz de incrementar as importações de produtos uruguaios, estimular investimentos brasileiros e outras medidas que possam diminuir as assimetrias existentes nas relações entre o Uruguai e o Mercosul. Medidas semelhantes já têm sido discutidas para a promoção de intercâmbio econômico favorável ao Paraguai.

Expansão do Mercado: outros países como membros

Em 1996, um ano após a criação da União Aduaneira, a Bolívia e o Chile foram incorporados na condição de Estados Associados. Um Estado Associado é beneficiado com a possibilidade de maior intercâmbio comercial com os países do bloco, com reduções de barreiras tarifárias e não-tarifárias. Mas não participam das decisões econômicas, políticas ou institucionais.

Desde 2004, a Venezuela, a Colômbia, o Equador e o Peru passaram, também, à condição de Estados Associados.

A passagem da Venezuela da categoria de Estado Associado a membro pleno do Mercosul, em 2006, não foi consensual entre analistas, empresários e políticos. Opiniões contrárias à assimilação desse país alertam que o momento é o de fortalecer o Mercosul, eliminar as divergências entre os integrantes originais e não acelerar a sua expansão.

Outros, afirmam que a presença venezuelana, sob a liderança de Hugo Chávez, levará à criação de maiores entraves nas negociações comerciais com os Estados Unidos e com a União Européia e enfraquecerá a influência do Brasil e da Argentina. São suposições muito subjetivas. Apesar do discurso antiimperialista de Chávez e das agressões verbais ao governo de Washington, os Estados Unidos são o maior comprador do petróleo venezuelano.

Vantagens da Venezuela no Mercosul

O fato é que a entrada da Venezuela incrementará o comércio regional. O país possui 30 milhões de habitantes, tem reservas substanciais de gás e é o quinto produtor de petróleo do mundo. Os petrodólares acumulados nos últimos anos têm estimulado investimentos externos do país que podem ser dirigidos ao Mercosul.

Já em 2005, a PDVSA (Petróleo da Venezuela S.A.) associou-se à Petrobras para a construção de uma refinaria de petróleo em Suape, Pernambuco, a Refinaria Abreu e Lima. No mesmo ano formulou um projeto, em associação com o Brasil e a Argentina, de construção do Gasoduto do Sul com cerca de 8 mil quilômetros de extensão e custo aproximado de US$ 20 bilhões. Caso se concretize, transportará o gás venezuelano aos países do Mercosul e se conectará com o Gasbol (Gasoduto Bolíva-Brasil).

As relações comerciais do Brasil com a Venezuela têm sido favoráveis nos últimos anos e poderão ser ampliadas com a abertura progressiva do mercado venezuelano aos produtos e investimentos brasileiros. O novo integrante tem prazo até 2014 para abolir todas as suas barreiras alfandegárias. Aos argumentos favoráveis à ampliação do Mercosul, agrega-se a modificação do contexto geopolítico do bloco. Centrado, desde a sua criação, no Cone Sul do continente, agora se estende da Patagônia ao Caribe.

*Cláudio Mendonça é professor do Colégio Stockler e autor de "Geografia Geral e do Brasil" (Ensino Médio) e "Território e Sociedade no Mundo Globalizado" (Ensino Médio).

sábado, 6 de novembro de 2010

BOA PROVA A TODOS!!!

Hoje começa o ENEM. Confiança no que estudou, agora é só por em prática.

Um boa sorte especial para os meus alunos do Opção de São Carlos e do Gênesis de Sta Bárbara D Oeste.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Brasil avança no IDH, mas tem a média do Zimbábue na educação

O país precisa quase dobrar o tempo de permanência da população dentro das salas de aula. Os brasileiros estudam, em média, apenas 7 anos. O ideal, sugerido pela ONU, é elevar a escolaridade para 13 anos.

O Brasil avançou, subiu quatro pontos no Índice de Desenvolvimento Humano, que mede a qualidade de vida da ONU. Mas, na educação, o nosso número ainda é de dar vergonha. O Brasil tem hoje a mesma média que o Zimbábue, o país com o pior desempenho do mundo.

Foram anos de dilema entre estudo e trabalho. À época da escola, a aposentada Geralda de Oliveira concluiu o quarto ano primário. Ainda jovem, ela foi atrás de um emprego para ajudar na renda da família. Trabalhou como empregada doméstica, operadora de caixa, e só conseguiu terminar o científico aos 34 anos de idade.

Agora aos 60, está determinada a investir em conhecimento e vai fazer uma faculdade.

“Eu ainda tenho um desejo, porque eu gostaria de ler e entender bem, fazer uma boa redação. Às vezes, eu ainda encontro alguma dificuldade, porque não tive estudo normal. Mas eu vou chegar lá”, aposta Geralda.

O pouco tempo do brasileiro na escola aparece no Índice de Desenvolvimento Humano, que mede a qualidade de vida dos países. O IDH é uma nota que varia de zero a um. Este ano, o índice no país ficou em 0,699.

O relatório traz um novo indicador de pobreza. Agora, ser pobre não significa apenas ter pouca renda, mas também não ter saúde e principalmente educação. E mais... O documento aponta que não basta matricular crianças e jovens na escola, os alunos têm que estar na série adequada.

“Eu acho que a gente pode e deve investir no Ensino Fundamental, no Ensino Médio. Cada faixa-etária tem o seu objetivo e interesse. Cabe a nós, professores e educadores, investir em todos os segmentos para obtermos uma qualidade de ensino digna de um Brasil maior”, destaca a especialista em educação Míriam Paúra.

De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano, o Brasil precisa quase dobrar o tempo de permanência da população dentro das salas de aula. Os brasileiros estudam, em média, apenas 7 anos. O ideal, sugerido pela ONU para o nosso país, é elevar a escolaridade para 13 anos.

Zimbábue, o último do ranking, a média de escolaridade é de 7 anos. E o ideal pela ONU seria de 9 anos. Na Noruega que ocupa o primeiro lugar, a média de anos de escolaridade é de 12. Mas o recomendado é de 17 anos.

“A ambição de ter um sistema educacional melhor e mais justo fica mais evidente do que era antes. Antigamente, nós tínhamos apenas taxa de matrícula e alfabetização. Hoje, nós temos um modelo dentro do qual nós estamos esperando que as pessoas estudem mais e estudem mais com uma qualidade melhor. É isso que está sendo refletido no novo IDH”, aponta Flávio Comim, do programa das Nações Unidas para o desenvolvimento/PNUD.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/11/brasil-avanca-no-idh-mas-tem-media-do-zimbabue-na-educacao.html

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Entenda o conflito na Chechênia

Este saiu no terra em 2004. Mas vale a pena ler

Há quanto tempo dura o conflito na Chechênia?

A Chechênia declarou independência da Rússia em 1991, mas o ex-presidente russo Boris Yeltsin esperou até 1994 para enviar tropas à região, para restaurar a autoridade de Moscou. A primeira guerra da Chechênia terminou com uma humilhante derrota para as forças russas em 1996.

Em 1º de outubro de 1999, o então primeiro-ministro russo (e depois presidente) Vladimir Putin deu início a uma nova ofensiva, uma "operação antiterrorista" parcialmente desencadeada por uma onda de atentados contra apartamentos em Moscou e em outras partes da Rússia. Putin atribuiu os ataques a rebeldes chechenos.

Ainda no início de 1999, forças chechenas tentaram estabelecer um Estado islâmico na república autônoma russa do Daguestão, que faz fronteira com a Chechênia.

O que querem os chechenos?
A população média busca paz e tranqüilidade. Os combatentes rebeldes querem independência ou, pelo menos, um governo autônomo, que eles quase obtiveram após 1996.

Assim que as forças militares deixaram o país, em 1997, os chechenos elegeram o seu próprio presidente - Aslan Maskhadov, um ex-oficial da artilharia soviética que havia sido o principal comandante militar dos rebeldes chechenos.

A decisão sobre o status político da Chechênia foi adiada por cinco anos, após um acordo de paz ter sido negociado pelo governo checheno com Moscou. Mas, durante o período de paz, Maskhadov foi incapaz de controlar seus comandantes mais radicais e a república rebelde mergulhou na anarquia, tornando-se uma das "capitais mundiais" no ato de tomar reféns.

No que se transformou a política de Putin?
Em outubro de 2003, o líder checheno pró-Moscou Akhmad Kadyrov foi eleito presidente, após a realização de um controvertido referendo em março daquele ano. Os principais rivais de Kadyrov se retiraram da disputa antes da eleição.

O referendo aprovou uma nova Constituição que dava à Chechênia maior autonomia, mas estipulava que a república continuaria integrando a Rússia. A eleição presidencial e o referendo puderam ser realizadas apesar da crescente violência e da presença de milhares de soldados russos na Chechênia.

Se o presidente Putin imaginou que um líder pró-Moscou poderia resolver o problema, o líder russo subestimou a determinação e a brutalidade dos rebeldes chechenos.

Kadyrov já havia escapado de uma série de tentativas de assassinato até ter sido morto na capital chechena, Grozni, em um mega-atentado a bomba num estádio de futebol, realizado em maio deste ano. E os rebeldes seguiram atacando outros alvos na Rússia.

Diversos atentados suicidas a bomba contra alvos russos têm sido realizados desde o cerco de um teatro de Moscou em 2002, quando militantes chechenos tomaram centenas de reféns.

Um ataque atribuído aos separatistas chechenos em fevereiro e realizado no metrô moscovita matou dezenas de pessoas. Continuam acontecendo ataques diários contra tropas russas na Chechênia e civis chechenos seguem desaparecendo em decorrência das operações de segurança das forças russas.

Existem perspectivas para a paz?
Não. O plano da Rússia de normalização da região está desordenado, após a morte de Kadyrov.

Novas eleições presidenciais serão realizadas na Chechênia no dia 29 de agosto. O ministro do Interior checheno, Alu Alkhanov, deve ser o provável vencedor. Mas críticos e observadores internacionais afirmam que eleições limpas são impossíveis, já que a violência continua a atingir a sofrida república.

Diferentemente de seu predecessor, Alkhanov não conta com uma forte base de apoio. Os rebeldes não deram qualquer sinal de que pretendem interromper seus ataques esporádicos, mas destrutivos - que agora vêm se intensificando através de atentados suicidas.

Autoridades russas disseram que 250 rebeldes, disfarçados de policiais, lançaram um ataque coordenado em Grozni, no dia 21 de agosto, pouco antes de uma visita do presidente Putin.

Moscou não está disposta a realizar negociações de paz com os rebeldes e desde os atentados de 11 de setembro de 2001 tem havido pouca pressão internacional por uma solução negociada por um conflito.

Os rebeldes têm ligações com a Al-Qaeda?
Parece provável. Sabe-se que há anos voluntários islâmicos viajaram para a Chechênia para se aliar à luta pela independência. Segundo relatos, eles aderiram aos rebeldes após terem feito treinamentos em campos do Afeganistão e do Paquistão.

Em outubro de 2002, um dos suspeitos de realizar de realizar os atentados de 11 de setembro disse a um tribunal alemão que o suposto líder dos seqüestradores dos aviões, Mohammed Atta, pretendia combater na Chechênia.

Um dos principais militantes que combateu no conflito foi um árabe conhecido como Khattab - um veterano da guerra do Afeganistão contra a então União Soviética. Khattab teria supostamente mantido ligações telefônicas com Osama Bin Laden.

Telefonemas interceptados também fizeram com que autoridades americanas alegassem que combatentes chechenos estabelecidos na Geórgia, perto da fronteira com a Chechênia, estavam em contato com a Al-Qaeda.

fonte site Terra

AFFF correria!!!

O blog tem estado devagar... mas prometo a partir de amanhã voltar com força total.

E que venha o ENEM

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Reunificação da Alemanha

Vinte anos depois, diferenças ainda dividem o país

José Renato Salatiel*

Durante quase três décadas,a Alemanha viveu uma condição tão surreal que parecia digna de roteiro dos filmes alemães dos anos 1920, como O Gabinete do Dr. Caligari ou Nosferatu. Após os nazistas perderem a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), o país foi dividido em dois, com nomes, bandeiras, moedas, hinos, tudo diferente.


E, pior, quem estava de um lado da fronteira não podia atravessar para o outro para rever os parentes ou amigos. Os alemães do lado Leste, o "primo pobre", eram impedidos de sair por um muro de 155 km de extensão que cortava a capital, Berlim, ao meio.

O lado Oeste, rico e democrático, recuperou-se do fim da guerra, mas no outro, a situação ficou bem diferente. Faltavam artigos de primeira necessidade e o povo era oprimido por uma das polícias secretas mais eficientes do mundo, a Stasi.

A queda do Muro de Berlim (construído em 1961 e derrubado em novembro de 1989) foi um dos maiores eventos do século 20. Em uma noite, os alemães derrubaram o muro que cindia o país em dois, dando fim à Guerra Fria e início à queda dos regimes comunistas no Leste Europeu e ao mundo globalizado.

Onze meses depois, em 3 de outubro de 1990, ocorreu a reunificação da Alemanha, por meio de acordos. Nesta data, a antiga República Democrática Alemã (RDA), ou Alemanha Oriental, foi dissolvida e o território anexado à República Federal da Alemanha (RFA), ou Alemanha Ocidental, pondo fim à divisão do país.

Nascia, ali, a maior potência econômica da Europa, que, apesar disso, ainda luta para se reconciliar com o passado. Após 20 anos, a Alemanha permanece dividida econômica, social e politicamente. O Leste, da antiga RDA, continua defasado em relação ao Oeste, o que mostra que o processo de reunificação ainda não terminou.

Império Alemão

A Alemanha não existia antes de 1871. Após a derrota do imperador francês Napoleão Bonaparte , em 1815, o antigo Sacro Império Romano-Germânico foi dividido pelo Congresso de Viena em 39 Estados soberanos.

Em comum, esses povos compartilhavam a mesma raiz cultural e língua alemã, além da economia predominantemente agrária e política feudal. Os reinos dominantes eram a Prússia, governada pelos Hohenzollern, e a Áustria, dos Habsburgos.

A primeira tentativa de unificação dos reinos aconteceu em 1848. Neste ano, ocorreram revoltas populares por toda a Europa contra as monarquias absolutistas. Contudo, os monarcas da Prússia e da Áustria conseguiram se manter por mais tempo no poder, adiando a unificação.

Nos anos seguintes, foi o próprio governo da Prússia, mais desenvolvida e industrializada que a Áustria, que liderou o movimento de unificação. Para isso, foi fundamental o apoio de setores da burguesia.

Quando o rei Guilherme 1º assumiu o trono, em 1862, ele nomeou o primeiro-ministro Otto von Bismarck para iniciar o processo. Mas foram necessárias três guerras contra a Dinamarca, Áustria e França, ao fim das quais, em janeiro de 1871, Guilherme I foi coroado primeiro kaiser (imperador) do Império alemão (1871-1918).

O império unificou a Alemanha em um Estado moderno, como exceção da Áustria. Seguiu-se um período de expansão colonialista e crescimento econômico, que terminou com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Derrotada na guerra, a Alemanha sofreu uma revolução que depôs o imperador Guilherme II e proclamou a República de Weimar (1919-1933).

Porém, a situação do país era precária no pós-guerra, principalmente pelas condições impostas pelo Tratado de Versalhes. O ambiente, por outro lado, era propício para inflamar o sentimento nacionalista dos alemães, e, assim, levar ao poder o pa rtido nazista de Adolf Hitler , que desencadearia a Segunda Guerra Mundial.

Muro de Berlim

O fim da segunda guerra, mais uma vez, deixou a Ale manha derrotada e em ruínas. Em 1949, a nação foi dividida em duas áreas de regimes políticos e econômicos diferentes. O lado ocidental era controlado pelos Aliados, enquanto o lado oriental ficou com a antiga União Soviética. Berlim, a capital, também tinha seu lado ocidental e oriental.


Logo as divergências sociais entre as duas Alemanhas se tornaram evidentes. O Oeste capitalista progredia, ao passo que no Leste havia escassez de produtos e liberdade. Por isso, eram constantes as fugas de alemães para a parte ocidental.

Para conter as fugas foi construído, em 13 de agosto de 1961, um muro dividindo o país, transformando a RDA numa prisão para 17 milhões de alemães.

Já ao final dos anos 1980, a situação dos regimes comunistas era insustentável no Leste Europeu. Prevendo isso, o líder soviético Mikhail Gorbatchev (1985-1991) iniciou duas reformas, uma política (a glasnost), e outra econômica (a perestroika). As duas juntas levaram à dissolução da União Soviética em 1991.

Sem o apoio militar dos soviéticos para conter as revoluções, os governos comunistas na Europa começaram a cair um por um. Primeiro a Polônia, por meio de eleições gerais em 1988. No ano seguinte foi a vez da Hungria, com uma abertura promovida pelo próprio governo.

Com as fronteiras sendo abertas aos poucos, ficou impossível para a Alemanha Oriental sustentar o muro por mais tempo. Os protestos cresciam por todo país, até que, finalmente na noite de 9 de novembro de 1989, o muro veio abaixo.

Dissolução

No ano seguinte, em 18 de março, foram realizadas as primeiras eleições livres na RDA, com o tema da reunificação dominando os debates. A essa altura, o país já se esfacelava, o que obrigou o governo a fazer uma equiparação monetária, tornando o marco a moeda oficial também no Leste.

Foram assinados dois tratados antes da reunificação: um entre as Alemanhas e outro com as potências estrangeiras de ocupação, o Tratado "2 + 4", que devolvia ao país sua soberania. Em 3 de outubro de 1990, após votação na Câmara Popular, o governo da RDA reconheceu a dissolução do país e sua integração à República Federal da Alemanha.

Depois das comemorações, os alemães começaram a enfrentar as dificuldades. Era preciso integrar a população do lado oriental, que, sem qualificação, não conseguia emprego ou bons salários. Outro problema foi a ascensão de grupos neonazistas.

Hoje, o lado Leste ainda é mais pobre que o Oeste. De acordo com o governo, a renda anual per capta dos alemães da antiga RDA é quase 5 mil euros (R$ 11.550) menor. As taxas de desemprego também são maiores e os indicadores sociais, piores no antigo lado comunista. E mesmo a representação política no Leste, que possui um quinto da população, é menos expressiva. A sensação é de que a reunificação ainda não se completou.
RESUMÂO
Há 20 anos, em 3 de outubro de 1990, ocorreu a reunificação da Alemanha. Nesta data, a antiga República Democrática Alemã (RDA), ou Alemanha Oriental, foi dissolvida, e o território anexado à República Federal da Alemanha (RFA), ou Alemanha Ocidental, pondo fim à divisão do país.

Foram quase três décadas com o país dividido. O lado Oeste, sob controle dos Aliados, era rico e democrático, enquanto no Leste, dos comunistas, havia escassez de produtos básicos e vigilância pela polícia secreta. Para impedir a fuga de alemães para o lado Ocidental, foi construído o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961.

No final dos anos 1980, o líder soviético Mikhail Gorbatchev (1985-1991) iniciou reformas políticas e econômicas que levariam ao fim da União Soviética em 1991. Com a abertura do regime, o muro foi derrubado na noite de 9 de novembro de 1989. Em seguida, os alemães começaram a negociar a reunificação do país.

Passados 20 anos da reunificação, a Alemanha permanece dividida econômica, social e politicamente. O Leste, da antiga RDA, continua defasado em relação ao Oeste, o que mostra que o processo de reunificação ainda não terminou.

domingo, 24 de outubro de 2010

Unesp divulga locais de prova da primeira fase do vestibular 2011

Da Redação
Em São Paulo site UOL

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) divulgou nesta sexta-feira (22) os locais de prova da primeira fase do vestibular 2011. O candidato pode fazer a consulta na internet ou pelo Disque Vunesp (11) 3874-6300, em dias úteis, das 8h às 20h.

Os locais de prova da segunda fase poderão ser conferidos a partir de 03 de dezembro.

Os exames da etapa inicial serão aplicados em 14 de novembro, das 14h às 18h30. A prova é composta por 90 questões objetivas. A segunda fase será realizada em 19 e 20 de dezembro, a partir das 14h, com 36 questões discursivas e uma redação em gênero dissertativo. Cada prova terá duração de 4h30.

Os candidatos aos cursos de arquitetura e urbanismo (Bauru), arte-teatro, artes visuais, design, educação artística, educação musical e música deverão realizar provas de habilidades específicas. As datas, horários e locais de prova poderão ser consultados a partir do dia 3 de dezembro.

O resultado está previsto para 3 fevereiro de 2010.

Concorrência

Medicina é o curso mais concorrido do vestibular 2011 da Unesp, com 128,9 candidatos por vaga. Em seguida aparecem as seguintes graduações: direito com 50,2 c/v, arquitetura e urbanismo com 40 c/v, engenharia civil com 35,2 c/v e engenharia de produção mecânica com 33,9 c/v.

Confira a relação candidato/vaga da UNESP 2011 aqui

A maior procura ocorre nas carreiras de biológicas, com média de 16,5 c/v. Exatas aparece a seguir, com 12,2 c/v e humanidades têm média de 9,7 c/v.

No total, a instituição recebeu 80.319 inscrições. Houve um aumento de 5% em relação ao vestibular realizado no final do ano passado, quando foram recebidas 76.518 inscrições.

Outras informações podem ser obtidas no manual do candidato ou pelo site da Vunesp

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dica Cultural

Danilo Gentili - politicamente incorreto

Nesse show o Danilo Gentili fala só de política.

Vale a pena http://danilogentili.zip.net/

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Unesp registra aumento de 5% no número de candidatos para vestibular 2011

Da Redação site UOL notícias
Em São Paulo

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) aumentou em 5% o total de candidatos ao vestibular 2011, com 80.319 inscritos, em comparação aos 76.518 participantes do processo seletivo anterior, realizado no final de 2009.

O acréscimo de 3.801 candidatos é quase igual ao aumento no total de inscritos pelo convênio com a Secretaria da Educação e o Centro Paula Souza (este foi incluído a partir deste exame), com 22.454 candidatos neste ano, 3.445 a mais que no exame anterior, quando só participavam alunos da Secretaria.

A relação candidato/vaga será divulgada em breve. No ano passado, as carreiras mais procuradas foram medicina (129,2 candidatos por vaga),direito (55,5), arquitetura e urbanismo (36,7) e engenharia de produção mecânica (31,6).

A convocação para a primeira fase estará disponível para consulta nos sites da Unesp e da Fundação Vunesp, organizadora da seleção, a partir de 22 de outubro.

A prova está marcada para 14 de novembro, em 30 cidades paulistas e em quatro capitais (outros Estados e Distrito federal). O resultado da primeira fase também será publicado nos sites da Unesp e da Vunesp, em 3 de dezembro. A segunda fase será aplicada nos dias 19 e 20 de dezembro.

O calendário completo e as informações sobre os exames podem ser consultadas no manual do candidato, disponível nos sites de Unesp e Vunesp.

Mais informações:
Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (dias úteis, das 8 às 20 horas)


Pré-Sal - Exploração Comercial vai começar

18/10/2010 - 16h41 site UOL Economia

Petrobras inicia até o fim do mês exploração comercial do petróleo do pré-sal

Vinicius Konchinski
Agência Brasil

A Petrobras inicia no fim deste mês a exploração comercial do petróleo da camada pré-sal. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou nesta segunda-feira (18) que as operações comerciais no Campo de Tupi devem começar entre os dias 27 e 28.

O anúncio foi feito após a inauguração de novas unidades da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos (SP). A cerimônia contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Gabrielli, a exploração experimental de Tupi começou em maio. Atualmente, são extraídos do campo cerca de 14 mil barris de petróleo por dia. Com o início da exploração comercial, a extração pode chegar a 100 mil barris por dia. “Claro que isso não será obtido logo no início, mas é a capacidade”, disse Gabrielli.

O presidente da Petrobras também falou sobre a queda no preço das ações da companhia verificada nos últimos meses. Segundo ele, o motivo foi a taxação dos investimentos estrangeiros imposta pelo governo para conter a desvalorização do dólar e não por desconfiança dos investidores no processo de capitalização da estatal.

"As ações caíram essencialmente no momento em que grandes investidores quiseram usar uma brecha da mudança do IOF [Imposto Sobre Operações Financeiras]", justificou. "Quando aumentou o imposto, existia a possibilidade de você vender os investimentos em ações, transformá-los em reais e comprar títulos de renda fixa. No momento em que isso foi alterado, as ações voltaram se recuperar."

sábado, 16 de outubro de 2010

China poderá reduzir meta de crescimento

“Inclusão”, “sustentabilidade” e “reestruturação industrial” deverão ser algumas das novas palavras de ordem que vão orientar as políticas do governo chinês para os próximos cinco anos, período no qual Pequim deverá buscar mais “qualidade” e menos “quantidade” em seu crescimento econômico.

O Plano Quinquenal para o período 2011- 2015 começou a ser discutido ontem na reunião anual do Comitê Central do Partido Comunista, que termina na segunda-feira. O documento dará as linhas gerais para a atuação do governo nesse período, com estabelecimento de prioridades e definição de metas específicas.

A mudança de tom poderá ser dada pela redução do crescimento projetado para o período, que sempre ficou abaixo do efetivamente alcançado. O plano em vigor prevê expansão anual de 7,5%, mas a partir de 2006 os índices foram de 11,6%, 13%, 9,6% e 9,1% _no primeiro semestre de 2010, ele ficou em 11,1%. A possibilidade de diminuição da meta de crescimento foi mencionada ontem pela agência oficial de notícias Xinhua. A economista-chefe do banco UBS na China, Wang Tao, espera que o documento reduza a estimativa de expansão anual de 7,5% para 7,0%, mas ressalta que o índice funciona mais como um piso do que como índice a ser perseguido pelo governo.

O novo plano repetirá o objetivo de reestruturação da economia chinesa, com o aumento do consumo doméstico e redução da dependência de investimentos e exportações. Apesar de essa questão ser discutida pelo menos desde 2004 e fazer parte do plano para 2006-2010, não houve avanços no padrão de crescimento chinês. Pelo contrário. A contribuição do consumo na formação do PIB diminuiu ano a ano a partir de 2000, enquanto a dos investimentos aumentou.

Para mudar esse modelo, o governo deverá adotar uma política mais agressiva de aumento da renda das famílias, que começou a ser colocada em prática nesse ano com a elevação do salário mínimo e da remuneração de trabalhadores em inúmeras fábricas ao redor do país. O aumento da renda deverá ser acompanhado de medidas para sua melhor distribuição e de programas de construção de casas populares, fortalecimento da precária rede de proteção social e desenvolvimento das regiões centro e oeste, que são as mais pobres do país.

“O crescimento econômico nas últimas três décadas foi obtido ao custo de consumo excessivo de energia e distribuição desigual de renda”, disse o cientista político da Academia Chinesa de Ciências Sociais Liu Shangying, em entrevista sobre o novo plano ao jornal oficial China Daily. “Se não for resolvido, o problema da disparidade de renda levará à desordem social”, ressaltou.

Wang Tao espera que o documento repita a meta de redução de 20% no consumo da energia necessária para produção de cada dólar do PIB, conceito chamado de “intensidade energética”. O princípio foi adotado pela primeira vez no plano de 2006-2010, mas parece pouco provável que o percentual de 20% será alcançado, apesar de a meta estar entre as que são “obrigatórias”. Até o fim de 2009, a China havia conseguido reduzir sua intensidade energética em 15,6%. Mas no primeiro semestre de 2010, o consumo por unidade do PIB aumentou 0,9% em vez de diminuir, o que levou o governo a determinar o fechamento de 2.000 fábricas em agosto, em uma tentativa de cumprir a meta energética.

Wang espera que a promoção de “novas indústrias” esteja no centro da estratégia econômica do novo plano, o que é coerente com o objetivo mais amplo de Pequim de reestruturar a economia e aumentar a “qualidade” do crescimento. Sem citar a fonte da informação, o jornal de Hong Kong South China Morning Post disse que o documento vai destinar 4 trilhões de yuans a investimentos nas regiões centro e oeste e no desenvolvimento de novos setores. O valor equivale hoje a US$ 600 bilhões e é idêntico ao pacote de estímulo adotado por Pequim em 2008 para combater os efeitos da crise econômica mundial.

A maior parte das indústrias que serão beneficiadas já foi definida pelo Conselho de Estado em setembro: conservação de energia e tecnologias ambientais, nova geração de tecnologia da informação, máquinas e equipamentos avançados, novas energias, novos materiais e carros elétricos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Pré-sal

A camada pré-sal (que pode ter até 2 mil metros de espessura) é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural. No Brasil, pelas informações conseguidas até o início do século 21, está localizada na região litorânea entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, cerca de 5 a 7 mil metros abaixo do nível do mar.

Mas como foi o lento processo que deu origem às bacias de petróleo no pré-sal?

A formação das reservas petrolíferas sob a camada de sal começou com o acúmulo de matéria orgânica no fundo de lagos de Gondwana, o supercontinente do sul que incluía terras da América do Sul, África, Índia, Austrália e Antártida, e que existiu há mais de 130 milhões de anos.

Naquela época, com o início da fragmentação do continente Gondwana, formaram-se os lagos que, graças aos rios que neles desembocavam, recebiam grande quantidade de matéria orgânica animal e vegetal. Esses lagos eram profundos, possuíam baixo índice de oxigênio, e os sedimentos se acumularam sob as águas por aproximadamente 15 milhões de anos.

A separação entre a América do Sul e a África prosseguiu e, há 115 milhões de anos, com a entrada de água salgada, formaram-se pequenos mares. Estima-se que o clima, na época, era quente e árido, favorecendo a evaporação e a deposição de sal no piso dos golfos marítimos, ou seja, pequenas regiões do oceano. Essa deposição ocorreu por aproximadamente 5 milhões de anos e a camada orgânica existente acabou ficando presa abaixo do sal.

Há 110 milhões de anos os continentes se afastaram ainda mais. Formou-se um mar raso entre eles, com deposição de carbonato de cálcio que se seguiu por cerca de 10 milhões de anos. Da separação entre as placas tectônicas emergiu o magma, que acabou formando o solo submarino por cima da camada de sal e do material orgânico preso embaixo dessa camada.

Com a formação do oceano Atlântico, há cerca de 100 milhões de anos, ocorreu a sedimentação do solo oceânico. Os detritos dos antigos lagos foram ficando cada vez mais profundos, ocorrendo, então, aumento da temperatura. Isso acabou transformando a matéria orgânica aprisionada sob o sal em petróleo e gás natural.

Atualmente a camada de sal é impermeável, mas, através de fissuras que se formam entre elas, escapam quantidades de petróleo e gás que acabam alojadas no pós-sal (como as jazidas da Bacia de Campos).

Investimentos para exploração são altíssimos

No Brasil, a Petrobras sabe da existência da camada de pré-sal e a explora desde os anos 1960, mas em pontos pouco profundos. Só as tecnologias desenvolvidas entre o final do século 20 e início do 21 permitiram atingir o pré-sal, 7 km abaixo do piso oceânico.

Os técnicos da Petrobras ainda não conseguem estimar a quantidade total de petróleo e gás natural contidos na camada pré-sal. No Campo de Tupi, por exemplo, a estimativa é de que as reservas são de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo.

Se forem confirmadas as estimativas da quantidade de petróleo da camada pré-sal brasileira, o Brasil poderá se transformar, futuramente, num dos maiores produtores e exportadores de petróleo e derivados do mundo. Os investimentos, porém, deverão ser altíssimos.

Acredita-se, portanto, que somente por volta de 2016 essas reservas estarão sendo exploradas em larga escala.
*Ronaldo Decicino é professor de geografia do ensino fundamental e médio da rede privada.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ludismo - saiba o que foi,

O ludismo foi um movimento social ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1811 e 1812. Contrários aos avanços tecnológicos ocorridos na Revolução Industrial, os ludistas protestavam contra a substituição da mão-de-obra humana por máquinas. O nome do movimento deriva de um dos seus líderes, Ned Ludd.

Com a participação de operários das fábricas, os "quebradores de máquinas", como eram chamados os ludistas, fizeram protestos e revoltas radicais. Invadiram diversas fábricas e quebraram máquinas e outros equipamentos que consideram os responsáveis pelo desemprego e as péssimas condições de trabalho no período.

O movimento ludista perdeu força com a organização dos primeiros sindicatos na Inglaterra, as chamadas trade unions.

Trecho de uma canção ludista:

"Nós marchamos para realizar a nossa vontade
Com machado, lança ou fuzil
Meus valentes cortadores
Os que com apenas um só forte golpe
rompem com as máquinas cortadeiras"

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Inep começa a enviar cartões com locais de prova do Enem 2010 nesta segunda

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) começa a enviar nesta segunda-feira (4), via correio, os cartões de confirmação com os locais de prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010. Os cartões serão enviados até o dia 25 de outubro.

Segundo a assessoria de imprensa, a consulta pela internet ainda não tem uma data definida para ser liberada.

O exame acontece nos dias 6 e 7 de novembro. O cartão vai trazer informações sobre o local onde o inscrito realizará o exame, seu número de inscrição e sua senha de acesso aos resultados individuais, além da folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico.

Os resultados do Enem 2010 devem ser divulgados até dia 15 de janeiro.

O que é o Enem

Organizado pelo Inep, o Enem 2010 conta com mais de 4,6 milhões de inscritos -- exatamente 4.611.441 candidatos são esperados para fazer o exame nos dias 6 e 7 de novembro.

As provas terão a mesma estrutura do ano passado. Vão abranger as áreas de linguagens e códigos, ciências da natureza, matemática e ciências humanas. O exame terá quatro provas objetivas de múltipla escolha, com 45 questões cada uma, e redação. A novidade este ano serão as questões de língua estrangeira (inglês ou espanhol) na área de linguagens e códigos.

No primeiro dia do exame, um sábado, serão aplicadas as questões de ciências da natureza e ciências humanas. A prova começa às 13h e vai até as 17h30. No domingo, das 13h às 18h30, será a vez de matemática, linguagens e códigos e da redação.