segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Crise no Egito parte 2

Protestos derrubam ditador

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Depois de 18 dias de manifestações populares, o presidente egípcio Hosni Mubarak renunciou ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, encerrando três décadas de ditadura. O feito, considerado histórico, foi comemorado em todo o mundo.

O Egito é o mais populoso e influente país árabe. Nunca antes um governante havia sido deposto por força de um movimento popular. A primeira vez que isso aconteceu no mundo árabe foi na Tunísia, em 14 de janeiro. Na ocasião, opresidente Zine El Abidine Ben Ali também cedeu aos protestos e renunciou, após 23 anos no poder.

Rapidamente, a onda de protestos pró-democracia se espalhou por outros países do Norte da África e do Oriente Médio. Os especialistas, entretanto, eram céticos quando à possibilidade de queda do ditador egípcio. Isso porque o Egito possui o maior aparato policial da região, financiado pelos Estados Unidos.

Porém, os manifestantes desafiaram o toque de recolher imposto pelas autoridades e transformaram a praça Tahrir (libertação, em árabe), localizada no centro do Cairo, num monumento de resistência ao regime. No local, eles confrontaram a polícia e simpatizantes de Mubarak. Mais de 300 pessoas morreram em duas semanas de distúrbios.

O presidente tentou de todas as formas evitar a renúncia. Ele prometeu que não iria concorrer às próximas eleições, marcadas para setembro, trocou o ministério e indicou um vice. Menos de 24 horas antes da renúncia, anunciou na TV que delegaria alguns poderes ao vice-presidente, Omar Suleiman, e faria reformas constitucionais.

Nada disso adiantou. O último discurso do presidente somente serviu para revoltar mais a população, que exigia sua saída. Nos bastidores, os Estados Unidos faziam pressão diplomática para que fosse feita a transição de poder. Sem apoio das Forças Armadas, que sustentou sua ditadura por três décadas, só restou a renúncia, que foi festejada nas ruas do país.

No lugar de Mubarak assumiu o Conselho Militar do Egito. Os militares dissolveram o Parlamento e o gabinete ministerial, ambos ligados ao ex-presidente. Em seguida, prometeram revogar a Lei de Emergência – que há 30 anos restringe as liberdades civis – e fazer um referendo para mudar a Constituição. A Carta vigente dá plenos poderes ao presidente.

As Forças Armadas devem permanecer por seis meses no controle, até a formação de um novo governo.

Ditadura

Hosni Mubarak chegou à Presidência em 14 de outubro de 1981, oito dias depois do assassinato do presidente Anwar Al Sadat por extremistas islâmicos. Na época, os radicais estavam descontentes com o acordo de paz assinado com Israel em 1979.

Nos anos seguintes, com a justificativa de conter o terrorismo, Mubarak adotou medidas cada vez mais restritivas às liberdades políticas e civis. Ele também foi reeleito sucessivas vezes em eleições fraudulentas e com apoio das potências ocidentais.

A situação do Egito não é diferente dos demais Estados árabes. Eles são governados por monarquias absolutistas, ditaduras militares ou teocracias. Por isso, as revoltas atuais são comparadas àquelas que levaram à queda dos regimes comunistas no Leste Europeu, no final dos anos 1980.

Durante décadas, os árabes toleraram a falta de liberdade em troca de estabilidade econômica. A alta do preço dos alimentos e o desemprego mudaram este quadro nos últimos meses. Outro fator que originou o movimento foi o crescimento da população mais jovem e mais instruída, que reivindica abertura democrática. Os jovens usam a internet e as redes sociais para praticarem ativismo político, o que levou os Estados árabes a aumentarem a censura à rede.

As lideranças jovens, por outro lado, resistem à alternativa de um Estado mulçumano. Por isso, há chances de que, após a queda dos ditadores, haja uma inédita transição democrática nestes países, como vem ocorrendo na Tunísia.

Futuro

A saída de Mubarak não resolveu os problemas no Egito. Os protestos prejudicaram a já debilitada economia, baseada no petróleo e no turismo. Várias categorias continuam em greve por melhores salários.

Além disso, décadas de ditadura deixaram um vazio político no país, com ausência de lideranças políticas para disputar eleições livres. Um movimento influente entre as camadas mais pobres é a Irmandade Mulçumana, de caráter religioso, que representará risco ao Ocidente (sobretudo a Israel) caso conquiste espaço no novo governo. A irmandade, fundada em 1928, é o grupo fundamentalista islâmico mais antigo.

Outra questão em aberto é o peso que a queda de Mubarak vai provocar nos países vizinhos. Nos últimos dias, manifestações ganharam força no Iêmen, na Argélia, na Líbia e em Bahrein, no Golfo Pérsico.

No Irã, voltaram a ocorrer protestos, mesmo com a proibição do governo. Em 2009, o regime iraniano reprimiu com violência protestos contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Alguns países anunciaram medidas econômicas, em benefício da população, e de segurança, com o objetivo de prevenir levantes populares. As revoltas árabes podem ainda alterar a geopolítica da região e a diplomacia com os Estados Unidos e países europeus, que antes toleravam ditaduras para conter o avanço dos radicais islâmicos.

site: http://educacao.uol.com.br/atualidades/crise-no-egito-protestos-derrubam-ditador.jhtm

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Manifestação de interesse por vagas da Fuvest 2011 começa amanhã; 3ª chamada sai em 7/3

A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, recebe nesta quinta (24) e sexta-feira (25) a manifestação de interesse pelas vagas ociosas após a segunda chamada do vestibular 2011. No ano passado, 1.162 estudantes foram aprovados na terceira convocação.

Para continuar participando do processo, que ainda prevê mais três chamadas, o candidato deve ter obtido classificação na segunda fase e só pode manifestar interesse pelos cursos que indicou no momento da inscrição. É preciso comparecer das 9h às 16h, munido do documento de identidade, em um dos postos indicados abaixo:

Capital

Cidade Universitária - Bairro Butatã
Instituto Oceanográfico – Anfiteatro "Plínio Soares Moreira" – USP
Praça do Oceanográfico, 191

Interior

Bauru
Faculdade de Odontologia de Bauru – FOB – USP
Al. Dr. Octávio Pinheiro Brisola, 9-75

Lorena
Escola de Engenharia de Lorena – EEL/USP – Campus I
Diretoria Técnica Acadêmica
Estrada Municipal do Campinho, s/nº

Piracicaba
Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" – ESALQ – USP
Av. Pádua Dias, 11

Pirassununga

Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – FZEA – USP
Av. Duque de Caxias – Norte, 225

Ribeirão Preto
Espaço de Exposição – Centro de Visitantes do Campus da USP
Av. do Café, s/nº

São Carlos
Escola de Engenharia de São Carlos – EESC – USP
Espaço Primavera, Bloco E1, Térreo
Av. Trabalhador São-Carlense, 400

Confira o calendário das próximas chamadas:

Terceira chamada

Divulgação da lista de convocados07/03/2011
Matrícula11/03/2011

Quarta chamada

Divulgação da lista de convocados16/03/2011
Matrícula17/03/2011

Quinta chamada

Divulgação da lista de convocados21/03/2011
Matrícula22/03/2011

As matrículas em primeira e segunda chamadas precisam ser confirmadas nos dias 1º e 2 de março, junto à Seção de Alunos da escola, faculdade ou instituto no qual o aluno fez o registro, nos mesmos horários de atendimento disponíveis nas páginas 68 e 70 do manual do candidato.

O candidato que não confirmar a matrícula perderá o direito à vaga obtida e terá o nome excluído das convocações seguintes.

Outras informações podem ser consultadas no site da instituição.

As informaçoes foram fornecidas pela instituiçao e podem ser alteradas por ela sem aviso prévio. É recomendável confirmar datas e horários no site oficial.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Unicamp 2011: candidatos devem declarar interesse por vaga até esta segunda-feira

Termina nesta segunda-feira (21) o prazo para declaração de interesse por vagas do vestibular 2011 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Candidatos que fizeram a 2ª fase, não foram eliminados por nota zero e não tenham sido convocados para alguma de suas opções até a 2ª lista devem preencher o formulário disponível no www.comvest.unicamp.br até as 17h (horário de Brasília) de hoje.

Quem não declarar interesse será eliminado do processo de convocação para as próximas chamadas. Vestibulandos matriculados em 2ª opção e que desejarem solicitar remanejamento devem observar as seguintes regras:

  • o candidato que não confirmar a matricula na 2ª opção perde a vaga, porém se ainda quiser continuar concorrendo à vaga de 1ª opção, precisa declarar interesse por vagas entre os dias 18 e 21 de fevereiro. Se for convocado, deve efetuar nova matrícula;
  • o candidato que confirmar a matrícula não precisa fazer a declaração eletrônica de interesse por vagas, pois continuará automaticamente concorrendo à vaga na 1ª opção;
  • o candidato que não confirmar a matrícula e não declarar interesse por vagas fica excluído do Vestibular Unicamp 2011.

Confirmação de matrícula

Estudantes matriculados na 1ª ou na 2ª chamada, inclusive os que aguardam remanejamento, devem fazer confirmação de matrícula nesta segunda-feira, 21 de fevereiro, nos respectivos campi, das 9h às 16h.

Próximas chamadas
Veja o calendário das próximas convocações da Unicamp:

  • 23/fevereiro: (até as 24h) - 3ª chamada e candidatos remanejados;
  • 28/fevereiro: (até as 24h) - 4ª chamada e candidatos remanejados;
  • 3/março: (até as 24h) - 5ª chamada e candidatos remanejados;
  • 11/março: (até as 24h) - 6ª chamada e candidatos remanejados;
  • 15/março: (até as 24h) - 7ª chamada e candidatos remanejados;
  • 18/março: (até as 24h) - 8ª chamada e candidatos remanejados;
  • 24/março: (até as 12h) - 9ª chamada, candidatos remanejados e lista de espera;
  • 28/março: (até as 16h) - 10ª chamada e candidatos remanejados;
  • 28/março: (18h) - Caso existam vagas em aberto, será divulgada a última chamada e candidatos remanejados.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

TENSÃO no MUNDO ÁRABE

UOL notícias 19/02/2011 - 20h36 http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/02/19/forcas-de-seguranca-abrem-fogo-e-matam-15-em-funeral-na-libia.jhtm acessando o site do UOL você terá uma mapa mostrando os dados gerais de Argélia, Líbia, Egito, Irã e Iêmen.

TRÍPOLI (Reuters) - Forças de segurança abriram fogo durante um funeral no sábado (19) na cidade de Benghazi, segunda maior da Líbia, informou a rede Al Jazeera, deixando ao menos 15 pessoas mortas

"Este não é um hospital bem equipado e esses feridos vêm em ondas. Todas as lesões são sérias, na região da cabeça, peito e abdome. São ferimentos de bala de rifles de alta velocidade", afirmou o médico.Um médico da cidade, centro dos protestos contra o líderMuammar Gaddafi que está há quatro décadas no poder, disse à rede de televisão árabe que 15 corpos chegaram ao hospital onde trabalha, além de feridos.

A organização Human Rights Watch disse que 84 pessoas foram mortas nos últimos três dias, resultado de uma intensa operação de repressão em resposta aos protestos conta o governo que procuram seguir os passos de revoltas nos vizinhos Egito e Tunísia.

Um morador da cidade disse que as forças de segurança estavam confinadas em um Centro de Comando, de onde atiradores disparavam contra manifestantes na cidade de Benghazi, que fica a mil quilômetros a leste da capital, onde o apoio a Gaddafi é tradicionalmente menor do que no restante do país.

"Eles mataram três manifestantes daquele prédio hoje", declarou a testemunha, que não quis se identificar, à Reuters.

"No momento, a única presença militar em Benghazi está confinada ao Comando Central da cidade. O restante da cidade está liberado", disse.

"Não há escassez de comida, embora nem todas as lojas estejam abertas. Os bancos estão fechados. Todos os escritórios do comitê revolucionário (governo local) e delegacias de polícia da cidade foram queimados", afirmou.

O relato não pode ser confirmado de forma independente. Uma fonte do aparato de segurança ofereceu uma versão diferente, dizendo que a situação na região de Benghazi está "80% sob controle".

Em Londres, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, disse que tinha relatos de que armas de fogo pesadas e unidades de atiradores de elite estão sendo usados contra os manifestantes. "Isto é claramente inaceitável e horripilante", disse em um comunicado.

O jornal privado Quryna, sediado em Benghazi e que já foi ligado a um dos filhos de Gaddafi, afirmou que 24 pessoas foram mortas na cidade na sexta-feira, e que forças de segurança abriram fogo para deter manifestantes que atacavam o quartel-general da polícia e uma base militar onde armas estavam guardadas. "Os guardas foram forçados a usar balas de verdade", informou o diário.

O governo não divulgou nenhuma cifra de vítimas nem fez comentários oficiais sobre a violência.

Um grupo de 50 acadêmicos religiosos líbios apelaram pelo fim da violência. Uma cópia do libelo foi fornecida à Reuters.

Longe da região sul, a Líbia parecia calma. Na Praça Verde, no centro de Trípoli, próximo da antiga cidade murada, centenas de pessoas se reuniram portando fotos de Gaddafi e entoando "Nosso líder revolucionário!" e "Seguimos o seu caminho", relatou um repórter da Reuters.

Um jornal estatal disse que a violência é parte dos "plano sujos e das conspirações concebidas pela América e pelo sionismo e pelos traidores do Ocidente".

Observadores da Líbia dizem que uma revolta no estilo do Egito é improvável, porque Gaddafi tem dinheiro do petróleo para aliviar os problemas sociais, e ainda é respeitado em grande parte do país.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Crise no Egito

A onda de protestos pela democracia que se espalhou pelo mundo árabe assumiu proporções dramáticas no Egito. Manifestantes ocupam as ruas do Cairo há uma semana para pedir a renúncia do presidente Hosni Mubarak, há três décadas no poder.

A maior mobilização ocorreu na última terça-feira (1º de fevereiro). Quase um milhão de pessoas lotaram a Praça Tahrir, no centro da capital. Diferente dos primeiros dias, não houve confrontos com a polícia.


Nem mesmo o bloqueio da internet e o toque de recolher impediram os egípcios de promoverem o ato. Antes disso, Mubarak tentou, sem sucesso, contornar a situação. Ele destituiu todo o alto escalão e nomeou um vice-presidente, fatos inéditos em seu governo.

Após o megaprotesto, Mubarak anunciou na TV estatal que não concorreria às eleições presidenciais de setembro, mas que permaneceria no cargo até o fim do mandato. Ele tinha planos de passar o poder ao filho, numa sucessão dinástica comum em países árabes.

O recuo do presidente teve o peso da influência dos Estados Unidos, que sinalizaram para uma retirada do apoio ao regime. A oposição, porém, pretende continuar a pressão até a renúncia do ditador egípcio.

O Egito é o país árabe mais populoso, com 80 milhões de habitantes. O território abriga uma antiga civilização que legou monumentos famosos como as pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge. O país é também um importante aliado do Ocidente no Oriente Médio, uma das regiões mais conflituosas do planeta e rica em petróleo.

Os recentes protestos começaram com a "revolução do jasmim", que derrubou o presidente Zine El Abidine Ben Ali, na Tunísia, em 14 de janeiro deste ano. Ben Ali estava há 23 anos na Presidência. Foi a primeira vez na história que um líder árabe foi deposto por um movimento popular.

Na sequência, as manifestações pró-democracia se disseminaram por outros países da região, como a Argélia e o Iêmen. Nenhum delas, contudo, teve tanta expressão quanto a que acontece atualmente no Egito.

As revoltas nos países árabes lembram os levantes que provocaram a queda dos regimes comunistas na Europa, entre o final dos anos 1980 e o começo dos anos 1990. Entretanto, em países como o Egito, a ausência de tradição democrática torna a situação mais perigosa.

Radicais islâmicos

Sociedades árabes conhecem apenas duas formas de governo: monarquias absolutistas ou ditaduras, sejam elas militares ou religiosas. Assim, nessas nações não existem partidos que possam disputar eleições após a queda de um tirano.

O mais comum, nestes casos, é que o Estado secular seja substituído por um sistema fundamentalista. Foi o que aconteceu em 2007 na faixa de Gaza. Na ocasião, o Hamas, grupo fundamentalista islâmico palestino, conquistou o poder com a derrota do Fatah. Desde então, vive em conflito com Israel.

No Egito, a crise beneficia a Irmandade Mulçumana, que tem expressão entre as camadas mais populares da população. Acontece que o país e uma peça-chave no equilíbrio de forças no Oriente Médio. Ele é aliado tanto dos Estados Unidos quanto de Israel contra governos como o do iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Egito e Israel já travaram guerras. Os dois países assinaram um acordo de paz em 1979. Já o governo norte-americano fornece quase US$ 2 bilhões por ano de ajuda econômica e militar ao Cairo. Somente o Estado de Israel recebe maior incentivo da Casa Branca.

Internamente, Mubarak usou a justificativa de combater os radicais islâmicos para se manter no poder e restringir liberdades. Ele era vice-presente em 1981 quando o presidente Anwar Sadat foi morto por fundamentalistas durante uma parada militar na capital.

Outro fator que garantiu a permanência de ditaduras por décadas na região foi a estabilidade econômica. Isso mudou com a crise financeira mundial de 2008 e a recente alta dos preços dos alimentos. A taxa de desemprego no Egito é de 9% (no Brasil é de 6,7%) e um egípcio em cada dois vive com apenas dois dólares por dia.

Além disso, a população mais jovem - um em cada três egípcios tem menos de 15 anos - e mais bem educada não tolera mais a repressão dos governos e nem teme a tomada de poder por grupos religiosos. São eles que estão dando novos rumos ao mundo árabe.


José Renato Salatiel*

OLHO NAS DATAS - confirmação de interesse pela vaga

UNESP - CONFIRMAR INTERESSE POR VAGAS ATÉ 15/02/2011 às 18:00
Quem não declarar interesse estará automaticamente excluído.
SISU - CONFIRMAR INTERESSE POR VAGAS ATÉ DIA 17/02/2011
Quem não declarar interesse estará automaticamente excluído.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Matrículas dos aprovados da USP é hoje

Hoje rola a primeira chamada. e sempre que tem primeira chamada na USP faz as outras universidades rodarem a lista.

Próximas chamadas

No dia 19 de fevereiro será divulgada a segunda chamada, com matrícula no dia 21. Serão feitas cinco chamadas, mas o candidato que quiser concorrer a partir da terceira terá que manifestar interesse em um dos postos de atendimento da Fuvest nos dias 24 e 25 de fevereiro, das 9h às 16h. Locais e instruções podem ser encontrados aqui. Veja o calendário:

Terceira chamada

Divulgação da lista de convocados07/03/2011
Matrícula11/03/2011

Quarta chamada

Divulgação da lista de convocados16/03/2011
Matrícula17/03/2011

Quinta chamada

Divulgação da lista de convocados21/03/2011
Matrícula22/03/2011

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Vamo lista... roda!!!

é hora de começar a correr as listas de espera. Ontem saiu o resultado da FUVEST e hoje da UNIFESP.
Agora as pessoas começam a escolher em que universidades vão ficar e isso faz com que as listas rodem.

Tem tá lista... paciência e fé.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Unicamp - Aprovados

Consulte os aprovados da Unicamp clicando aqui

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Fuvest antecipa divulgação da lista de aprovados

A Fuvest vai antecipar para a próxima terça-feira (8) a divulgação da lista de aprovados no vestibular 2011. O resultado estará disponível a partir das 10h; o UOL Vestibular terá a relação assim que ela for liberada. A divulgação estava inicialmente prevista para o dia 9.

A lista terá os nomes de 10.752 aprovados - 10.652 para a Universidade de São Paulo e 100 da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Também será divulgada a lista dos 750 melhores treineiros, com 250 por carreira.

A matrícula será realizada nos dias 14 e 15 do mesmo mês. No dia 19 de fevereiro será divulgada a segunda chamada, com matrícula no dia 21.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

UNESP 2011 Resultado amanhã!!!

é galera, amanhã é dia de aprovados!!!
boa sorte a todos

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Entrevista do UOL EDUCAÇÃO com a presidente do INEP

A nova presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, disse em entrevista ao UOL Educação que as últimas duas edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram utilizadas como “projeto piloto”. Elas ficaram marcadas pelo vazamento da prova em 2009, que forçou o adiamento do exame, e pelos erros de impressão no caderno amarelo e na folha de respostas em 2010. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", afirma.

De acordo com Malvina, o governo estuda uma grande reformulação no exame que, diz, “pode incluir” duas provas por ano. Segundo ela, não está em discussão no Inep a criação da chamada “Concursobrás”, uma empresa pública que ficaria responsável pelo Enem.

Além do Enem, o Inep é responsável por aplicar avaliações como a Prova Brasil e o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O órgão também coordena as divulgações de estatísticas como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o IGC (Índice Geral de Cursos) e os censos da Educação Superior e da Educação Básica. O Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa as notas do Enem para seleção, é de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC (Minstério da Educação).

UOL Educação - O Enem perdeu credibilidade com o vazamento da prova em 2009 e com os problemas de 2010. Como resgatar essa credibilidade? O quê dizer para um aluno que está desconfiando do Enem?

Malvina Tuttman - Discordo que o Enem perdeu credibilidade. Dou dois dados: é só nós compararmos os candidatos inscritos no primeiro exame e neste de agora. Outro dado: o numero de instituições que aderiram ao Enem de forma única ou parcial também se ampliou. Nesse sentido, a credibilidade não foi afetada. Se não, teríamos redução. Esse fato não aconteceu. Há todo um processo de logística, tanto das universidades ou faculdades que usaram. Nós estamos falando de 4 milhões de candidatos. Isso não justifica que tenhamos fragilidades, mas nos faz entender que essas fragilidades podem sim acontecer. As que aconteceram, nós já tomamos providências e aprendemos com ela. Possivelmente, outras questões poderão acontecer, não por falta de cuidado e planejamento sério da logística. O imprevisível acontece na nossa vida.

UOL Educação - O presidente da Câmara de Educação Superior do CNE (Conselho Nacional de Educação), Paulo Speller, sugeriu a regionalização do Enem e uma participação maior das universidades no processo. Isso está em discussão?

Malvina – É uma opinião que respeito muito, de um profissional, meu colega, reitor, mas foi uma opinião do professor, não foi do CNE. O que vou te adiantar é que nós estamos construindo uma agenda para o Enem. Estamos elaborando um projeto de aplicação no sentido de termos uma previsão de ampliação do Enem. O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação. Não podemos avançar pontualmente. É preciso ter um avanço sistêmico que, brevemente, o ministro [Fernando Haddad] vai apresentar.

UOL Educação - E a proposta de fazer dois exames por ano?

Malvina – Nós não vamos mais pontuar, fazer essa mudança aqui, essa mudança ali, acrescentar isso, diminuir aquilo. Vamos ter uma ideia global de como o Enem vai ser enraizado no nosso país. Teremos uma agenda sistêmica: agora, vamos fazer 'isso'. Daqui a pouco, te digo: vamos fazer mais 'aquilo'. Vamos colocar de pé o Enem.

UOL Educação - Mas a ampliação inclui os dois exames?

Malvina – Pode incluir os dois Enem. Vamos apresentar todo o bolo. Vamos apresentar a proposta completa. Vamos ter a noção toda.

UOL Educação – Como seria essa reformulação do Enem?

Malvina – Não usaria a palavra reformulação. Usaria “projeto Enem para os próximos anos”. Uma proposta [que será feita] o mais rápido que puder, ouvindo todas as partes. Poderia te apresentar uma daqui a duas horas. Mas, aí, seria da professora Malvina. Melhor que tenhamos um prazo um pouco mais elástico e uma proposta mais consolidada.

UOL Educação – Está sendo discutida a criação de uma autarquia ou estatal para o Enem, que já está sendo chamada de Concursobrás?

Malvina – Não está em discussão. Não existe nesse momento nenhuma expectativa em relação à questão do Enem. O Enem faz parte do conjunto de ações do Inep. Por isso, vamos apresentar uma proposta completa, ampla.

UOL Educação – Então a proposta de criação da Concursobrás não está sendo discutida?

Malvina – O Inep não está nesta discussão.

UOL Educação – A área de TI (tecnologia da informação) é a mais sensível do Inep, vide o vazamento de dados de alunos no site do órgão no ano passado. O quê fazer para resolver esse problema?

Malvina – Todos nós somos responsáveis pelo Enem. Só que existem no MEC diferentes unidades. O Inep é uma dessas. Cabe ao Inep a tarefa de aplicar e elaborar a prova. Cabe à Sesu [Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC] a tarefa de usar os dados do Enem que são fornecidos pelo Inep e pelo conjunto de profissionais ligados à TI do Inep. Os nossos profissionais têm trabalhado junto aos profissionais da Sesu na questão da TI para que as questões que ocorreram não mais aconteçam. Mas a equipe do Inep trabalhou cumprindo exatamente aquilo que lhe competia.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Matrícula de aprovados no Sisu começa nesta quinta-feira

UOL Educação

A matrícula dos estudantes aprovados no Sisu (Sistema de Seleção Unificada) se inicia nesta quinta-feira (27); é possível fazer o registro também nesta sexta (28) e na segunda-feira (31). Foram convocados 82.949 candidatos; veja a lista no site do Sisu.

A documentação necessária para se matricular deve ser consultada no boletim individual, disponível no sistema e na própria instituição. O horário de funcionamento das instituições também deve ser consultado junto às universidades e institutos federais participantes.

Primeira chamada

Resultado24 de janeiro
Matrícula dos candidatos selecionados27, 28 e 31 de janeiro

Há mais duas chamadas e a lista de espera. Se o candidato foi aprovado em sua primeira opção na primeira chamada, será automaticamente retirado do sistema, fazendo ou não sua matrícula na instituição. Ou seja: ele não poderá participar das outras chamadas do Sisu. Essa norma vale para aprovações em primeira opção nas próximas chamadas do Sisu. Veja o calendário:

Segunda chamada

Resultado4 de fevereiro
Matrícula dos candidatos selecionados8 e 9 de fevereiro

Terceira chamada

Resultado13 de fevereiro
Matrícula dos candidatos selecionados15 e 16 de fevereiro

Lista de espera

Declaração de interesse em participar da lista13 a 17 de fevereiro

Entre os dias 16 e 20 de janeiro, o sistema recebeu 2.020.157 inscrições, feitas por 1.080.194 candidatos. O número de inscritos representa aproximadamente um terço do total de candidatos que participaram do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2010.

Problemas

O Sisu foi marcado por problemas de informática e uma batalha judicial que continuou até depois de o sistema ter sido fechado, em 20 de janeiro.Questionado sobre as falhas, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o ministério precisa reforçar sua área de infraestrutura de tecnologia da informação.

Haddad negou ainda que tenha havido falha de planejamento. Ele disse que aguarda, em menos de 30 dias, resultado de uma auditoria para saber a origem dos problemas no sistema. Adiantou, no entanto, que suspeita que o erro tenha origem na configuração de uma das máquinas que foram substituídas no meio do processo. “Sei o que não causou: não foi falta de planejamento, nem [falha de] internet, nem rede, nem capacidade de rede, não foi aplicativo”, disse.

Superior Tribunal de Justiça

Na sexta (21), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) cassou todas as liminares das Justiças Federais dos Estados contra o Sisu. “Juízes de primeira instância estavam tomando decisões incoerentes entre si. Isso torna qualquer procedimento executivo inviável", disse Haddad em entrevista coletiva. "Como pode o Poder Público atender uma e deixar de atender a outra?”, questionou.

Segundo o STJ, seria um risco manter as decisões das Justiças Federais dos Estados, por representar um "conflito de competências". A decisão foi do ministro Félix Fischer, que afirmou que "o deferimento indiscriminado de liminares" para prorrogar prazos do Sisu iria ter impacto no calendário das instituições, "ocasionando, também, prejuízos àquelas instituições e estudantes que se valem do Prouni (Programa Universidade para Todos)".

Batalha jurídica

Com essa decisão, cai a liminar que permitia o acesso à correção das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Já havia caído a liminar que prorrogava as inscrições do Sisu apenas para o Rio de Janeiro. O MEC fechou o sistema ontem e não o reabriu na manhã desta sexta (21), apesar da decisão da Justiça.

Durante a quinta-feira (20), houve uma batalha jurídica o MEC e a Justiça Federal em vários Estados. A Justiça Federal no Ceará autorizou o acesso à correção das provas do Enem 2010 e a possibilidade de entrar com recursos, caso houvesse irregularidades no resultado.

Pouco antes, a Justiça Federal em Pernambuco também já havia negado o pedido de a suspensão do funcionamento do Sisu, que havia sido feito pelo MPF/PE.

Já em São Paulo, um estudante conseguiu uma liminar para ter acesso às provas, conforme divulgou a Justiça Federal no Estado no começo da noite desta quinta. O candidato afirma ter preenchido corretamente a cor do caderno de questões e assinado a ata de sala (que confirma sua presença no segundo dia de provas). No entanto, ele diz que teve suas notas zeradas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sai Primeira Chamada do SISU.

O MEC antecipou e publicou hoje a primeira chamada do SISU. Quer ver CLIQUE AQUI

Importante Lembrar que ainda não saíram resultados de algumas universidades públicas de grande porte, como USP, UNESP e UNICAMP. Isto significa que as listas ainda devem rodar bastante. Quando ocorrer as matrículas das primeiras listas destas universidades a lista do SISU deve chamar muita gente.

Boa sorte!
E comentem que curso passaram e onde.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vai fazer segunda fase da Unicamp 2011? Veja dicas para o exame

A segunda fase do vestibular 2011 da Unicamp (Universidade Estadual de campinas) começa neste domingo (16) e vai até a terça-feira (18). Apesar de ser, assim como a Fuvest, um exame discursivo, as provas têm diferenças: conheça algumas dessas particularidades e alguns dos assuntos que podem cair no vestibular.

A prova
Nos três dias da segunda fase, a entrada nos locais de prova ocorrem até as 13h. O local do exame não é necessariamente o mesmo do da primeira fase, é preciso consultá-lo aqui. Os organizadores do processo seletivo aconselham os vestibulandos a chegar ao local de prova às 12h e a sair de casa com antecedência, para evitar trânsito e congestionamento.

Nos Estados em que não há horário de verão, será seguido o horário local e não o de Brasília. A prova tem duração de quatro horas e permanência mínima de 2h30. A Unicamp orienta ainda que os candidatos façam o percurso até o local de prova antes do dia do exame, para conhecerem o caminho.

Veja o que será cobrado em cada dia:

  • 1º dia (16/1) – Prova de língua portuguesa e de literaturas da língua portuguesa (12 questões) e prova de matemática (12 questões);
  • 2º dia (17/1) – Prova de ciências humanas e artes (18 questões) e prova de língua inglesa (6 questões);
  • 3º dia (18/1) – Prova de ciências da natureza (24 questões).


Os candidatos convocados para a segunda fase devem fazer todas as provas desta etapa, independentemente do curso escolhido. As provas de habilidades específicas para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música serão realizadas entre os dias 24 e 27 de janeiro.

Veja dicas para cada disciplina cobrada no exame:

Português
Uma recomendação da professora Liliane Negrão, do cursinho Oficina do Estudante, de Campinas (SP), é revisar o resumo dos livros de literatura cobrados no vestibular. "Em literatura, a Unicamp trabalha com trechos de obra. Uma dica é revisar os resumos para relembrar a trama da história e a que escola literária ela pertence", diz.

Liliane, chamada pelos alunos de "Lilica", diz que a universidade costuma ter mais perguntas relacionadas com gramática do que a Fuvest. "Tem muitos temas que as pessoas dizem que não caem mais, mas a Unicamp cobre", diz. Sintaxe, crase e concordância verbal são alguns deles. "A gramática presa aos livros nem sempre aparece, mas um acento, uma concordância e o sentido de uma piada para o entendimento de uma charge, por exemplo, podem cair", explica.

Matemática
Na Unicamp, é valorizada a transposição de linguagem, explica o professor Antonio Carlos Rosso Júnior, do cursinho Anglo, de São Paulo. Ou seja: o candidato deve entender como um problema pode ser formulado nas linguagens escrita, gráfica e matemática.

Uma dica do docente é olhar as provas dos dois últimos anos para se familiarizar com o modo como são formuladas as questões "para se habituar com a linguagem". Dentre os possíveis assuntos que o vestibular irá cobrar estão: principais modelos de função (logarítmos, função quadrática) e suas representações gráficas; conceito de taxa de crescimento; matemática financeira; análise combinatória; probabilidade; geometria plana; e trigonometria.

História
Na parte de história da segunda fase da Unicamp, o professor Marcus Vinicius de Morais, do Oficina do Estudante, ressalta que o estilo das questões - que trazem fragmentos de textos e pedem a reflexão dos candidatos - reflete o tipo de aluno que a universidade quer atrair.

"A Fuvest é uma prova muito mais técnica. Já na Unicamp tem mais leitura", explica Morais. Em história, as questões vêm em ordem cronológica e os temas cobrados, clássicos, segundo o docente. "Raramente vem um tema que ninguém viu", diz.

Morais aposta em assuntos como Renascimento, grandes navegações, história da América, história dos Estados Unidos, Guerras Mundiais e Independência do Brasil como os que, geralmente, são cobrados. O aniversário de Independência do México (1810), ocorrido em 2010, também é um forte candidato a cair no exame.

Como dica, ele aconselha os estudantes a olharem resumos que tenham feito durante as aulas. "Não adianta querer aprender o assunto inteiro em dois dias", diz. Ele aconselha a leitura dos resumos mais por segurança do que por necessidade: "é para evitar o branco e a insegurança, que é o que pesa mais na prova. Os candidatos costumam colocar um peso [no vestibular] que, depois de alguns anos, você vê que é desmesurado. Se eles conseguissem trabalhar essa ansiedade ficaria mais fácil", diz.

Geografia
Em geografia, o professor Daniel Simões, do Oficina do Estudante, lembra que são cobrados conhecimentos de leitura da linguagem cartográfica, ou seja, o estudante deve saber ler mapas, diagramas e tabelas.

A Unicamp cobra mais a geografia física, natural, diferentemente da Fuvest, que dá mais ênfase à geopolítica, explica Simões. Segundo o docente, assuntos que podem cair na disciplina são a interação entre sociedade e natureza, domínios morfoclimáticos (vegetação, clima, solo) e crescimento urbano, problemas ambientais (tais como ilhas de calor, enchentes, lixo, congestionamentos).

Em atualidades, o vestibular costuma cobrar que o candidato esteja informado quanto aos principais acontecimentos do ano passado, tais como o terremoto do Haiti, o acidente dos mineiros do Chile, a dificuldade dos EUA em desocupar o Iraque, o agravamento dos conflitos no Afeganistão e as crises econômicas européia e americana, dentre outros.

Inglês
Em inglês, a supervisora da disciplina no cursinho Anglo, Patrícia Senne dos Santos, lembra que as respostas devem ser dadas em português, "a não ser que seja pedido algo diferente este ano", pondera. Além disso, o conteúdo da resposta deve ser objetivo e curto, ou seja: transcrição de trechos de textos só devem ser feitas se isso for pedido no enunciado.

A Unicamp utiliza diversos tipos de textos em sua prova: reportagens, artigos científicos, trechos de romances, poemas, cartoons e até letras de música, por exemplo. Basicamente, as perguntas cobram a verificação da leitura do texto dado. Patrícia aconselha os candidatos a, antes de ler o texto, ler as perguntas referentes a ele. "As vezes ler a pergunta facilita o entendimento do texto e você já sabe o que procurar lá, serve como uma bússola", explica.

Nessa parte do vestibular, a docente explica que o importante é entender a ideia principal do texto. Para isso, é bom conhecer os marcadores de discurso que ligam as orações, como conjunções e pronomes (demonstrativos, possessivos, relativos e pessoais), por exemplo. "São os elementos que dão coesão e coerência ao texto", explica.

Biologia
O professor Carlos Sérgio Stocco, de Campinas (SP), lembra que a Unicamp cobra bastante interpretação de gráficos nos exames de biologia. "Isso está sempre na prova, e são gráficos principalmente ligados à fisiologia animal, tanto de aparelho circulatório quanto de sistema endócrino. Todo ano tem uma questãozinha lá", diz.

O docente também elenca alguns assuntos que sempre quase sempre caem no processo seletivo: evolução - principalmente teoria sintética da evolução, o "neodarwinismo"; evolução adaptativa dos seres vivos ao ambiente terrestre; e fisiologia celular - funções das principais organelas da célula.

Além destes assuntos, Stocco aponta a fermentação alcoólica por fungos, que ocorre na produção do etanol, como um dos possíveis assuntos a serem cobrados.

Física
As questões de física da Unicamp são "mais tradicionais" do que as da Fuvest, explica o professor Carlos Alberto de Oliveira, do Oficina do Estudante. "Física é bem abrangente, cai um pouco de tudo, num nível mais aprofundado. O aluno tem que dominar o assunto", diz.

Para Oliveira, nos últimos dias antes do exame vale a pena recordar alguns conceitos, não "formulinhas". Para os estudantes mais anciosos, ele recomenda: "Depois que chegar da prova não pode ficar olhando as resoluções, mas se preparar para o dia seguinte, o estudante deve se sair bem nos três dias", diz.

O professor aconselha os estudantes a se empenharem para fazer pontos tanto nas disciplinas em que terão peso 2 (de acordo com a área do curso) quanto nas que terão peso 1. "Se sou de exatas, é natural ir bem em exatas; então, o diferencial é ir bem também nas matérias de humanas, que também contam", explica. Para isso, ele recomenda estudar todas as disciplinas. "Assim você consegue se suprir no sentido oposto ao do concorrente", diz.

O docente, que acompanha o vestibular há cerca de 15 anos, aponta alguns assuntos que sempre caem: cinemática e dinâmica (que podem compor cerca de 30% do exame); e ótica (refração em lentes e reflexão em espelhos esféricos), dentre outros assuntos, que caem mais sasonalmente.

Química
De acordo com o professor Anderson Dino, do Oficina do Estudante, as questões de química talvez sejam as mais interdisciplinares do exame. "A Unicamp tem muito essa cara, não cobra o conhecimento fechado de química", diz.

Numa mesma questão pode haver itens fáceis e difíceis: a dica, portanto, é que, caso o estudante tenha dificuldade numa parte, que a deixe para o final e faça as partes fáceis primeiro. "Ele não pode perder muito tempo numa questão, pois pode acabar deixando o resto da prova malfeita", explica.

O professor ressalta alguns temas que a Unicamp "adora": cálculo estequiométrico, termoquímica, equilíbrio químico, processos industriais (que podem ocorrer, por exemplo, na produção de ferro, na extração de petróleo e na produção de plástico), e química orgânica.