quarta-feira, 14 de março de 2012

Crise do Euro - União monetária faz dez anos na Europa

Há dez anos, em 1º de janeiro de 2002, entrou oficialmente em circulação o euro, a moeda única corrente em países que compõem a União Europeia (UE). Na época, o lastro monetário simbolizava a integração do continente que, no século 20, enfrentou duas guerras mundiais e uma divisão ideológica que quase provocou uma terceira. Hoje, porém, o euro é sinônimo de incertezas, numa crise que ameaça a futuro da segunda maior economia do planeta.

A Eurozona é composta por 17 dos 27 Estados-membros da União Européia: AlemanhaÁustriaBélgicaChipreEslováquiaEslovêniaEspanhaEstônia, Finlândia,  FrançaGréciaIrlandaItáliaLuxemburgoMaltaPaíses Baixos e Portugal. Na ocasião em que o euro foi instituído, Dinamarca, Suécia e Reino Unido optaram por não aderir ao projeto e mantiveram suas moedas locais.
O euro é usado diariamente por 332 milhões de europeus. A moeda também é a segunda maior reserva monetária internacional e a segunda maior comercial, atrás somente do dólar americano.
Apesar disso, a Europa enfrenta desde 2009 uma crise de débitos que ameaça a estabilidade do bloco, obrigando os governos a fazer reformas impopulares. Em 2012, o desafio dos líderes europeus será manter todos os países integrantes da Zona do Euro, de modo a impedir o enfraquecimento da aliança.

Desde 1999, a moeda que passou a ser usada pelos europeus há uma década já era corrente entre os mercados financeiros. Nesse ano, os governos aboliram moedas locais como o marco alemão, a lira italiana, a peseta espanhola e o franco (belga e francês) nas transações comerciais entre países. O objetivo era unir mais as nações, em um bloco com maior representação política, e gerar mais desenvolvimento econômico, pois o sistema monetário integrado facilitaria o comércio e os negócios entre os países.

Nos primeiros anos, tudo caminhava bem e os europeus estavam entusiasmados com a novidade. E, mesmo não correspondendo às projeções mais otimistas, houve crescimento de até 15% na economia da UE. Outro benefício da adoção da moeda única foi o controle da inflação, que em média não ultrapassa os 2%. Empresas também pouparam dinheiro com os custos de transações cambiais – somente na indústria automobilística, a economia chegaria a 500 milhões de euros por ano.

 Grécia
Os problemas começaram com a crise econômica de 2008, que atingiu o “calcanhar de Aquiles” da Zona do Euro. Em uma década de moeda única, não houve uma política fiscal comum que regulasse o mercado, deixando o sistema exposto a especulações de alto risco e endividamento desmedido dos Estados.

O colapso iniciou-se na Grécia, berço da democracia ocidental. O país gastou muito além do que seu orçamento permitia em programas sociais, na folha de pagamento dos servidores públicos, em pensões e outros benefícios. Para pagar as contas, o Estado adquiriu empréstimos junto a instituições bancárias.
A dívida pública grega atingiu 124,9% do PIB (Produto Interno Bruto), mais do que o dobro permitido na Eurozona (60%). O déficit no orçamento, isto é, a diferença de quanto o país gasta e quanto arrecada, correspondia a 13,6% do PIB grego em 2009, índice mais de quatro vezes a porcentagem tolerada de 3%.
A crise atingiu outros países da Zona do Euro, que também estão em condições fiscais debilitadas, como Irlanda (déficit de 14,3% do PIB), Espanha (11,2%) e Portugal (9,4%). Os déficits orçamentários desses governos, que tiveram de socorrer a economia injetando recursos públicos durante a crise e sofreram queda de receitas, são os piores desde o período da Segunda Guerra Mundial.
Além disso, a ameaça de anunciarem “calotes” em suas dívidas causou desconfiança nos mercados. Como consequência, tornou-se mais difícil para empresas e governos refinanciarem suas dívidas, aprofundando a recessão no bloco. Em 2010, no auge da crise, o euro acumulou perdas de 14% perante o dólar.
Os Estados enfrentaram a situação com programas e pacotes de estímulo ao mercado. Entre as medidas, algumas impopulares, como aumento dos impostos e corte em programas sociais, que afetaram o modelo de justiça social do capitalismo europeu.
Política
"Indignados na Espanha"
Atingida no bolso, a população reagiu com protestos em toda a Europa, alguns mais organizados, como o movimento dos “Indignados” na Espanha. Na esteira da crise, nove presidentes e primeiros-ministros foram destituídos do cargo, entre eles o premiê grego George Papandreou e o italiano Silvio Berlusconi.
No plano político, a Europa parece também ter regredido. A insatisfação com a economia fez também ressurgir partidos de direita e grupos de extrema direita, aprofundando divisões ideológicas. Ainda que compartilhem moeda, bandeira e instituições em comum, cisões entre governos mostram que falta unidade política aos europeus, pondo em risco o plano de integração.
A despeito de todos os problemas, o risco do fim do euro é mínimo, pois os prejuízos seriam compartilhados por todos. Se a moeda fosse abolida, poderia haver uma valorização muito grande de moedas nacionais fortes como o marco alemão. Isso prejudicaria as exportações da Alemanha, gerando desemprego em massa no país. Mesmo a saída de algum membro, como a Grécia, é algo que se tenta evitar a todo o custo, pois afetaria a estabilidade do bloco.

José Renato Salatiel

domingo, 11 de março de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

SLIDES: Socialismo e Decadência da URSS

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Retrospectiva 2011 - Os protestos que abalaram o mundo

Mohamed Bouazizi, 26 anos, era um vendedor ambulante numa cidadezinha na zona rural de Túnis, capital da Tunísia. Na manhã de 17 de dezembro de 2010, teve a barraca de frutas confiscada pelas autoridades. Humilhado e sem meios de sustentar a família, ateou fogo ao próprio corpo em frente à sede do governo. Morreu no hospital 18 dias depois.

A morte do tunisiano foi o estopim de revoltas que se espalharam no mundo árabe em 2011 e influenciaram outras revoltas na Europa, Estados Unidos e América Latina. A chamada “primavera árabe”, ainda em curso, foi um fato inédito na região. Pela primeira vez na história, ditadores e dinastias foram depostos do poder pela população, exasperada com a alta do preço dos alimentos e a falta de liberdade.

Quatro regimes autoritários chegaram ao fim, na Tunísia, Egito, Líbia e Iêmen, dando início a processos de transição em países sem partidos, Constituição ou sequer registros de eleições livres. Na Líbia, Muamar Kadafi, há 42 anos no poder, teve um final trágico: capturado por rebeldes em 20 de outubro, foi executado e exibido como troféu. Em outros países, manifestações têm sido reprimidas com violência. Na Síria, o governo de Bashar al-Assad teria matado entre 4 e 5 mil pessoas, reprimindo protestos ainda em curso que visam a sua deposição.

Protestos de rua também agitaram capitais do continente europeu, que enfrenta a pior recessão econômica desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em maio, 58 cidades espanholas foram tomadas por manifestantes do grupo “Indignados”, às vésperas das eleições regionais. Nos dias seguintes, o movimento reuniu até 8 milhões de espanhóis no país e em outras 16 capitais estrangeiras.

Por motivos diversos, Londres foi palco de uma onda de violência que deixou cinco mortos e mais de 3 mil detidos pela polícia. Tudo começou em 9 de agosto, quando 120 pessoas marchavam contra a morte de um rapaz de 29 anos, ocorrida durante uma ação da polícia londrina. Na madrugada, gangues iniciaram distúrbios que se estenderam até 10 de agosto por outras cidades do Reino Unido.

Na América Latina, os chilenos foram às ruas para protestar contra o sistema de ensino. Em 26 de agosto, confrontos entre policiais e manifestantes causaram a morte de um jovem de 16 anos. Os sindicatos aderiam ao movimento, até que, em setembro, conseguiram forçar o governo a negociar as reivindicações dos grupos estudantis.

Porém, nenhum movimento inspirado na “primavera árabe” foi mais global que o “Ocupe Wall Street”. Iniciado em Nova York em 17 de setembro, logo se alastrou pelas principais cidades norte-americanas e outras metrópoles mundiais (incluindo Brasil). O alvo dos rebeldes são a especulação financeira e as políticas neoliberais, responsabilizadas pela crise de 2008.
 

Sustos nas bolsas

O ano de 2011 foi também aquele em que a população mundial atingiu a marca de 7 bilhões de habitantes, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas). O número representa desafios para viver nas cidades, que já concentram 70% da população.

China e Índia são os países mais populosos com, respectivamente, 1,35 bilhão e 1,2 bilhão de habitantes, posição que se inverterá até 2025; nesse ano, de acordo com as projeções, estaremos a um quarto de século dos 9,3 bilhões de habitantes no planeta. E como será o mundo em 2050?

O olhar sobre 2011 oferece mais incertezas do que respostas. Mesmo na zona do Euro, com potências econômicas como Alemanha, França e Reino Unido, o ano foi de abalos na economia e na política. Ameaçada pela recessão e a crise dos débitos fiscais, a Europa teve que aprovar pacotes de ajuda a países como a Grécia, que anunciou um calote de 50% da dívida pública para evitar a moratória. Como resultado da crise, líderes políticos, entre eles o polêmico premiê italiano Silvio Berlusconi, perderam o cargo junto com a confiança do mercado e dos eleitores.

Um dos momentos mais dramáticos aconteceu em 5 de agosto, quando a agência de classificação de risco S&P rebaixou a nota da dívida americana para AA+ (fato que não acontecia desde 1917). O motivo foi a insegurança deixada pela disputa entre os partidos Democrata e Republicano sobre a elevação do teto da dívida, para evitar um calote histórico do governo americano.

Contudo, o presidente norte-americano Barack Obama teve uma importante vitória no ano que lembrou uma década dos ataques do 11 de Setembro. Em 1o de maio, Osama Bin Laden foi morto em uma operação militar nos arredores de Islamabad, capital paquistanesa. A guerra contra o terrorismo custou US$ 1,18 trilhão aos cofres americanos, em gastos militares com duas guerras, no Afeganistão e no Iraque.
 

Tsunami

Na Ásia, uma das piores tragédias de 2011 foi o terremoto no Japão, ocorrido em 11 de março. O tremor de 8.9 de magnitude provocou um tsunami no Oceano Pacífico que devastou a região noroeste do país, matando 20 mil pessoas e causando vazamento na usina nuclear de Fukushima.

Já no continente africano, as tragédias, como é usual, têm causas humanas. Em 20 de julho, a ONU anunciou crise de fome no Chifre da África, que inclui Djibuti, Etiópia, Quênia, Somália e Uganda. A epidemia de fome afeta 12,5 milhões de pessoas e já é considerada a pior do século. A situação é mais grave na Somália, onde metade da população passa fome e 15 crianças morrem por hora.

No Brasil, o primeiro ano do mandato da presidente Dilma Rousseff foi caracterizado pela queda de sete ministros, em razão de denúncias de irregularidades, e pelo aumento do prestígio internacional do país, que deve superar o Reino Unido e se tornar a sexta maior potência econômica do mundo, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Maioria dos ministros do STF vota pela aplicação da Lei da Ficha Limpa

Após Ayres Britto, 6 de 11 ministros votaram pela aplicação da lei e 1 contra.
Mas, até o julgamento terminar, ministros podem mudar voto.


Após o voto de Carlos Ayres Britto na tarde desta quinta (16), a maioria dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou favoravelmente (por 6 a 1) à aplicação dos principais pontos da Lei da Ficha Limpa a partir das eleições municipais de 2012.
O julgamento só será encerrado após os votos do presidente do Supremo, Cezar Peluso, e dos ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello. O resultado só será proclamado no final porque, até o julgamento terminar, os ministros podem modificar o voto.
A Lei da Ficha Limpa prevê a proibição da candidatura de políticos condenados pela Justiça em decisões colegiadas ou que renunciaram a cargo eletivo para evitar processo de cassação.
Quase dois anos depois de entrar em vigor, a lei gerou incertezas sobre o resultado da disputa de 2010 e chegou a ter sua validade derrubada para as eleições daquele ano.
O julgamento começou em novembro do ano passado e foi interrompido três vezes por pedidos de vista (quando ministros pedem a interrupção do julgamento para estudar melhor o processo).
Estão em julgamento três ações, que buscam definir os efeitos da ficha limpa para 2012. As ações foram apresentadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pelo PPS e pela Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL).
MaioriaA sessão desta quinta foi retomada com o voto do ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, que defendeu a aplicação integral da ficha limpa.
O ministro lembrou que a lei foi proposta ao Congresso com o apoio de mais de 1,5 milhão de pessoas e afirmou que a ficha limpa privilegia um valor expresso na Constituição que é a moralidade das funções públicas.
“Nos defrontamos com dois valores constitucionais da mesma hierarquia. Ainda que se pudesse dar um valor maior ao princípio da não culpabilidade, este princípio deve ser interpretado a partir do princípio republicano que está plasmado logo no artigo primeiro da Constituição”, afirmou Lewandowski.
A maioria se formou com o voto do ministro Ayres Britto, que também defendeu a validade do texto integral da lei.
"O povo cansado, a população saturada, desalentada, se organizou sob a liderança de mais de 60 instituições da sociedade civil, entre elas CNBB e OAB. O povo tomou essa iniciativa. [...] Essa lei é fruto do cansaço, da saturação do povo com os maus tratos infligidos à coisa pública", disse o ministro ao proferir o voto.
Britto justificou a necessidade de uma lei para garantir a moralidade na política ao afimar que a política brasileira tem tradição de "namoro aberto" com a prática de crimes.
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"A probidade administrativa foi tratata com especial carinho, apreço, valoração pela nossa Carta Magna.[...] A nossa tradição é péssima em matéria de respeito ao erário. Então, a nossa Constituição só merece aplauso por essa norma em defesa da moralidade, que é a probidade administrativa", declarou.
Votos anterioresNa quarta (15), votaram os ministros Dias Toffoli, Rosa Weber e Cármen Lúcia, Antes deles, em sessões anteriores, tinham votado outros dois ministros (Joaquim Barbosa e Luiz Fux, ambos pela aplicação da lei).
Toffoli criticou a lei e afirmou que a ficha limpa fere o princípio da presunção de inocência, ao tornar inelegível uma pessoa condenada que ainda pode recorrer da decisão. “A lei complementar número 135 é reveladora de profunda ausência de compromisso com a boa técnica legislativa. É uma das leis recentemente editadas de pior redação legislativa dos últimos tempos. Leis mal redigidas às vezes corrompem o propósito dos legisladores e o próprio direito”, afirmou.
Mais nova integrante da Corte, Rosa Weber não havia participado das sessões anteriores do julgamento. Ela defendeu a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa e afirmou que os “homens públicos” devem ser mais cobrados que os cidadãos comuns.
“A Lei da Ficha Limpa foi gestada no ventre moralizante da sociedade brasileira, que está agora exigir dos poderes instituídos um basta. (...) Entendo que a democracia se concretiza num movimento ascendente, operando da base social para as colunas dos poderes instituídos que devem emprestar ressonância às legítimas expectativas da sociedade”, afirmou a ministra.
A ministra Cármen Lúcia foi a última a votar antes de ser interrompida a sessão de quarta e defendeu a constitucionalidade da ficha limpa. Em seu voto, ela falou sobre a importância do passado dos candidatos a cargos públicos.
“Se o ser humano se apresenta inteiro, quando ele se propõe a ser um representante dos cidadãos, a vida pregressa compõe a ‘persona’ que se oferece ao eleitor, e o seu conhecimento há de ser de interesse público. Não dá para apagar. A vida não se passa a limpo a cada dia”, afirmou a ministra.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Unesp divulga 2ª chamada de seu vestibular com metade das vagas

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) divulgou na tarde desta terça-feira a segunda chamada do vestibular 2012 para ingresso na graduação no primeiro semestre deste ano. Foram convocados 3.275 candidatos, ou seja, 49,4% dos aprovados na primeira chamada não efetivaram a matrícula. Os convocados devem comparecer no dia 17 de fevereiro (sexta-feira), das 9h às 18h, na unidade em que o curso escolhido é oferecido para fazer a matrícula.

Os documentos obrigatórios para a matrícula são: duas fotos recentes 3X4; duas cópias autenticadas em cartório ou duas cópias acompanhadas dos originais de cada um dos seguintes itens: certidão de nascimento ou casamento; certificado que comprove estar em dia com o serviço militar (pessoas do sexo masculino); título de eleitor (para maiores de 18 anos); cadastro de pessoas físicas (CPF); cédula de identidade (RG) ou registro nacional de estrangeiro; histórico escolar completo do nível médio; certificado de conclusão do ensino médio.
O calendário completo de chamadas posteriores está publicado no Manual do Candidato, disponível para consulta neste link
Apoio ao aluno
O estudante que optar pelos cursos da Universidade pode contar com o programa de Apoio e Permanência Estudantil, que inclui bolsas para projetos de extensão, de aprimoramento acadêmico e de participação nos cursinhos pré-vestibulares da Unesp, auxílio alimentação e aluguel para estudantes de baixa renda, além de oportunidades de intercâmbio em universidades do Exterior.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fuvest anuncia que lista de aprovados sairá dia 3 de fevereiro; data prevista era 4

A Fuvest acaba de anunciar a antecipação da lista de aprovados no vestibular 2012: a relação sairá no dia 3 de fevereiro, por volta das 15h. A princípio, a divulgação dos resultados seria no dia 4 de fevereiro.
As provas, para selecionar para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Santa Casa, aconteceram em duas fases: a primeira foi no dia 27 de novembro de 2011. Os selecionados para a segunda etapa responderam questões dissertativas e fizeram redação nos dias 8, 9 e 10 de janeiro deste ano.
primeira fase, composta de 90 questões de múltipla escolha, foi uma prova equilibrada -- quem fez um bom colegial não enfrentou muitos desafios, a não ser em física que foi "bem puxada" segundo o professor Edmison Motta, do Etapa, e história em que houve prevalência de temas da história nacional em detrimento à história gera e que pode ter "prejudicado" os candidatos na opinião de Francisco Alves, do Objetivo. Em exatas, houve um problema e uma questão de matemática acabou sendo anulada.
Na segunda etapa, composta apenas de questões dissertativas, os dois primeiros dias foram exigentes, mas nada muito fora do esperado do vestibular da Fuvest. No domingo, dia 8 de janeiro, os candidatos fizeram a prova de português e tiveram que elaborar uma redação, cujo tema foiparticipação política. Na segunda-feira, foi dia das 16 questões de história, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês -- com perguntas que poderiam ser interdisciplinares, mas não foram na opinião dos professores ouvidos pelo UOL. Já o terceiro e último dia, em que os inscritos fizeram questões de disciplinas específicas relacionadas à carreira, trouxe dificuldade aos candidatos por apresentar uma prova difícil e abrangente, segundo os cursinhos.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A um dia do prazo, número de inscritos no Prouni chega a 918 mil

O número de inscritos para o Programa Universidade para Todos (ProUni) do Ministério da Educação chegou 918.629 até às 18h desta quarta-feira. Cada estudante, pode fazer até duas opções de curso, por isso já foram registradas 1.758.614 inscrições. O prazo acaba às 23h59 desta quinta-feira.

A oferta do programa para este primeiro semestre é de 195.030 bolsas — 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade — em 1.321 instituições de ensino superior particulares, entre universidades, centros universitários e faculdades.
As unidades da Federação com maior número de inscrições, até as 18h desta quarta, foram São Paulo, com 335.520; Minas Gerais, 208.496; Bahia, 123.696; Rio Grande do Sul, 118.765, e Rio de Janeiro, 117.006.
Para concorrer às bolsas, os candidatos precisam ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, com um mínimo de 400 pontos na média das cinco notas e pelo menos nota mínima na redação. Podem se candidatar às bolsas integrais estudantes com renda familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio (R$ 933). As bolsas parciais são destinadas a candidatos com renda familiar de até três salários mínimos (R$ 1.866) por pessoa. Os candidatos devem comprovar ainda ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou, em caso de escola particular, na condição de bolsista integral.
Professores da rede pública de ensino básico que concorrem a bolsas em cursos de licenciatura, curso normal superior ou de pedagogia não precisam cumprir o critério de renda, desde que estejam em efetivo exercício e integrem o quadro permanente da escola na qual atuam.
A inscrição deve ser feita na página do Prouni na internet. Nela, o candidato tem acesso ao cronograma completo e à oferta de bolsas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Redação do Enem com nova nota esclarece critérios de correção

O estudante Michael Cerqueira de Oliveira, de 17 anos, que teve a nota da redação no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) alterada de “anulada” para 880 conseguiu nesta semana um documento que pode ajudar milhões de candidatos a entender suas notas. Chamado de espelho da correção, ele inclui uma tabela com os itens avaliados e a pontuação máxima que se pode obter em cada um.
Os critérios são os mesmos do edital: 
- Demonstrar domínio da norma culta
- compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo
- Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista
– Demonstrar reconhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 – Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos
O que não era informado e fica claro na ficha de correção é que cada um deles tem exatamente o mesmo peso, 200 para cada. Ao pé da tabela há um campo a ser preenchido sobre a “Situação do texto segundo o avaliador”. Todas as provas deveriam ser corrigidas por dois avaliadores independentes e, em caso de discordância de mais de 300 pontos, um terceiro.
No caso de Michael, o primeiro corretor escreveu “Fuga ao tema” neste espaço, o que anularia a sua redação. Todos as demais notas foram zeradas.

Foto: Reprodução
Espelho do primeiro avaliador
Um segundo avaliador deu nota máxima ao estudante nos critérios dois e cinco – exatamente os relacionados à compreensão do tema, contradizendo totalmente o primeiro. No entanto, a redação se manteve anulada até que a escola Lourenço Castanho, onde o aluno é bolsista, entrasse com pedido judicial para ver o texto. Dois dias depois, antes de atender à Justiça, o Ministério da Educação afirmou que foi encontrada a segunda correção e confirmada por um terceiro avaliador. Portanto, a nova nota era 880.

Foto: Reprodução
Espelho do segundo avaliador
É curioso que, apesar do edital afirmar que o terceiro corretor refaz a correção, neste caso, ela foi exatamente idêntica a do segundo corretor.

Foto: Reprodução
Espelho do terceiro avaliador
Michael, que quer cursar Economia, tenta uma vaga na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ou na Universidade de São Paulo (USP), onde terminou o vestibular ontem. “Mesmo que eu não precise do Enem para entrar no curso superior, é uma nota muito importante. Por exemplo, estas bolsas para o exterior que o governo anunciou são pelo desempenho no Enem, eu posso tentar”, comenta.
A voz de quem corrige
Quem está acostumado a corrigir redações tanto no Enem quanto em vestibulares e concursos públicos se diz surpreso com a falha na correção de Michael. “Fiquei muito surpresa com a falha e lamentei muito o ocorrido, porque acho o processo muito rigoroso. O treinamento é intenso e o meu supervisor, por exemplo, fica atento a tudo, o tempo todo”, contou ao iG uma corretora de São Paulo, que não pode se identificar por causa de termo de sigilo do contrato.
A corretora conta que, em casos de discrepância, o supervisor não só faz sua própria correção como discute as mudanças de nota com os corretores. “Para chegar em um afinamento. Além disso, um apanhado de redações é corrigido separadamente, mesmo que não haja divergência, para analisarmos se há uma coerência na correção”, afirma. Segundo essa professora, uma nota zero não é dada facilmente. Há muitos itens a serem considerados.
Cada um dos cinco critérios é avaliado em seis níveis (de proficiência muito baixa ou ausente a excelente), ou seja, a nota para cada item pode ser zero, 40, 80, 120, 160 ou 200. A orientação, segundo corretores, é que algo seja sempre considerado, a menos que o texto fuja do tema proposto ou não seja uma dissertação, tenha até sete linhas apenas, contenha frases dos textos motivadores transcritas ou “impropérios”, como desenhos.
A correção dos textos é feita por um programa de computador. O processo, segundo professores ouvidos pelo iG, costuma ser mais tranquilo – porque o corretor faz no seu tempo, em casa, sossegado e descansado – e bem monitorado. Mas não está livre de falhas, eles admitem. No caso da Fuvest, por exemplo, as correções são feitas no papel, em local e hora definidos pela universidade.
Sem neutralidade
Apesar dos critérios claros, corretores admitem que há subjetividade na correção. Há professores mais exigentes e outros menos. Por isso, o papel da supervisão e do treinamento é fundamental. “Por mais treinamento que haja, a visão de quem corrige não é totalmente eliminada e vai haver divergências de correção. A matriz é clara e objetiva no papel, mas são milhões de textos sendo corrigidos. É impossível garantir neutralidade absoluta”, comenta outro corretor de Brasília.
Esse corretor, que dá aulas em escolas de ensino médio, acredita que tornar o processo mais transparente – dando vistas às correções – é importante para tirar as dúvidas dos candidatos. Mas ele defende que os candidatos conheçam melhor as exigências da prova. Ele ressalta que, às vezes, o aluno faz uma boa redação, mas não segue o que é exigido na matriz e perde pontos. “E ele não compreende isso, porque não sabe, na verdade, o que se quer dele”, diz.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/enem/redacao-do-enem-divulgada-exibe-mecanismo-de-correcao/n1597566216080.html

Inscrições para o Sisu 2012 terminam às 23h59 de hoje; são oferecidas mais de 108 mil vagas

As inscrições para o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) 2012 podem ser realizadas até as 23h59 desta quinta-feira (12). O sistema, que usa as notas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 para definir os selecionados, oferece 108.552 vagas em 95 instituições públicas de ensino superior para o primeiro semestre. São 3.327 cursos. Até as 18h de ontem (11), eram contabilizadas cerca de 3 milhões inscrições de mais de 1,5 milhão de candidatos.
Segundo o último balanço divulgado, o Rio de Janeiro foi o Estado que recebeu mais inscritos: 343.497. Em seguida, estão Minas Gerais (317.435), São Paulo (249.929), Ceará (214.936), Rio Grande do Sul (201.066); Bahia (185.923); Pernambuco (163.691) e Piauí (136.917).
No sistema, o candidato deve escolher duas opções de curso, indicando a sua prioridade. Na madrugada, o sistema divulga a nota de corte preliminar de cada curso com base na nota do Enem dos candidatos que pleiteiam as vagas. Até o fechamento das inscrições, o participante pode alterar essas opções se achar que tem mais chances de ser aprovado em outro curso ou instituição.
O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 15 de janeiro. Os estudantes aprovados deverão comparecer às instituições de ensino entre os dias 19 e 20 para fazer a matrícula. O participante que foi selecionado para a sua primeira opção de curso é retirado automaticamente do sistema e perde a vaga se não fizer a matrícula. Aqueles que forem selecionados para a segunda opção ou não atingirem a nota mínima em nenhum dos cursos escolhidos podem participar das chamadas subsequentes.
A segunda chamada está prevista para 26 de janeiro, com matrículas entre os dias 30 e 31. Caso ainda haja vagas disponíveis, o sistema gera uma lista de espera que será disponibilizadas para as instituições de ensino preencherem as vagas remanescentes. O candidato interessado em participar dessa lista deverá pedir a inclusão entre 26 de janeiro e 1° de fevereiro.

Em comparação ao total de vagas disponibilizadas pelo Sisu no primeiro semestre de 2011, a oferta cresceu 30%.
São 42 universidades federais, 13 instituições estaduais e 39 institutos federais de educação profissional, além da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, administrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). As oportunidades se concentram principalmente no Nordeste e Sudeste, que oferecem respectivamente 34,66% e 33,09% das vagas. Menos de 5% das vagas estão no Norte; 12,88%, no Centro-Oeste e 14,5%, no Sul. Minas Gerais e Rio de Janeiro são os estados com o maior número de instituições participantes: 15 em cada. Nenhuma instituição do Distrito Federal aderiu a esta edição do Sisu. (Com informações da Agência Brasil)